DUAS METADES IGUAIS? DUAS METADES? OU METADES?

METADE

               Ao usarmos a palavra metades, não há necessidade alguma de dizermos duas, porque metades sempre são duas e nem iguais, já que sendo metades, são necessariamente iguais.

             Diga, portanto:

  1. Dividiram a casa em metades.
  2. Dividiram a casa em duas partes iguais.
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Canaã

CANAÃ

(VUNESP) INSTRUÇÃO: As questões de números 01 a 03 se baseiam no seguinte trecho do romance Canaã, do escritor maranhense Graça Aranha (José Pereira da Graça Aranha, 1868- 1931).

O agrimensor olhou a árvore. – Faz pena – disse compassivo – botar tudo isso abaixo. – Eu, por mim – acudiu Milkau, levado pelo mesmo sentimento –, preferiria um lote onde não fosse preciso esse sacrifício. – Não há nenhum – respondeu Felicíssimo. – O homem – notou Lentz a sorrir com ar de triunfo – há de sempre destruir a vida para criar a vida. E depois, que alma tem esta árvore? E que tivesse… Nós a eliminaríamos para nos expandirmos. E Milkau disse com a calma da resignação: – Compreendo bem que é ainda a nossa contingência essa necessidade de ferir a Terra, de arrancar do seu seio pela força e pela violência a nossa alimentação; mas virá o dia em que o homem, adaptando-se ao meio cósmico por uma extraordinária longevidade da espécie, receberá a força orgânica da sua própria e pacífica harmonia com o ambiente, como sucede com os vegetais; e então dispensará para subsistir o sacrifício dos animais e das plantas. Por ora nos conformaremos com este momento de transição… Sinto dolorosamente que, atacando a Terra, ofendo a fonte da nossa própria vida, e firo menos o que há de material nela do que o seu prestígio religioso e imortal na alma humana… Enquanto os outros assim discursavam, Felicíssimo, no seu amor ingênuo à Natureza, mirava as velhas árvores, e com a mão meiga festejava-lhes os troncos, como os últimos afagos dados às vítimas do momento do sacrifício. Dentro da mata penetrava o vento da manhã e nas folhas passava brandamente, levantando um murmúrio baixo, humilde, que se escapava de todas as árvores, como as queixas surdas dos moribundos. in: ARANHA, Graça. Obra completa. Rio de Janeiro: MEC-Instituto Nacional do Livro, 1969. p.106-107.

1.Como nos três textos anteriores, centrados nas diferenças de caráter e de comportamento das personagens (Esaú e Jacó, Pedro e Paulo), no romance Canaã, publicado em 1902, defrontamo-nos com duas personagens de temperamentos bastante fortes, Lentz e Milkau, imigrantes alemães cujas concepções do homem e do mundo são opostas. Verifique com atenção a participação dessas duas personagens no trecho de Graça Aranha e, em seguida

a) sintetize, com suas próprias palavras, os dois tipos de “homem”, ou seja, de comportamento do homem no mundo, defendidos, respectivamente, por Lentz e por Milkau;

b) mostre, com base no texto, que os fundamentos da consciência ecológica, hoje em dia bastante disseminados no mundo, já se encontram presentes nesse trecho de Canaã.

RESPOSTAS:

a) Enquanto Milkau é humanista, sensível e defende a ideia do homem integrado à natureza, Lentz, ao contrário, tem espírito agressivo, destruidor, e não mede esforços para atingir seus ideais, sobretudo os de conquista.

b) Todo o parágrafo iniciado por “– Compreendo bem que é ainda a nossa contingência essa necessidade de ferir a Terra…” até “e firo menos o que há de material nela do que o seu prestígio religioso e imortal na alma humana.”

2. A metagoge, recurso expressivo bastante usado pelos escritores de todos os tempos, consiste em atribuir atitudes, qualidades e sentimentos humanos a outros seres. No trecho de Canaã reencontramos tal procedimento, que reforça a dramaticidade dos fatos narrados. De posse destas informações,

a)indique uma passagem do último parágrafo do texto em que ocorre esse recurso expressivo;

b) demonstre que as personagens Milkau e Felicíssimo, que se identificam pelo amor à natureza, expressam esse sentimento de maneiras diferentes.

RESPOSTAS:

a) Fica evidente a metagoge (ou personificação) no último período do último parágrafo: “… levantando um murmúrio baixo e humilde, que se escapava de todas as árvores, como as queixas surdas dos moribundos”. Outra possibilidade, no período anterior: “… mirava as velhas árvores, e com a mão meiga festejavalhes os troncos, como os últimos afagos dados às vítimas do momento do sacrifício”.

b) Embora ambos os personagens se identifiquem pelo amor à natureza, Milkau tem um discurso mais idealista, intelectual, sonhador e utópico. Felicíssimo é mais simples, sentimental, e humaniza a natureza para fazê-la mais próxima dele.

3.Embora Graça Aranha não haja necessariamente tomado por referência o episódio bíblico de Esaú e Jacó, pode-se perceber, nas opiniões expressas por Lentz e Milkau, que suas personalidades apresentam certa correspondência com as dos gêmeos da Bíblia. Partindo desta hipótese,

a)agrupe as quatro personagens (Esaú, Jacó, Lentz, Milkau) em dois pares, de acordo com as afinidades de caráter e atitudes;

b) explique, com base nos dois textos, os critérios de que você se serviu para estabelecer tais pares.

RESPOSTAS:

a)Esaú – Lentz

Jacó – Milkau

b) No primeiro par, Esaú é caçador, Lentz é conquistador (luta). Enquanto, no segundo par, Jacó é um homem pacífico, assim como Milkau, que pensa na harmonia entre o homem e a natureza (paz).

 Instrução: A questão de número 04 toma por base uma passagem do romance Canaã, de Graça Aranha (1868-1931).

Canaã

— Hoje — disse Milkau quando chegaram a um trecho desembaraçado da praia —, devemos escolher o local para a nossa casa.

 — Oh! não haverá dificuldade, neste deserto, de talhar o nosso pequeno lote… — desdenhou Lentz.

 — Quanto a mim, replicou Milkau, uma ligeira inquietação de vago terror se mistura ao prazer extraordinário de recomeçar a vida pela fundação do domicílio, e pelas minhas próprias mãos… O que é lamentável nesta solenidade primitiva é a intervenção inútil do Estado…

 — O Estado, que no nosso caso é o agrimensor Felicíssimo… — Não seria muito mais perfeito que a terra e as suas coisas fossem propriedade de todos, sem venda, sem posse?

 — O que eu vejo é o contrário disto. É antes a venalidade de tudo, a ambição, que chama a ambição e espraia o instinto da posse. O que está hoje fora do domínio amanhã será a presa do homem. Não acreditas que o próprio ar que escapa à nossa posse será vendido, mais tarde, nas cidades suspensas, como é hoje a terra? Não será uma nova forma da expansão da conquista e da propriedade?

— Ou melhor, não vês a propriedade tornar-se cada dia mais coletiva, numa grande ânsia de aquisição popular, que se vai alastrando e que um dia, depois de se apossar dos jardins, dos palácios, dos museus, das estradas, se estenderá a tudo?… O sentimento da posse morrerá com a desnecessidade, com a supressão da ideia da defesa pessoal, que nele tinha o seu repouso…

 — Pois eu — ponderou Lentz —, se me fixar na ideia de converter-me em colono, desejarei ir alargando o meu terreno, chamar a mim outros trabalhadores e fundar um novo núcleo, que signifique fortuna e domínio… Porque só pela riqueza ou pela força nos emanciparemos da servidão.

 — O meu quinhão de terra — explicou Milkau — será o mesmo que hoje receber; não o ampliarei, não me abandonarei à ambição, ficarei sempre alegremente reduzido à situação de um homem humilde entre gente simples. Desde que chegamos, sinto um perfeito encantamento: não é só a natureza que me seduz aqui, que me festeja, é também a suave contemplação do homem. Todos mostram a sua doçura íntima estampada na calma das linhas do rosto; há como um longínquo afastamento da cólera e do ódio. Há em todos uma resignação amorosa… Os naturais da terra são expansivos e alvissareiros da felicidade de que nos parecem os portadores… Os que vieram de longe esqueceram as suas amarguras, estão tranquilos e amáveis; não há grandes separações, o próprio chefe troca no lar o seu prestígio pela espontaneidade niveladora, que é o feliz gênio da sua raça. Vendo-os, eu adivinho o que é todo este País — um recanto de bondade, de olvido e de paz. Há de haver uma grande união entre todos, não haverá conflitos de orgulho e ambição, a justiça será perfeita; não se imolarão vítimas aos rancores abandonados na estrada do exílio. Todos se purificarão e nós também nos devemos esquecer de nós mesmos e dos nossos preconceitos, para só pensarmos nos outros e não perturbarmos a serenidade desta vida… (Graça Aranha. Canaã, 1996.)

4. Em sua última fala no fragmento do romance Canaã, coerentemente com o que manifestou nas falas anteriores, a personagem Milkau, ao informar o que pretende fazer com seu quinhão de terra, acaba expressando sua própria concepção de mundo. Releia essa fala e faça uma síntese dessa concepção da personagem.

RESPOSTA: A personagem Milkau apresenta uma concepção de mundo necessariamente romântica, que segue o modelo primeiro proposto por Jean-Jacques Rousseau, que gira em torno da seguinte ideia: a civilização corrompe o homem, tornando-o ambicioso e individualista. Em oposição a essa ideia, a personagem propõe uma vida humilde, “entre gente simples”, na qual os homens se afastariam dos sentimentos negativos, como a cólera e o ódio, e viveriam irmanados em sentimentos de “resignação amorosa”, “tranquilos e amáveis”, plenos de bondade e de paz para apreciarem a serenidade da vida.

 Canaã

– Mora aqui há muito tempo? – perguntou Milkau.

– Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço… Ali perto do Mangaraí. – E tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio: – Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

      E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos. Ele contou por frases gaguejadas a sua triste vida, toda ela um pobre drama sem movimento, sem lances, sem variedade, mas de quão intensa e profunda agonia! Contou a velha casa cheia de escravos, as festas simples, os trabalhos e os castigos… E na tosca linguagem balbuciava com a figura em êxtase a sua turva recordação.

     – Ah, tudo isso, meu sinhô moço, acabou… Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras de seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda! A gente trabalhava junto, quem apanhava café apanhava, quem debulhava milho debulhava, tudo de parceria, bandão de gente, mulatas, cafuzas… Que importava feitor?… Nunca ninguém morreu de pancada. Comida sempre havia, e quando era sábado, véspera de domingo, ah! meu sinhô, tambor velho roncava até de madrugada…

      E assim o antigo escravo ia misturando no tempero travoso da saudade a lembrança dos prazeres de ontem, da sua vida congregada, amparada na domesticidade da fazenda, com o desespero do isolamento de agora, com a melancolia de um mundo desmoronado. (Graça Aranha, Canaã. 1ª edição: 1902.)

O preconceito, como grande obstáculo à interação humana, tem sido amplamente questionado nos últimos tempos. No texto desta parte, por exemplo, é possível perceber alguns tipos de preconceito. Tomando por base esse pensamento,

5. (VUNESP)  Demonstre, em Canaã, como o enunciador avalia, preconceituosamente, a capacidade de linguagem do velho.

RESPOSTA: Em Canaã, o velho escravo é desqualificado por utilizar “frases gaguejadas” e “tosca linguagem”.

6. (VUNESP)  Pão e circo simbolizam, nas mais diferentes épocas da civilização, os bens oferecidos pelo governo às classes sociais, principalmente as menos favorecidas, de maneira a satisfazer suas principais necessidades e prevenir eventuais revoltas provocadas por condições desumanas de vida. Considerando o texto de Graça Aranha,

a) encontre uma passagem, extraída da fala do velho escravo, em que aparecem os elementos correspondentes à satisfação dessas necessidades, na antiga fazenda;

b) aponte uma qualidade do trabalho escravo, na antiga fazenda, que parece ter muita importância para o velho.

RESPOSTAS:

a) “Comida sempre havia, e quando era sábado, véspera de domingo, ah! meu sinhô, tambor velho roncava até de madrugada…” Na passagem destacada, o velho refere-se, à sua maneira, ao famoso “pão e circo para o povo”.

b) A parceria. “Ah! tempo bom de fazenda! A gente trabalhava junto, quem apanhava café apanhava, quem debulhava milho debulhava, tudo de parceria…”.

7. A fase pré-modernista passa a ser tomada como marginal ou subsidiária à estética ou ao próprio Modernismo. Consequentemente, as obras que lhe remetiam pertencimento cronológico, dentre elas Canaã, eram tomadas pelo sincretismo das escolas Realismo, Naturalismo, Simbolismo, mas também pela aproximação temática ao Modernismo.(Adaptado de: ARAÚJO, Bárbara Del Rio. O registro de estilo em Canaã: uma reflexão sobre a historiografia e o rótulo Pré-Modernismo).

O contraditório de classificação de Canaã, de Graça Aranha, é reiterado em:

a.grande parte das análises feita da obra prefere caracterizá-la pela relevância temática, pelo debruçar sobre os problemas sociais e morais do país, o qual é apresentado sob uma perspectiva de antecipação ao movimento modernista na medida em que se observa o interesse pela realidade.

b. na historiografia literária brasileira, o nome de Graça Aranha costuma abrir com todo o direito o capítulo do movimento de 1922, pela adesão entusiasta, determinante que essa grande personalidade, antes mesmo de grandes escritores, iria dar aos jovens de São Paulo na revolta contra as instituições.

c. Canaã reflete sobre situações novas como a imigração alemã no Espírito Santo, desembocando em discussões raciais, sociais e morais, prelúdio inequívoco ao Modernismo.

d. aproveitando criaturas e fatos reais, pondo em cena colonos e caboclos, não fez, contudo um livro realista e ainda menos regionalista. Não interessava ao autor o pitoresco nem se sentia inclinado a submeter-se passivamente a observação, um e outro entram na obra, mas no seu lugar como elementos de construção e nunca como fim.

e.embora estejam presentes na obra ideias pessimista quanto ao Brasil e tons idílicos da colônia alemã, não há nenhuma tendência a provar a superioridade do colono branco sobre o mestiço.

 

Sermão do Quinto Domingo da Quaresma

V DOMINGO DA QUARESMA

O texto abaixo refere-se às questões de 01 a 06. Trata-se de um sermão do quinto domingo

da Quaresma, do Padre Antônio Vieira:

“Como estamos na corte, onde das casas dos pequenos não se faz caso, nem têm nome de

casas, busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. Deus me guie.

(…) Entremos e vamos examinando o que virmos, parte por parte. Primeiro que tudo vejo cavalos, liteiras e coches; vejo criados de diversos calibres, uns com libré, outros sem ela; vejo galas, vejo joias, vejo baixelas; as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes; das janelas vejo ao perto jardins, e ao longe quintas; enfim, vejo todo o palácio e também o oratório; mas não vejo a fé. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. Se o que vestem os lacaios e os pajens, e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste, e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações, a risco de quebrar, como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas, as joias e as baixelas, ou no Reino, ou fora dele, foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade, que o ouro e a prata derretidos, e as sedas se se espremeram, haviam de verter sangue, como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis, desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros, a quem não fazíeis a féria, e, se queriam ir buscar a vida a outra parte, os prendíeis e obrigáveis por força, como se há de ver a fé, nem sombra dela na vossa casa?”

Vocabulário:

libré: uniforme de criados de casas nobres

os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais

jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia

a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga

1.(FEI-SP) O autor do texto, Padre Vieira, pertence à escola literária conhecida como:

a) Baroco.       

b) Realismo.

c) Trovadorismo.

d) Romantismo.

e) Arcadismo.

2. (FEI-SP) Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence:

a) emprego frequente de palavras que designam cores, perfumes e sensações táteis.

b) uso constante da metáfora e da antítese.

c) união de duas ideias contrárias em um único pensamento.

d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo.

e) utilização de muitas frases interrogativas.

3. (FEI-SP) Padre Vieira é frequentemente estudado como um autor contemporâneo a:

a) Luís de Camões.

b) Carlos Drummond de Andrade.

c) Gregório de Matos.

d) Fernando Sabino.

e) José de Alencar.

4. (FEI-SP) O sermão pode ser definido como:

a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres.

b) texto curto, em que predomina o desenvolvimento de um único conflito.

c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos.

d) soneto com versos decassílabos.

e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes.

5. (FEI-SP) Sobre o fragmento do sermão acima transcrito, é possível afirmar que:

a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza.

b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem.

c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram

aqueles que exploram e maltratam os homens do povo.

d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais, dignificando-os e humanizando as relações entre os nobres e o povo.

e) segundo o autor, a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos

homens.

6. (FEI-SP) Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor:

a) divertir a plateia.

b) convencer e ensinar o seu público.

c) afastar os homens da verdadeira fé cristã.

d) provocar fortes emoções em seu público.

e) confundir seus ouvintes.

 

Pronomes Pessoais

PRONOMES PESSOASIS

1. (UFRJ) TEXTO : De manhã

O hábito de estar aqui agora

aos poucos substitui a compulsão

de ser o tempo todo alguém ou algo.

Um belo dia – por algum motivo

é sempre dia claro nesses casos –

você abre a janela, ou abre um pote

de pêssegos em calda, ou mesmo um livro

que nunca há de ser lido até o fim

e então a ideia irrompe, clara e nítida:

É necessário? Não. Será possível?

De modo algum. Ao menos dá prazer?

Será prazer essa exigência cega

a latejar na mente o tempo todo?

Então por quê?

E neste exato instante

você por fim entende, e refestela-se

a valer nessa poltrona, a mais cômoda

da casa, e pensa sem rancor:

Perdi o dia, mas ganhei o mundo.

(Mesmo que seja por trinta segundos.) (BRITO, Paulo Henriques. As três epifanias.)

Um pronome, para assumir valor indeterminado, não deve estar associado apenas a um interlocutor específico, mas também a outros interlocutores, depreensíveis do contexto. Considerando a afirmativa acima, explique o valor indeterminado da forma você no texto  e justifique seu emprego para a construção do sentido do texto.

RESPOSTA:

A forma você assume valor genérico. Pode fazer referência à pluralidade de interlocutores: o próprio eu poético, o leitor, todo ou qualquer homem que se identifique com a experiência representada no poema.

2. (FUVEST) Este é o segundo período do capítulo LXXII: “Eles chegam a seu tempo, até que o pano cai, apagam-se as luzes, e os espectadores vão dormir. ”
a) O pronome pessoal do caso reto da terceira pessoa do plural que inicia a frase retoma que termos da frase anterior?
b) Explique por que esse pronome está no masculino plural.
RESPOSTAS:

a) Peripécias e desfechos.
b) Plural + singular = pronome pessoal no plural
Feminino + masculino = pronome pessoal no masculino.

3. (FGV) Complete a frase a seguir, usando os pronomes pessoais das três pessoas do singular e os verbos solicitados nos parênteses. Se for necessário, faça as adaptações adequadas.
Nós formamos uma equipe de três. Portanto, sem ________ (1), sem ________ (2) e sem ________ (3) não será possível fazer o trabalho, já que é para ________ (1) comprar o material, para ________ (2) ________ (PREPARAR) o projeto e para ________ (3) ________ (EXECUTAR + O).
RESPOSTA:

Nós formamos uma equipe de três. Portanto, sem MIM (1), sem TI (2) e sem ELE/ELA (3) não será possível fazer o trabalho, já que é para EU (1) comprar o material, para TU (2) PREPARARES (PREPARAR) o projeto e para ELE/ELA (3) EXECUTÁ-LO (EXECUTAR + O).

4. (FUVEST) Ele voltou – e veio bravo. El Niño, a inversão térmica que esquenta parte das águas do Oceano Pacífico e muda o clima de quase todo o planeta, atingiu na semana passada a temperatura mais alta desde os anos 80. (“Veja”, 27/08/97, p.42)
a) Observe que o texto começa com o pronome “ele” e só depois designa o fenômeno a que esse pronome se refere. Explique o efeito que o texto procura produzir no leitor, ao empregar tal recurso.
b) Reescreva o trecho, mantendo os períodos na ordem apresentada e fazendo apenas as adaptações necessárias para que a expressão “El Niño” seja enunciada anteriormente ao pronome.
RESPOSTAS:

a)Procura causar expectativa, interesse.
b) El Niño voltou – e veio bravo. Inversão térmica que esquenta parte das águas do Oceano Pacífico e muda o clima de quase todo o planeta, ele atingiu na semana passada a temperatura mais alta desde os anos 80.

5. (FGV) Leia o fragmento abaixo, do conto A cartomante de Machado de Assis. Depois, responda às perguntas. “Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua das Mangueiras na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da Guarda Velha, olhando de passagem para a casa da cartomante.”

O texto oferece condições para indicar, com precisão, o significado do pronome o na seguinte oração: “…não só o estava…”. Diga qual é esse significado. Explique qual defeito de estilo Machado de Assis evitou ao utilizar o pronome o.

RESPOSTA:

… não só estava certo de ser amado… O autor utiliza o pronome para evitar a repetição de termos e tornar a construção mais coesa.

6. (FUVEST) Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!… (Castro Alves)
a) Reescreva o quinto e o sexto versos, colocando os termos em ordem direta.
b) Justifique o uso do pronome pessoal “tu”, levando em conta seus referentes.
RESPOSTAS:

a)”Tu que foste hasteado na lança dos heróis após a guerra da liberdade.”
b) O pronome “tu” é um vocativo que personifica a bandeira brasileira, interlocutor do poema. Conclui-se isto através dos referentes “Auriverde pendão”, “Estandarte”, “foste hasteado”.

 O utopista

Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há outro mundo.
(MENDES, Murilo. MURILO MENDES: POESIA COMPLETA E PROSA. RJ: Nova Aguilar, 1994.)
7. (UFRJ) No poema, o pronome pessoal “Ele” não se refere ao utopista.
Justifique a afirmação, com base na relação entre o título e o último verso do poema.
RESPOSTA:

O pronome pessoal “Ele” não se refere ao utopista, já que utopista é aquele que acredita na possibilidade de um outro mundo, melhor que o existente.

8. (IME) Nas frases a seguir há erros ou impropriedades. Reescreva-as e justifique a correção.

a) “Esta é uma tarefa para mim fazer sozinho, não admito que se reparta as responsabilidades entre eu e outra pessoa.”

b) “Ele tomou as decisões as mais oportunas.”

RESPOSTAS:

a) “Esta é uma tarefa para eu fazer sozinho, não admito que se repartam as responsabilidades entre mim e outra pessoa”“. Eu fazer – sujeito de verbo tem que ser pronome do caso reto Se repartam – passiva sintética, o sujeito é responsabilidades Entre mim e outra – com preposição entre usa-se a forma oblíqua do pronome eu

b) “Ele tomou as decisões mais oportunas.” Redundância na repetição do objeto direto.

9. (FUVEST) “O que dói nem é a frase (Quem paga seu salário sou eu), mas a postura arrogante. Você fala e o aluno nem presta atenção, como se você fosse uma empregada.”
(Adaptado de entrevista dada por uma professora. “Folha de S. Paulo”, 03/06/01)
a) A quem se refere o pronome “você”, tal como foi usado pela professora?
Esse uso é próprio de que variedade linguística?
b) No trecho “como se você fosse uma empregada”, fica pressuposto algum tipo de discriminação social? Justifique sua resposta.
RESPOSTAS:

a) O pronome “você”, que é utilizado normalmente para designar o interlocutor, na frase dada apresenta um referente genérico, incluindo até mesmo quem está falando. Esse uso do pronome é próprio de uma variedade informal, em que se pretende criar um efeito de sentido de intimidade, de proximidade entre os interlocutores.
b) Sem dúvida, o trecho “como se você fosse uma empregada” pressupõe discriminação social, por sugerir que aquilo que uma empregada fala não é digno de atenção.

10. (UNESP) Observe, no fragmento de AMOR DE PERDIÇÃO o período “Se teu pai quisesse que eu me arrastasse a seus pés para te merecer, beijar-lhos-ia.” e responda:
a) Quais são os pronomes átonos que se acham contraídos na forma LHOS e que funções sintáticas exercem na oração em que se encontram?
b) A que personagem do texto se refere o possessivo SEUS em “que eu me arrastasse a seus pés”?
RESPOSTAS:

a)Há contração dos pronomes lhe + os. O LHE é adjunto adnominal de “pés”, pois equivale ao pronome possessivo “seus”. O OS é objeto direto.
b) “Seus” refere-se ao pai de Tereza.

11.(UFRJ) Balada do amor através das idades

Eu te gosto, você me gosta

desde tempos imemoriais.

Eu era grego, você troiana,

troiana mas não Helena.

Saí do cavalo de pau

para matar seu irmão.

Matei, brigamos, morremos.

(…)

Hoje sou moço moderno,

remo, pulo, danço, boxo,

tenho dinheiro no banco.

Você é uma loura notável,

boxa, dança, pula, rema.

Seu pai é que não faz gosto.

Mas depois de mil peripécias,

eu, herói da Paramount,

te abraço, beijo e casamos. (DRUMOND, Carlos. Alguma poesia, 1930)

A norma culta não prevê o emprego dos pronomes tal como aparecem no Texto. Levando em consideração a proposta de linguagem do movimento literário em que o poema se insere, justifique o uso dos pronomes no primeiro verso.

RESPOSTA:

O uso de pronomes não corresponde à norma culta, porque o poema em questão pertence ao Movimento Modernista, da primeira fase, que se propôs a romper com os padrões tradicionais.

12. (FUVEST) Ao se discutirem as ideias expostas na assembleia, chegou-se à seguinte conclusão: pôr em confronto essas ideias com outras menos polêmicas seria avaliar melhor o peso dessas ideias , à luz do princípio geral que vem regendo as mesmas ideias.

a) Transcreva o texto, substituindo as expressões sublinhadas por pronomes pessoais que lhes sejam correspondentes e efetuando as alterações necessárias.

RESPOSTA:

a) Há várias possibilidades. Entre elas: Ao se discutirem as ideias expostas na assembleia, chegou-se à seguinte conclusão: pô-las em confronto com outras menos polêmicas seria avaliar-lhes melhor o peso, à luz do princípio geral que as vem regendo. -Ao se discutirem as ideias expostas na assembleia, chegou-se à seguinte conclusão: pô-las em confronto com outras menos polêmicas seria avaliar melhor o seu peso, à luz do princípio geral que vem regendo-as. – Ao se discutirem as ideias expostas na assembleia, chegou-se à seguinte conclusão: pô-las em confronto com outras menos polêmicas seria avaliar melhor o peso delas, à luz do princípio geral que vem regendo a elas. É evidente que também seriam possíveis combinações das formas acimas.

13. (UFSCar) Não permita Deus que eu morra

Sem que ainda vote em você;

Sem que, Rosa amigo, toda Quinta-feira que Deus dê,

Tome chá na Academia

Ao lado de vosmecê,

Rosa dos seus e dos outros,

Rosa da gente e do mundo,

Rosa de intensa poesia

De fino olor sem segundo;

Rosa do Rio e da Rua,

Rosa do sertão profundo (Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira.)

Observe os versos: Tome chá na Academia / Ao lado de vosmecê,

a) De que Academia se trata?

b) Vosmecê é uma variante de que pronome? Dê alguma outra variante desse mesmo pronome, de uso comum na língua falada do Brasil.

RESPOSTAS:

a) Academia Brasileira de Letras.

b) É uma variante do usual pronome “você” (que por sua vez apresenta origem do arcaico pronome Vossa Mercê). As variantes possíveis na atual língua falada são: “ocê” e “cê”.

14. (FGV) Na época, já SOFRIA de uma doença que lhe dificultava o movimento das mãos e dos pés.
a) Cite o pronome que, no texto, funciona como sujeito de sofria.
b) Explique a quem, no texto, tal pronome se refere. Justifique sua resposta.
RESPOSTA:

a)O pronome que funciona como sujeito de SOFRIA é ELE (sujeito elíptico).
b) O pronome refere-se a Marcos Rey, “um homem gordinho e simpático”.

 15.(FGV) Leia atentamente o fragmento de texto abaixo, de As Três Marias, de Rachel de Queiroz. Depois, responda à questão nele baseada. As irmãs [Trata-se de freiras, como se perceberá adiante.- Nota da Banca Examinadora] me intimidavam sempre, como no primeiro dia.Não saberia nunca ficar à vontade com elas, como Glória, discutir, pedir coisas. E, muito menos, igual a Maria José, escolher entre as irmãs uma amiga, tomá-la como conselheira e confidente. E dava-me mágoa essa inibição; as irmãs eram porém tão distantes, tão diferentes! Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação, como o faziam Maria José e Glória. Considerava-as fora da humanidade, não me abandonara nunca a impressão de distância sobrenatural que me haviam dado na noite da chegada. Não conseguiria imaginar uma irmã, comendo, vestindo-se, dormindo; não podia crer que houvesse um coração de mulher, um corpo de mulher debaixo da lã pesada do hábito.

A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo.

a) Explique o uso do pronome mim, em vez do pronome eu.

b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele?

c) Explique por que a forma verbal Seria (em Ser-me-ia) está na terceira pessoa do singular.

RESPOSTAS:

a) O pronome pessoal do caso reto eu só pode ser usado com a função de sujeito. No fragmento, o pronome mim desempenha a função de Adjunto Adverbial.

b) Ti.

c) Porque está concordando com o seu sujeito, que no caso é a oração seguinte (“descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”).

16. (PUC – RJ) A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, cousas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, cousas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um  direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente. [Fragmento do conto “A Igreja do Diabo”, de Machado de Assis]

a) Explique o argumento de que se vale o Diabo na defesa que faz da venalidade.

b) A que se refere o pronome oblíquo na frase Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório?

RESPOSTAS:

a) No texto de Machado de Assis o argumento apresentado pelo Diabo é que tudo aquilo que pertence ao indivíduo pode ser vendido. Segundo ele seria contraditório considerar que apenas os bens materiais podem ser vendidos; de acordo com o Diabo, nada pertenceria mais ao indivíduo do que a própria consciência.

b) Refere-se ao direito à venalidade.

17. (IBGE) Assinale a opção que apresenta o emprego correto do pronome, de acordo com a norma culta:

a) O diretor mandou eu entrar na sala.

b) Preciso falar consigo o mais rápido possível.

c) Cumprimentei-lhe assim que cheguei.

d) Ele só sabe elogiar a si mesmo.

e) Após a prova, os candidatos conversaram entre eles.

18. (UFSCar) Para responder à questão abaixo, leia o trecho extraído de Gabriela, cravo e canela, obra de Jorge Amado. O marinheiro sueco, um loiro de quase dois metros, entrou no bar, soltou um bafo pesado de álcool na cara de Nacib e apontou com o dedo as garrafas de “Cana de Ilhéus”. Um olhar suplicante, umas palavras em língua impossível. Já cumprira Nacib, na véspera, seu dever de cidadão, servira cachaça de graça aos marinheiros. Passou o dedo indicador no polegar, a perguntar pelo dinheiro. Vasculhou os bolsos o loiro sueco, nem sinal de dinheiro. Mas descobriu um broche engraçado, uma sereia dourada. No balcão colocou a nórdica mãe-d’água, Yemanjá de Estocolmo. Os olhos do árabe fitavam Gabriela a dobrar a esquina por detrás da Igreja. Mirou a sereia, seu rabo de peixe. Assim era a anca de Gabriela. Mulher tão de fogo no mundo não havia, com aquele calor, aquela ternura, aqueles suspiros, aquele langor. Quanto mais dormia com ela, mais tinha vontade. Parecia feita de canto e dança, de sol e luar, era de cravo e canela. Nunca mais lhe dera um presente, uma tolice de feira. Tomou da garrafa de cachaça, encheu um copo grosso de vidro, o marinheiro suspendeu o braço, saudou em sueco, emborcou em dois tragos, cuspiu. Nacib guardou no bolso a sereia dourada, sorrindo. Gabriela riria contente, diria a gemer: “precisava não, moço bonito …” E aqui termina a história de Nacib e Gabriela, quando renasce a chama do amor de uma brasa dormida nas cinzas do peito.

A oração Vasculhou os bolsos o loiro sueco, com a substituição do complemento verbal por um pronome oblíquo, equivale a

a) Vasculhou-o os bolsos.

b) Vasculhou-se o loiro sueco.

c) Vasculhou-lhe os bolsos.

d) Vasculhou-lhes o loiro sueco.

e) Vasculhou-os o loiro sueco.

19. (IBGE) Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da língua:

a) Ele entregou um texto para mim corrigir.

b) Para mim, a leitura está fácil.

c) Isto é para eu fazer agora.

d) Não saia sem mim.

e) Entre mim e ele há uma grande diferença.

20. (FGV) Caetano Veloso acaba de gravar uma canção, do filme Lisbela e o Prisioneiro. Trata-se de Você não me ensinou a te esquecer. A propósito do título da canção, pode-se dizer que:

a) A regra da uniformidade do tratamento é respeitada, e o estilo da frase revela a linguagem regional do autor.

b) O desrespeito à norma sempre revela falta de conhecimento do idioma; nesse caso não é diferente.

c) O correto seria dizer Você não me ensinou a lhe esquecer.

d) Não deveria ocorrer a preposição nessa frase, já que o verbo ensinar é transitivo direto.

e) Desrespeita-se a regra da uniformidade de tratamento. Com isso, o estilo da frase acaba por aproximar- se do da fala.

21.(CESGRANRIO) Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA.

a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos.
b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer.
c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti.
d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si.
e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade.

22. (FGV) Assinale o item em que há erro quanto ao emprego dos pronomes se, si ou consigo:

a) Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si.

b) Ele só cuidava de si.

c) Quando V. Sa vier, traga consigo a informação pedida.

d) Ele se arroga o direito de vetar tais artigos.

e) Espere um momento, pois tenho de falar consigo.

23. (FUVEST) Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:

a) Este é um problema para mim resolver.

b) Entre eu e tu não há mais nada.

c) A questão deve ser resolvida por eu e você.

d) Para mim, viajar de avião é um suplício.

e) Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava.

24. (FGV) Observe: “O diretor perguntou: – Onde estão os estagiários? Mandaram-nos sair? Estão no andar de cima?”.

O pronome sublinhado pertence:

a) À terceira pessoa do plural.

b) À segunda pessoa do singular.

c) À terceira pessoa do singular.

d) À primeira pessoa do plural.

e) À segunda pessoa do plural.

25. (CARLOS CHAGAS) “Se é para ……. dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre ……. .”

a) mim, eu e tu

b) eu, mim e tu

c) mim, mim, ti

d) eu, eu e ti

e) eu, mim e ti

 26. (BB) Pronome empregado incorretamente:

a) Nada existe entre eu e você.

b) Deixaram-me fazer o serviço.

c) Fez tudo para eu viajar.

d) Hoje, Maria irá sem mim.

e) Meus conselhos fizeram-no refletir.

27. (FATEC) Assinale o mau emprego do pronome:

a) Aquela não era casa para mim, comprá-la com que dinheiro?

b) Entre eu e ela nada ficou acertado.

c) Estava falando com nós dois.

d) Aquela viagem, quem não a faria?

e) Viram-no mas não o chamaram.

28. (FMU) Assinale a única alternativa em que haja erro no emprego dos pronomes:

a) Vossa Excelência e seus convidados.

b) Mandou-me embora mais cedo.

c) Vou estar consigo amanhã.

d) Vós e vossa família estais convidados para a festa.

e) Deixei-o encarregado da turma.

29. (FMTM) Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo. (…) Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.

No trecho “via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço”, o pronome em destaque refere-se a

a) saias.

b) mulheres.

c) homens.

d) coxas.

e) crianças.

30. (FGV) Leia atentamente as seguintes frases:

I – João deu o livro para mim ler.

II – João deu o livro para eu ler.

A respeito das frases anteriores assinale a afirmação correta:

a)A frase I está certa, pois a preposição exige o pronome oblíquo mim.

b) A frase II está certa, pois o sujeito de ler dever ser o pronome do caso reto eu.

c) A frase I está certa, pois mim é objeto direto de deu.

d) A frase II está certa, pois para exige o pronome do caso reto eu.

e) Ambas as frases estão corretas, pois a preposição para pode exigir tanto o forma mim quanto a forma eu.

31. (FMTM)Daqui em diante trataremos o nosso memorando pelo seu nome de batismo: não nos ocorre se já dissemos que ele tinha o nome do pai; mas se o não dissemos, fique agora dito. E para que se possa saber quando falamos do pai e quando do filho, daremos a este o nome de Leonardo, e acrescentaremos o apelido de Pataca, já muito vulgarizado nesse tempo, quando quisermos tratar daquele. Leonardo havia pois chegado à época em que os rapazes começam a notar que o seu coração palpita mais forte e mais apressado, em certas ocasiões, quando se encontra com certa pessoa, com quem, sem saber por que, se sonha umas poucas de noites seguidas, e cujo nome se acode continuamente a fazer cócegas nos lábios. Já dissemos que D. Maria tinha agora em casa sua sobrinha; o compadre, como a própria D. Maria lhe pedira, continuou a visitá-la, e nessas visitas passavam longo tempo em conversas particulares. Leonardo acompanhava sempre o seu padrinho e fazia diabruras pela casa enquanto estava em idade disso, e, depois que lhes perdeu o gosto, sentava-se em um canto e dormia de aborrecimento. Disso resultou que detestava profundamente as visitas e que só se sujeitava a elas obrigado pelo padrinho. Depois […] D. Maria chamou por sua sobrinha, e esta apareceu. Leonardo lançou-lhe os olhos, e a custo conteve o riso. Era a sobrinha de D. Maria já muito desenvolvida, porém que, tendo perdido as graças de menina, ainda não tinha adquirido a beleza de moça; era alta, magra, pálida: andava com o queixo enterrado no peito, trazia as pálpebras sempre baixas, e olhava a furto; tinha os braços finos e compridos; o cabelo, cortado, dava-lhe apenas até o pescoço, e como andava mal penteada e trazia a cabeça sempre baixa, uma grande porção lhe caía sobre a testa e olhos, como uma viseira. Durante alguns dias umas poucas de vezes Leonardo falou na sobrinha da D. Maria; e apenas o padrinho lhe anunciou que teriam de fazer a visita do costume, sem saber por que, pulou de contente, e, ao contrário dos outros dias, foi o primeiro a vestir-se e dar-se por pronto. (Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. Adaptado)

Em – o cabelo, cortado, dava-lhe apenas até o pescoço – o pronome lhe é empregado com o sentido de posse, como ocorre também em:

a) Uma grande porção lhe caía sobre a testa.

b) O compadre, como a própria D. Maria lhe pedira, continuou a visitá-la.

c) Apenas o padrinho lhe anunciou que teriam de fazer a visita […] pulou de contente.

d) Leonardo lançou-lhe os olhos.

e) Depois que lhes perdeu o gosto, sentava-se em um canto.

32. (ESAF) O pronome pessoal está empregado incorretamente em:

a) Não consegui entendê-lo naquela confusão.

b) É para mim fiscalizar aqueles volumes.

c) Tudo ficou esclarecido entre mim e ti.

d) Por favor, mande-o entrar e sentar-se.

e) Fizeram-no esperar demais hoje.

33. (UFPR) Complete com os pronomes e indique a opção correta, dentre as indicadas abaixo:

De repente, deu-lhe um livro para ………. ler.

De repente, deu um livro para ………. .

Nada mais há entre ………. e você.

Sempre houve entendimentos entre ………. e ti.

José, espere vou ………. .

a) ele, mim, eu, eu, consigo

b) ela, mim, eu, eu, consigo

c) ela, eu, mim, eu, contigo

d) ela, mim, eu, mim, contigo

e) ela, mim, mim, mim, com você

34. (TRE-SP) O auxiliar judiciário discutiu ………. mesmos a respeito de possíveis desentendimentos entre ………. e ………. .

a) conosco – eu – ti

d) conosco – eu – tu

b) com nós – mim -tu

e) conosco – mim – ti

c) com nós – mim – ti

 35.(TRE-MT) A alternativa em que o emprego do pronome pessoal não obedece à norma culta brasileira é:

a) Fizeram tudo para eu ir lá.

b) Ninguém lhe ouvia as queixas.

c) O vento traz consigo a tempestade.

d) Trouxemos um presente para si.

e) Não vá sem mim.

36. (FUVEST) “Pois venha de lá esse primor.”; “Não está o artista”; “… pois venha daí um dueto comigo.” Nos trechos acima, as expressões de lá, , daí podem equivaler, respectivamente a: 

a) de mim, contigo, dele

b) de ti, comigo, de ti

c) daquele lugar, neste lugar, dos paços

d) daquele lugar, nesse lugar, do artista

e) da inspiração do gênio, aqui, das catedrais

37.(ITA) Leia com atenção as frases a seguir:
1 – Vá depressa, que o Chefe quer falar________.
2 – Leva ________o guarda- chuva, que o tempo está nublado.
3 – Informaram -________ que amanhã não haverá expediente.
4 – Felizmente, poucos são os que se aborrecem perante_________.
As lacunas das frases acima devem ser completadas, respectivamente, pelos pronomes:
a) contigo – consigo – no – ti e mim.
b) com você – contigo – lhe – ela e mim.
c) contigo – contigo – lhe – você e eu.
d) consigo – contigo – lhe – mim e tu.
e) consigo – com você – no – ti e você.

38. (CEETSP) Determine o único emprego errado do pronome pessoal:
a) Com nós todos já ocorreu isso.
b) Sobre ele e eu pesam sérias acusações.
c) Ajudemo-la que ela não se sente bem.
d) Tua a feres, mas não o fazes impunemente.
e) Põe-nos aqui, foi daqui que tiraste os livros.

39. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase inicial:
Disse a ________ que sem ________ ela não sabe viver.
a) mim – ti
b) ti – eu
c) eu – ti
d) mim – tu
e) tu – mim

40. (UFC) Marque as alternativas corretas quanto ao emprego dos pronomes, conforme as regras gramaticais.
01. Todos estavam no almoço de domingo, exceto minha filha e eu.
02. Entre minha família e eu há laços muito fortes.
04. Aquela casa é para mim um porto seguro.
08. A velha poltrona servia para mim confortar meu corpo cansado da vida.
RESPOSTA: 01 + 04 = 05

41. (FGV) Assinale o item em que há erro quanto ao emprego dos pronomes se, si ou consigo:

a) Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si.

b) Ele só cuidava de si.

c) Quando V. Sa vier, traga consigo a informação pedida.

d) Ele se arroga o direito de vetar tais artigos.

e) Espere um momento, pois tenho de falar consigo.

42. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que o pronome NÃO tem valor reflexivo:

a) “entregou-se ao mais sombrio desespero”
b) “Quase te fizeste réu de polícia”
c) “– Senhor! – exclamou Isaura correndo a lançar-se aos pés de Álvaro”
d) “as seguintes serão ainda piores… e te farão ir rolando de abismo em abismo”
e) “eu me julgo o mais feliz dos mortais”

43. (UFV-MG) Das alternativas abaixo, apenas uma preenche de modo correto as lacunas das frases. Assinale-a.

Quando saíres, avisa-nos que iremos _____ .
Meu pai deu um livro para _____ ler.
Não se ponha entre _____ e ela.
Mandou um recado para você e para _____ .

a) contigo, eu, eu, eu
b) com você, mim, mim, mim
c) consigo, mim, mim, eu
d) consigo, eu, mim, mim
e) contigo, eu, mim, mim

44. (Agente de trânsito – Cesgranrio) Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA.
a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos.
b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer.
c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti.
d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si.
e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade.

45. (UNITAU) Na frase “Permitam-me fazer uma confissão: para mim o esforço no sentido de obter…”, o autor empregou o pronome “mim” no lugar de “eu”, porque
a) a preposição “para” rege o verbo “obter”.
b) a preposição “para” rege o pronome oblíquo átono “mim”.
c) a preposição “para” é regida pelo verbo “permitam”.
d) o autor errou; o certo é usar “eu”.
e) a preposição “para” rege o pronome oblíquo tônico “mim”.

46. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que o emprego do pronome pessoal NÃO obedece à norma culta da língua.
a) A imagem do país para si mesmo é satisfatória.
b) Levou consigo as mágoas da nação.
c) Vim falar consigo sobre as violências recentes.
d) Para mim, violar as leis é inadmissível.
e) Resolvemos discutir as questões para eu não ficar alheio às dificuldades dos fatos.

47. (NCE) Nos versos “Com quantos gigabytes / se faz uma jangada”, o se funciona como:

a) pronome reflexivo.

b) índice de indeterminação do sujeito.

c) pronome apassivador.

d) pronome integrante do verbo.

e) pronome recíproco.

48. (FEC) “…que se ignoram e se temem.”; o item abaixo em que o se aparece também como pronome de valor recíproco é:

a) A negação da miséria começa a se realizar neste momento;

b) A solidariedade se opõe a tudo que se produziu até agora;

c) A campanha traz uma força capaz de contagiar quem menos se espera;

d) Se a distância perpetua a miséria, a solidariedade a interrompe;

e) Os homens e mulheres se contagiam na campanha.

49. (UNB) Assinale a melhor resposta – O resultado das combinações: “põe + o”, “reténs + as”, “deduz + a”, é:

a) pões-lo, reténs-la, dedu-la

b) põe-no, retém-las, dedu-la

c) põe-no, retém-nas, dedu-la

d) põe-lo, retém-las, dedu-la

e) pões-lo, retém-las, deduz-la

50. (UFPE) Assinale a alternativa que não apresenta desvio quanto à sintaxe de colocação do pronome oblíquo átono.
a) “Ah, quem és? Lhe pergunto, arrepiado.”  (Bocage)
b) “Te enganas, Cirene, pois até esse monte se sente abrasar …”   (Antônio José)
c) “Suma-se, moleque.”  (José Lins do Rego)
d) “Dessa vez, me decidi. Vou viajar nessa máquina.” (Jorge Amado)
e) “Morto depois Afonso, lhe sucede Sancho II.”      (Camões)

51. (MACK) Os livros viraram o objeto de decoração da moda nas casas dos endinheirados. Se eles não têm familiaridade com a leitura, arquitetos e decoradores vão a campo. Esses profissionais aconselham a compra de coleções completas de obras de literatura, filosofia e história para decorar as salas. Livros de autoajuda, só no quarto. Parte das peças deve ser garimpada em sebos, para transmitir a ideia de conhecimento sólido, erudição. Entre as opções básicas para demonstrar inteligência já na mesinha de centro, está o “ambiente moderno”, cuja composição exige livros alegres e coloridos, de artistas como Miró, Picasso, Mondrian.

 Acredita-se que eles dão vivacidade ao espaço. Paloma Cote

É correto dizer que:

a) no trecho Se eles não têm familiaridade com a leitura, o pronome antecipa a referência a arquitetos e decoradores.

b) no último parágrafo, espaço retoma o núcleo do adjunto adverbial em sebos .

c) no trecho Acredita-se que eles dão vivacidade ao espaço, os pronomes se e eles têm a mesma referência.

d) em Acredita-se que eles dão vivacidade ao espaço o pronome eles tem referência ambígua.

e) Já, em demonstrar inteligência já na mesinha de centro, poderia ser substituído por “rapidamente”.

52. (UFF) Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. De um lado, o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de Casagrande e senzala, o homem miscigenado, potente e tendendo a ser feliz. De outro, o Macunaíma, herói sem nenhuma definição, ou sem nenhum caráter – como queria o próprio Mário de Andrade. Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Retomando a imagem literária, citemos a Capitu menina – e teremos como sempre a intervenção soberana de Machado de Assis. Um rapaz da plateia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa – outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal, mas o homem é causa e efeito do verbo. Por isso mesmo, o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala, o opositor de uma e de outra, criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. É também macunaímico, pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. Ou seja, um herói – ou heroína – sem nenhum caráter. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto, teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. A imagem geométrica pode ser forçada, mas foi a que me veio na hora – e acho que fui entendido. CONY, Carlos Heitor. Folha Ilustrada, 5º Caderno, São Paulo, 21/04/2000, p.12.

Assinale a opção em que o pronome sublinhado estabelece uma referência a elemento anteriormente expresso no texto:

a) “mas foi a que me veio na hora – e acho que fui entendido.”

b) “De um lado, o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala,”

c) “De outro, o Macunaíma, herói sem nenhuma definição, ou sem nenhum caráter”

d) “Um rapaz da plateia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa – outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro”.

e) “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro.

53. (FAAP) “Pois ela SE morreu…”. A palavra SE é:
a) pronome reflexivo
b) pronome recíproco
c) índice da indeterminação do sujeito
d) partícula apassivadora
e) partícula de espontaneidade

54. (FEI) Observe com atenção as seguintes frases e depois assinale a alternativa correta:
I. Meu irmão pediu para mim ficar em silêncio.
II. Meu irmão pediu para eu ficar em silêncio.
a) Somente a frase 2 está correta, pois o sujeito de FICAR deve ser um pronome do caso reto.
b) Somente a frase 2 está correta, pois a preposição PARA exige o pronome do caso reto.
c) Somente a frase 1 está correta, pois a preposição PARA exige o pronome do caso oblíquo.
d) Uma vez que a preposição PARA aceita tanto o pronome do caso oblíquo quanto o pronome do caso reto, as duas frases estão corretas.
e) Somente a frase 1 está correta, pois o pronome oblíquo faz parte do complemento nominal.

55. (UNIRIO) O pronome ‘me’ NÃO exerce função sintática de objeto direto na opção:
a) “… o que ME parece…”
b) “… que ME rodeiam.”
c) “… vi-ME cercada…”
d) “Incorporei-ME a elas…”
e) “… ME discriminassem, …”

56. Observando as falas das personagens, analise o emprego do pronome SE e o sentido que adquire no contexto. No contexto da narrativa, é correto afirmar que o pronome SE,
a) em I, indica reflexividade e equivale a “a si mesmas”.
b) em II, indica reciprocidade e equivale a “a si mesma”.
c) em III, indica reciprocidade e equivale a “uma às outras”.
d) em I e III, indica reciprocidade e equivale a “uma às outras”.
e) em II e III, indica reflexividade e equivale a “a si mesma” e “a si mesmas”, respectivamente.

57. (TRE-SP) V. Excelência ……… fazer o que ……… for possível, para que ………. prestígio se mantenha.
a) deveis – vos – vosso
b) deveis – lhe – seu
c) deveis – lhe – vosso
d) deve – vos – seu
e) deve – lhe – seu

58. (IBMEC) JUVENTUDE ENCARCERADA

“Não adianta vocês fazerem rebeliões e quebrarem tudo porque dinheiro para realizar reformas e prendê-los aparece repidamente”. Ao fazer essa declaração em caráter informal a um adolescente que cumpria medida sócio-educativa de internação, jamais poderia imaginar que essa mensagem passaria a nortear suas atitudes dali em diante. As experiências vividas em unidades de internação e de semiliberdade do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas), órgão responsável pelos adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas no Estado do Rio de Janeiro, respaldam minhas palavras sobre o tema em voga na mídia: a redução da maioridade penal para 16 anos. Poderia falar de vários fatos para justificar a minha opinião contrária à redução da maioridade penal e também da adoção do Direito Penal Juvenil. Ambas, a meu ver, destoam das conquistas da sociedade brasileira garantidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e por outros diplomas. Adolescentes são apresentados à sociedade como mentores de crimes hediondos, traficantes perigosos, perturbadores da ordem pública e outras qualificações que em nada renovam as expressões utilizadas no início do século passado para justificar o encarceramento de adolescentes oriundos de classes populares. A triste conclusão a que chego é a de que, infelizmente, não há um plano de inclusão na sociedade brasileira para essa enorme população de crianças e adolescentes originários das classes menos favorecidas. Portanto, surgem como alternativas o encarceramento, o extermínio e a exploração sexual e do trabalho dessa população. Estamos sensibilizados com a dor dos pais dos jovens assassinados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Maranhão e em todos os recantos deste Brasil onde crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos são assassinados diariamente por pessoas de todas as classes sociais que se organizam em quadrilhas para ceifar vidas pelos motivos mais fúteis. Quando tomo conhecimento de notícias envolvendo adolescentes e até mesmo crianças pergunto-me: quem estará semeando o desamor nesses corações? Por que não conseguimos impedir que os mentores dessa tragédia continuem atuando? Por que servimos banquetes a corruptos? Por que não anistiamos os adolescentes que cometeram atos leves e não reincidiram para que possamos cuidar com responsabilidade de casos mais graves? Por que as instituições responsáveis pelo atendimento não têm atenção devida do estado e de toda a sociedade? “— É verdade, seu Sidney, para prender a gente o dinheiro aparece rapidinho. Eu não me meto nessa furada. Eu vou é pra escola.” Ele foi para a escola, não aconteceu a rebelião e a sociedade ganhou mais um crítico do sistema. Jogado no sistema penitenciário, aquele jovem não teria tempo para desenvolver sua consciência crítica. Reduzir a maioridade penal significa, também, anular a possibilidade de corrigirmos nossas falhas pelo desrespeito aos direitos de todas as crianças e adolescentes do Brasil. (Silva, Sidney Teles da. “Revista Ocas” saindo das ruas. Número 19, fevereiro de 2004, p. 30)

O uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural, no sexto parágrafo, evidencia, analogicamente, que o “nós” é equivalente a:

a) o Estado.

b) o sistema penitenciário.

c) a sociedade.

d) as instituições responsáveis.

e) a família.

59. (PUC-SP) Os pronomes têm a função de substituir os nomes ou referir-se a eles, evitando repetição de termos. No texto em questão, observe o papel dos pronomes “a”, “si”, “todos”.
I. O pronome “a” substitui UMA PARTE DO MUNDO que, significativamente, remete a “a morada humana”.
II. O pronome “si” substitui, de forma reflexiva, a expressão O SER HUMANO.
III. O pronome “TODOS” substitui, formalmente, UMA MALOCA INDÍGENA, UMA CASA NO CAMPO e UM APARTAMENTO NA CIDADE, ao repor significativamente “a ética”.
IV. O pronome “a” substitui, formalmente, o termo ETHOS.
Assinale a alternativa que contém apenas afirmações corretas:
a) I e III
b) I, III e IV
c) I, II, III e IV
d) I e II
e) II e III

60. ( UFF) Assinale a opção em que a palavra destacada é um pronome pessoal.
a) “Muitos deles ou quase a maior parte DOS que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.”
b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham OS beiços furados”
c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e OS dois nos cabos.”
d) “assim frios e temperados, como OS de Entre Douro e Minho,”
e) “porque neste tempo de agora OS achávamos como os de lá.”

61. (IBGE) Assinale a opção em que o pronome lhe não está convenientemente empregado:
a) Uma auto avaliação bem feita sempre lhe trará algum benefício.
b) O autorretrato parece que lhe significou críticas severas.
c) Ao motorista que se torna um selvagem, ninguém lhe quer bem.
d) Numa análise rápida, acharam-lhe inteligente e alegre.
e) Ao brasileiro, não lhe agrada a falta injustificada ao trabalho.

62. (TRE-SP) Traga os relatórios ainda hoje, para ………. com vagar.
a) eu lê-los
b) mim ler-los
c) mim lê-los
d) mim ler-lhes
e) eu ler-los

63. (UFC) Dizem que os cães veem coisas. Os cães de raça latiam e uivavam desesperadamente nos canis (e dizem que os cães veem coisas). Foi preciso que o tratador viesse acalmá-los, embora eles rodassem sobre si mesmos e rosnassem. À distância, a piscina quase olímpica, agora deserta: toalhas esquecidas, o vidro do bronzeador, o cinzento sobre a mesinha cheio de pontas de cigarro marcadas de batom. As filas. Alguém tangeu o gato que lutava com um pedaço de osso, Lenita fez o prato do marido, preparou também o seu. Mordia a fatia de peru com farofa, quando se lembrou do filho. – Cadê o Netinho?! Certa angustia na voz. Chamou o marido, gritou pela babá, que se distraía com as outras na varanda. Olhos espantados e repentino silêncio talvez maior que qualquer outro. Refeições suspensas, uma senhora mantinha no ar o garfo cheio. Tentavam segurar Lenita. Ela se desvencilhava: – Cadê o Netinho? Cadê? As águas da grande piscina eram tranquilas, apenas levemente franjadas pelo vento. Boiava sobre elas uma carteira de cigarros vazia. Mas a moça que se aproximara parecia divisar um corpo no fundo, preso à escada. Voltaram a afastar Lenita, o marido a envolveu nos braços possantes, talvez procurando refúgio também. O campeão de vôlei atirou-se à piscina e veio à tona sacudindo com a cabeça os cabelos longos: trazia sob o braço um corpo inerte, flácido, de apenas quatro anos e de cabelos louros e gotejantes. O médico novo, de calção, tentou a respiração artificial, o boca-a-boca (os lábios de Netinho estavam arroxeados) e levantou-se sem palavras e sem olhar para ninguém. Lenita solto-se e agarrou-se ao filho: – Acorde, acorde! Pelo amor de Deus, acorde! Conseguiam afastá-la mais uma vez, quase desmaiou. A amiga limpava-lhe com os dedos a sobra de farofa que se grupara ao seu rosto. Os cães de raça voltavam a latir desesperadamente, e dizem que os cães veem coisa. Lenita ficou para sempre com a sensação do corpo inerte e mole entre os braços. Uma marca, presença, que procurava desfazer coma as mãos. Cabelos louros e gotejantes. Ás vezes, ela despertava na noite: – Acorde, acorde! A presença também daquele instante de silêncio que pesara sobre a piscina. Um pressentimento apenas? Precisamente o momento em que ela chegara, transparente e invisível, e se sentara à beira da piscina, cruzando as pernas longas, antiquíssima, atual e eterna. MOREIRA CAMPOS, José Maria (2002).

Dizem que os cães veem coisas. In. Dizem que os cães veem coisas. Fortaleza: Editora UFC, p.133-134. Avalie o que diz das formas lhe (linha 23) e seu (linha 24) e, a seguir, assinale a alternativa correta.

I.Tanto lhe quanto seu remetem para o mesmo referente textual.

II. A supressão de lhe daria origem a uma ambiguidade referencial.

III. A supressão de seu eliminaria o caráter pleonástico da construção.

a) Apenas I é verdadeira.

b) Apenas II é verdadeira.

c) Apenas III é verdadeira.

d) Apenas I e III são verdadeiras.

e) I, II e III são verdadeiras.

64. (SANTA CASA) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase inicial: Vossa Excelência ………… que eu ………… traga ………… jornal?
a) quer – lhe – vosso
b) quer – vos – seu
c) quereis – vos – vosso
d) quer – lhe – seu
e) quereis – lhe – vosso

65. (ITA) Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Não vá sem eu.

b) Ele é contra eu estar aqui.

c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.

d) Com eu estar doente, não houve palestra.

e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.

66. (LONDRINA-PR) Foram divididos ………. próprios os trabalhos que ………. em equipe.
a) conosco – se devem realizar
b) com nós – devem-se realizar
c) conosco – devem realizar-se
d) com nós – se devem realizar
e) conosco – devem-se realizar

67. (UFAC) O PRIMO Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa  Senhora ficar solteira. O próprio Bento não a deixava mentir, testemunha de sua aflição antes do casamento. Santina pediu perdão, ele respondeu que era tarde – noiva de grinalda sem ter direito. (Cemitério de elefantes. Apud CARNEIRO, Agostinho Dias)

De acordo com a norma culta da língua, a única alternativa gramaticalmente correta é:

a) entre eu e tu não há segredos.

b) entre mim e ti não há segredos.

c) entre mim e tu não há segredos.

d) entre tu e mim não há segredos.

e) entre eu e ti não há segredos.

68. (UNITAU)    “Vivemos numa época de tamanha insegurança externa e interna, e de tamanha carência de objetivos firmes, que a simples confissão de nossas convicções pode ser importante, mesmo que essas convicções, como todo julgamento de valor, não possam ser provadas por deduções lógicas.

            Surge imediatamente a pergunta: podemos considerar a busca da verdade – ou, para dizer mais modestamente, nossos esforços para compreender o universo cognoscível através do pensamento lógico construtivo – como um objeto autônomo de nosso trabalho? Ou nossa busca da verdade deve ser subordinada a algum outro objetivo, de caráter prático, por exemplo? Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas. A decisão, contudo, terá considerável influência sobre nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine numa convicção profunda e inabalável Permitam-me fazer uma confissão: para mim, o esforço no sentido de obter maior percepção e compreensão é um dos objetivos independentes sem os quais nenhum ser pensante é capaz de adotar uma atitude consciente e positiva ante a vida.

            Na própria essência de nosso esforço para compreender o fato de, por um lado, tentar englobar a grande e complexa variedade das experiências humanas, e de, por outro lado, procurar a simplicidade e a economia nas hipóteses básicas. A crença de que esses dois objetivos podem existir paralelamente é, devido ao  estágio primitivo de nosso conhecimento científico, uma questão de fé. Sem essa fé eu não poderia ter uma convicção firme e inabalável acerca do valor independente do conhecimento.

            Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho científico tem influência sobre toda sua personalidade. Além do conhecimento proveniente da experiência acumulada, e além das regras do pensamento lógico, não existe, em princípio, nenhuma autoridade cujas confissões e declarações possam ser consideradas “Verdade ” pelo cientista. Isso leva a uma situação paradoxal: uma pessoa que devota todo seu esforço a objetivos materiais se tornará, do ponto de vista social, alguém extremamente individualista, que, a princípio, só tem fé em seu próprio julgamento, e em nada mais. É possível afirmar que o individualismo intelectual e a sede de conhecimento científico apareceram simultaneamente na história e permaneceram inseparáveis desde então. “(Einstein, in: “O Pensamento Vivo de Einstein”, p. 13 e 14, 5a. edição, Martin Claret Editores)

Na frase “Permitam-me fazer uma confissão: para mim o esforço no sentido de obter…”, o autor empregou o pronome “mim” no lugar de “eu”, porque

a) a preposição “para” rege o verbo “obter”.

b) a preposição “para” rege o pronome oblíquo átono “mim”.

c) a preposição “para” é regida pelo verbo “permitam”.

d) o autor errou; o certo é usar “eu”.

e) a preposição “para” rege o pronome oblíquo tônico “mim”.

69. (ITA) Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Os estudantes estamos sempre atentos a reformas.

b) Nós fomos o cabeça da revolta.

c) Tu o dissestes, redarguiu ele.

d) Caro Diretor, sois o timoneiro necessário a esta empresa.

e) Vossa Excelência fique avisado de que o caso é grave.

70. (Enem Cancelado-2009) Paris, filho do rei de Tróia, raptou Helena, mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XI11 e XII a. C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta de seus muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. À noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão “presente de grego”. DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se

a) ao termo “rei grego”.

b) ao antecedente “gregos”.

c) ao antecedente distante “choque”.

d) à expressão “muros fortificados”.

e) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”.

71.(FAAP) Os gatos Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, e fez o crítico à semelhança do gato. Ao crítico deu ele, como ao gato, a graça ondulosa e o assopro, o ronrom e a garra, a língua espinhosa. Fê-lo nervoso e ágil, refletido e preguiçoso; artista até ao requinte, sarcasta até a tortura, e para os amigos bom rapaz, desconfiado para os indiferentes, e terrível com agressores e adversários… . Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, o burro, o cão e o gato – isto é, o animal de trabalho, o animal de ataque, e o animal de humor e fantasia – por que não escolheremos nós o travesti do último? É o que se quadra mais ao nosso tipo, e aquele que melhor nos livrará da escravidão do asno, e das dentadas famintas do cachorro. Razão por que nos acharás aqui, leitor, miando um pouco, arranhando sempre e não temendo nunca. Fialho de Almeida

“… e fez O CRÍTICO à semelhança do gato.”. Com pronome no lugar da palavra em maiúsculo:

a) e lhe fez à semelhança do gato.

b) e fez-lhe à semelhança do gato.

c) e te fez à semelhança do gato.

d) e fez-o à semelhança do gato.

e) e fê-lo à semelhança do gato.

72. (ITA) Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Disse que daria o recado a ele e lho dei.

b) Prometeu a resposta a nós e no-la concedeu.

c) Já vô-los mostrarei, esperai.

d) Procuravam João, encontraram-no.

e) Quando lhe vi, espantei-me.

73. (UFAC) O PRIMO

Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O próprio Bento não a deixava mentir, testemunha de sua aflição antes do casamento. Santina pediu perdão, ele respondeu que era tarde – noiva de grinalda sem ter direito. (Cemitério de elefantes. Apud CARNEIRO, Agostinho Dias)

“O próprio Bento não a deixava mentir…” Se o autor tivesse escrito “O próprio Bento não lhe deixava mentir…”:

a) estaria acertando, porque tanto “a” quanto “lhe” são pronomes que exercem sempre a mesma função sintática.

b) estaria errando, porque “a” é pronome de 3ª pessoa e “lhe”, de 2ª.

c) estaria errando, porque “a” não pode exercer a mesma função sintática que “lhe”, pelo menos como pronome oblíquo em função objetiva, como é o caso do exemplo em apreço.

d) estaria acertando, porque “a” pode exercer a mesma função sintática que “lhe”, em especial como pronome oblíquo em função objetiva, como é o caso do exemplo em estudo.

e) estaria errando, porque “a” e “lhe”, nesse tipo de construção, só exercem função sintática idêntica quando a forma verbal infinitiva é transitiva direta.

74. (FAAP) Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada

Duas Almas

Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada,
Entra, e sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada…

A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,
E a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
Se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,
Essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,
Podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:
Há de ficar comigo uma saudade tua…
Hás de levar contigo uma saudade minha… Alceu Wamosy 1895-1923

 “e sob este teto encontrarás CARINHO”. Com pronome no lugar da palavra maiúscula, temos:

a) e sob este teto encontrarás-a

b) e sob este teto te encontrarás

c) e sob este teto lhe encontrarás

d) e sob este teto encontrá-lo-ás

e) e sob este teto encontrar-te-ás

75. (FEI) Assinalar a alternativa na qual o pronome pessoal está empregado de forma incorreta:

a) Estava aqui porque o mandaram visitar esta firma.

b) Lembrei-lhe de que devia comparecer ao julgamento.

c) Mandamos-lhe a encomenda pelo correio.

d) Por esta vez, perdoo-lhe a ausência.

e) Acuso-o de ambição desmedida.

76. (FGV) O tratamento utilizado no diálogo abaixo corresponde à segunda pessoa do plural. As marcas desse tratamento aparecem destacadas em negrito. – Vosso passado vos condena. Saí daqui antes que eu vos mate. – Esperai, que já vos mostro. Não tenteis amedrontar-me!… Se utilizarmos o tratamento correspondente à segunda pessoa do singular, obteremos, respectivamente:

a) Seu passado o condena. Saia daqui antes que eu o mate./ Espere, que já lhe mostro. Não tente amedrontar-me!…

b) Teu passado te condena. Sai daqui antes que eu te mate./ Espera, que já te mostro. Não tenta amedrontar-me!…

c) Teu passado te condena. Sai daqui antes que eu te mate./ Espera, que já te mostro. Não tentes amedrontar-me!…

d) Seu passado lhe condena. Saia daqui antes que eu o mate./ Espere, que já te mostro. Não tente amedrontar-me!…

e) Teu passado o condena. Saí daqui antes que eu te mate./ Espera, que já te mostro. Não tentes amedrontar-me!…

77. (FUVEST) – Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar destas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos, e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora. (Machado de Assis, O segredo do bonzo)

No segmento do texto “o ouvem ou contemplam”, “se eles não existissem” e “se ninguém os vir”, os pronomes o, eles e os referem-se, respectivamente, a:

a) espírito, outros homens, frutos de uma laranjeira.

b) sujeito, profundos conhecimentos, outros homens.

c) saber, frutos de uma laranjeira, virtudes e conhecimentos.

d) sujeito, virtudes e conhecimentos, frutos de uma laranjeira.

e) espírito, virtudes e conhecimentos, outros homens.

78. (MACK) “Na ata da reunião, registraram-se todas as opiniões dos presentes.”

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação da partícula se, na frase acima.

a) índice de indeterminação do sujeito.

b) pronome reflexivo (objeto direto).

c) partícula apassivadora.

d) conjunção subordinativa integrante.

e) palavra de realce.

79. (PUC-RS) A zona franca do pensamento Qual é a invenção que lhe deixa mais perplexo, aquela que foge à sua compreensão? Tantas. O avião, por exemplo. Como consegue voar aquele zepelin de aço, com 300 passageiros e suas respectivas bagagens provenientes de Miami? Internet: eu aqui e você em Cingapura, conversando a um custo de eu aqui e você ali na esquina. Fax: coloco uma folha de papel num aparelhinho e ele sai reproduzido, no mesmo instante, em Guiné-Bissau. Televisão: uma câmera capta minha imagem e eu apareço, ao mesmo tempo, num casebre do Morro da Cruz e numa mansão da Barra da Tijuca, ao vivo e em cores. Ultra-sonografia. Gestação in vitro. Clonagem. Reverencio a tecnologia hoje me arrependo de ter matado algumas aulas de física e biologia, que me ajudariam a entender melhor como funciona o mundo que me cerca. Só numa invenção pisoteio e cuspo em cima: no detector de mentiras. (…) Uma geringonça que se julga capaz de adivinhar o que pensamos! O pensamento é o território mais protegido do mundo, e ao mesmo tempo o mais livre. Nele cabe um mundaréu de gente, todas as que conhecemos e mais aquelas que imaginamos, e delas somos seu deus e seu diabo. (…) O pensamento não tem fronteiras, lógica, advogado de defesa ou carrasco. É zona franca, terra de ninguém. Vivemos cercados de microcâmeras, pardais, caetanos, alarmes. Somos constantemente vigiados, qualquer um nos localiza, identifica, surpreende. O pensamento é o único lugar onde ainda estamos seguros, onde nossa loucura é permitida e todos os nossos atos são inocentes. Que se instale um novo mundo cibernético, mas que virem sucata esses detectores de mentiras, tão sujeitos a falhas. Dentro do pensamento, não há tecnologia que consiga nos achar. Marta Medeiros Zero Hora, 31/03/1999 (adaptado)

O uso do pronome “lhe” no texto, como complemento linguagem informal, contraria a língua culta formal. Situação semelhante ocorre com o uso desse pronome em

a) Queremos cumprimentar-lhe por sua campanha em favor da ética na pesquisa genética.

b) Nada lhe assegurava que estava sendo observado.

c) As recentes descobertas indicam-lhe que sua linha de raciocínio está correta.

d) Os repórteres lhe fizeram muitas perguntas acerca de seus estudos?

e) A liberação do fundo de financiamento permitiu- lhe prosseguir em suas pesquisas.

80. (PUC-SP) A partir dos seguintes trechos: … e nunca mais se soube o que era blasfêmia…/dentro dos sons movem-se cores…,

assinale a alternativa CORRETA.

a) o pronome átono se exerce a função de partícula apassivadora na voz passiva analítica.

b) o pronome átono se exerce a função de partícula apassivadora na voz passiva pronominal.

c) o pronome átono se exerce a função de partícula apassivadora na voz ativa.

d) o pronome átono se é parte integrante do verbo.

e) o pronome átono se exerce a função de pronome reflexivo.

81. (UFSCar) Tu amarás outras mulheres

E tu me esquecerás!

É tão cruel, mas é a vida.

E no entretanto

Alguma coisa em ti pertence-me!

Em mim alguma coisa és tu.

O lado espiritual do nosso amor

Nos marcou para sempre.

Oh, vem em pensamento nos meus braços!

Que eu te afeiçoe e acaricie… (Manuel Bandeira: A Vigília de Hero. In: O Ritmo Dissoluto.)

Manuel Bandeira usa, no poema, os pronomes pessoais com muitas variações. O pronome pessoal de primeira pessoa do singular, por exemplo, está empregado na sua forma reta e nas formas oblíquas (eu, me, mim). O mesmo acontece com o pronome pessoal de

a) segunda pessoa do singular.

b) terceira pessoa do singular.

c) primeira pessoa do plural.

d) segunda pessoa do plural.

e) terceira pessoa do plural.

Pronome Possessivo

 

PRONOME1. Leia este trecho de uma crônica sobre as desventuras de um mágico fracassado.

     Depois de passar alguns dias na cadeia – onde se tornou popular entre os presos pelo seu hábito de tirar cigarros acesos detrás de suas  orelhas – o [ mágico] foi posto em liberdade por falta de provas. (Luís Fernando Veríssimo)

a. O possessivo seu está substituindo que nome (substantivo)?

b. Uma leitura baseada unicamente nas informações da frase levaria a uma ambiguidade gerada pelo emprego do possessivo suas. Justifique essa informação.

c. Uma outra forma de ler, que relacionasse as informações da frase e o que usualmente acontece num show de mágicas, desfaria a ambiguidade referida em b? Justifique.

RESPOSTAS:

a. Seu substitui mágico (seu hábito = hábito do mágico).

b. Pode-se entender que o mágico tirava cigarros das próprias orelhas ou das orelhas dos presos.

c. Sim. Num show de ilusionismo, o mágico tira pequenos objetos das orelhas dos espectadores, e não das dele próprio. Essa informação leva o leitor a concluir que o mágico tirava cigarros detrás das orelhas dos presos.

2. (UERJ) “Quando tua alma ardente abria seus voos para pairar sobre a vida cheia de amor, que vento de morte murchou-te na fronte a coroa das ilusões, apagou-te no coração o fanal do sentimento, e despiu-te das asas da poesia?”
a) Transcreva da frase acima o termo que o pronome possessivo “seus” retoma.
Explique, em uma frase completa, a relação sintática entre “seus” e ” voos”.
b) Reescreva integralmente apenas a quarta oração colocando-a na ordem direta e substituindo o pronome oblíquo por um pronome possessivo. Faça somente as alterações necessárias.
RESPOSTAS:

a)”tua alma ardente”.
“Seus” é adjunto adnominal ou determinante de “voos”.
b) Apagou o teu fanal do sentimento no coração.
Apagou o fanal do sentimento no teu coração.
Apagou o fanal do teu sentimento no coração.

 3. (UFRJ) Passou pela sala, sem parar avisou ao marido: vamos sair! e bateu a porta do apartamento. Antônio mal teve tempo de levantar os olhos do livro – e com surpresa espiava a sala já vazia. Catarina! Chamou, mas já se ouvia o ruído do elevador descendo. Aonde foram? perguntou-se inquieto, tossindo e assoando o nariz. Porque sábado era seu, mas ele queria que sua mulher e seu filho estivessem em casa enquanto ele tomava o seu sábado. Catarina! chamou aborrecido embora soubesse que ela não poderia mais ouvi-lo. Levantou-se, foi à janela e um segundo depois enxergou sua mulher e seu filho na calçada. (LISPECTOR, Clarice. Laços de Família.)

Do Texto, descreva dois mecanismos linguísticos que sirvam para caracterizar o comportamento do marido.

RESPOSTA:

A recorrência do uso de possessivos: o Sábado era seu (“seu Sábado”), sua mulher, seu filho. A evocação da mulher, sob a forma do vocativo: “Catarina!” (…) “Catarina!”.

4. (UFSCar) AUTO-ESTIMA

“Fiz a cirurgia com 16 anos. Não fiz pelas outras pessoas, fiz para me olhar no espelho e me sentir bem (…) Eu sinto como se o meu corpo tivesse absorvido o silicone, como se o peito fosse meu mesmo. E é: meu pai pagou e ele é meu.” C. S., 17, sobre cirurgia plástica que fez nos seios, ontem na Folha. (Folha de S.Paulo, 03.08.2004.)

Refletindo sobre o emprego dos pronomes possessivos em português, responda:

a) Como, no texto, pode ser definido o sentido de posse presente na expressão como se o peito fosse meu mesmo?

b) E como pode ser definido o sentido de posse na expressão E é: meu pai pagou e ele é meu?

RESPOSTAS:

a) O sentido é de posse por natureza (ou característica inerente a esse ser humano).

b) Sentido é de posse adquirida, não natural.

5.(PUC) Na frase: “Chegou Pedro, Maria e o seu filho dela”, o pronome possessivo está reforçado para:

a) ênfase

b) clareza

c) elegância e estilo

d) n.d.a

e) figura de harmonia

6. (FAAP)o queixo fugia-LHE pelo rosto. O pronome em maiúsculo é oblíquo, mas no texto tem o valor de:
a) possessivo
b) demonstrativo
c) relativo
d) interrogativo
e) indefinido

7. (ESPM) Assinale o item em que o pronome grifado tenha valor semântico de possessivo:

a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa.” (Machado de Assis)

b) “Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer.” (Machado de Assis)

c) “Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto” (Mário de Sá Carneiro)

d) “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” (Manuel Bandeira)

e) “Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.” (Clarice Lispector)

8. (FUVEST) “Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de Dona Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou–lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou Dona Plácida. É de crer que Dona Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: – Aqui estou. Para que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: – Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia”. (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas)

No trecho “pisou-lhe o pé”, o pronome lhe assume valor possessivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de Memórias póstumas de Brás Cubas:

a) “falei-lhe do marido, da filha, dos negócios, de tudo”.

b) “mas enfim contei-lhe o motivo da minha ausência”.

c) “se o relógio parava, eu dava-lhe corda”.

d) “Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa”.

e) “envolvida numa espécie de mantéu, que lhe disfarçava as ondulações do talhe”.

9. (MACK) Parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina. Para início de conversa, para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira intrincada e intrigantemente providencial a fim de criá-lo. Essa é uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos, essas partículas minúsculas se dedicarão totalmente aos bilhões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantê-lo intacto e deixá-lo experimentar o estado agradabilíssimo, mas ao qual não damos o devido valor, conhecido como existência. Adaptado de Bill Bryson

Assinale a alternativa correta.

a) Em criá-lo (linha 04) e deixá-lo (linha 06), as formas pronominais destacadas referem-se a diferentes elementos do texto.

b) O sucesso (linha 01) mencionado pelo autor corresponde à capacidade do ser humano de perceber o valor de sua experiência.

c) A palavra agora (linha 02) restringe sua referência ao exato momento em que o autor escrevia o texto.

d) Em para mantê-lo intacto e deixá-lo experimentar (linha 06), a conjunção destacada tem o mesmo sentido presente em “Vieram e, infelizmente, não puderam ficar”.

e) Em Estou encantado com seu sucesso (linha 01), a forma destacada antecipa a referência explícita à figura do leitor, feita por meio do pronome você (linha 02).

10. (UERJ) Leia atentamente o fragmento a seguir:

“Por exemplo, a frase: Em casual encontro com Júlia, Pedro fez comentários sobre seus exames. tem um enunciado equívoco; os comentários de Pedro podem ter sido feitos sobre os exames de Júlia, ou sobre os exames dele, Pedro; ou, ainda, sobre os exames de ambos.” (CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.)

O fragmento acima aponta o problema da ambiguidade resultante do emprego do termo “seus”. A ocorrência da ambiguidade, no caso, pode ser explicada por uma característica relativa à significação geral da palavra em questão. Essa característica do vocábulo “seus” é a de:

a) indicar a pessoa gramatical, sem flexionar-se ou remeter a termos antecedentes

b) referir-se à pessoa gramatical, sem nomeá-la ou indicar-lhe característica própria

c) substituir o nome próprio, sem individualizá-lo ou permitir a devida concordância

d) qualificar os nomes presentes, sem hierarquizá-los ou revelar sua verdadeira significação.

11. (UFTM) [Jerônimo] Tomou conta da direção de todo o serviço, e em boa hora o fez, porque dia a dia a sua influência se foi sentindo no progresso do trabalho. Com o seu exemplo os companheiros tornavam-se igualmente sérios e zelosos. Ele não admitia relaxamentos, nem podia consentir que um preguiçoso se demorasse ali tomando o lugar de quem precisava ganhar o pão. Acordava todos os dias às quatro horas da manhã, fazia antes dos outros a sua lavagem à bica do pátio, socava-se depois com uma boa palangana de caldo de unto, acompanhada de um pão de quatro; e, em mangas de camisa de riscado, a cabeça ao vento, os grossos pés sem meias metidos em um formidável par de chinelos de couro cru, seguia para a pedreira. A sua picareta era para os companheiros o toque de reunir. Aquela ferramenta movida por um pulso de Hércules valia bem os clarins de um regimento tocando alvorada. Jerônimo só voltava a casa ao descair da tarde, morto de fome e de fadiga. A mulher preparava-lhe sempre para o jantar alguma das comidas da terra deles. E ali, naquela estreita salinha, sossegada e humilde, gozavam os dois, ao lado um do outro, a paz feliz dos simples, o voluptuoso prazer do descanso após um dia inteiro de canseiras ao sol. Passaram-se semanas. Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. (Aluísio Azevedo, O cortiço.)

Para responder à questão , atenha-se à seguinte passagem do texto: …. dia a dia a sua influência se foi sentindo.

Assinale a alternativa em que o pronome destacado tem sentido de possessivo, como o pronome – sua – empregado nessa passagem.

a) Volvia-se preguiçoso, resignando-se, vencido, às imposições do sol.

b) E ali, naquela estreita salinha, sossegada e humilde.

c) A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevisíveis.

d) Uma transformação operava-se nele, dia a dia.

e) Operava-se nele, dia a dia, reviscerando-lhe o corpo.

12.(FAAP) .. o queixo fugia-LHE pelo rosto. O pronome em maiúsculo é oblíquo, mas no texto tem o valor de:
a) possessivo
b) demonstrativo
c) relativo
d) interrogativo
e) indefinido

PRONOME INDEFINIDO

P. INDEFINIDO

1. (UFRJ) O Padeiro (fragmento)

Rubem Braga

Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém? “.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.
(In: “Ai de ti, Copacabana.” 4 ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44,45)
a) Que sentido assume o pronome indefinido NINGUÉM no texto acima?
b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a.
RESPOSTAS:a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”.
b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo, não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. Se, porém, ele é posposto ao verbo, a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”.

2. Há diferenças de sentido no emprego do indefinido todo e de todo o. Todo é o mesmo que qualquer, qualquer um, cada um, enquanto todo o significa inteiro. Veja:
Todo país tem direito de participar da ONU. (qualquer país)
Todo o país ficou triste com a morte do ator. (o país inteiro)
Com base nessa diferença, complete com todo ou todo o, no masculino ou no feminino, as frases:
a) Nem ___ cachorro tem pulgas.

b) ___ casa ficou cheia de pulgas, depois que ganharam um gato.

c) ___ casa do bairro será revistada pela polícia.

d) ___ minha casa foi revistada pela polícia.

e) Esse grupo picha ____ parede que vê pela frente.

f ) Picharam ___ fachada de pedra daquele prédio.
RESPOSTAS:

a) “todo” b) “Toda a” c) “Toda”  d) “Toda a”    e) “toda”      f) “toda a”

3. A posição de certos pronomes indefinidos pode acarretar mudança de sentido e, às vezes, até mudança de classe gramatical. Leia esta frase:

Certo rapaz queria encontrar a garota certa.
a) Qual é o sentido da palavra certo em cada uma das situações em que foi empregada?
b) Dependendo da posição em que é empregada, a palavra certo pode ser pronome indefinido ou adjetivo. Identifique a função dessa palavra em cada um dos seus empregos na frase acima.
c) Crie você também uma frase em que certo seja adjetivo e outra em que seja pronome.
RESPOSTAS:

a) sentido de “um determinado rapaz”
b) “Certo” (pronome indefinido) e “certa” (adjetivo)
c) “Certo dia consegui fazer o dever de modo certo”


4. Observe as frases abaixo e explique a diferença de sentido que há quando empregamos o artigo o antes da expressão outro dia:

Outro dia bateram à minha porta em plena madrugada.
O outro dia foi completamente diferente. Parecia até que nunca tínhamos brigado.

RESPOSTA:

“Outro dia” (primeira frase) tem sentido de “certo dia” já passado e “o outro dia” (segunda frase) tem sentido de “um dia posterior a algum acontecimento recente”.

5. Preencha as lacunas das frases com a forma singular ou plural do pronome indefinido QUALQUER:
a) Com a fome que estou, _____________ comida é saborosa.
b) Em ____________ lugar a gente encontra criança carente.
c) Procure-me para _______________ informações complementares.
d) Não traga um doce ____________, pois seu irmão é exigente.
e) Não posso aceitar _____________ argumentos sem comprovação.
f) Por você enfrentarei ______________ obstáculos.
g) Não pesam sobre ela ______________ suspeitas ou acusações.

RESPOSTA:  a) qualquer  b) qualquer  c) quaisquer  d) qualquer  e) quaisquer    f) quaisquer     g) quaisquer 

6. (FGV) Religiosamente, pela manhã, ele dava milho na mão para a galinha cega. As bicadas tontas, de violentas, faziam doer a palma da mão calosa. E ele sorria. Depois a conduzia ao poço, onde ela bebia com os pés dentro da água. A sensação direta da água nos pés lhe anunciava que era hora de matar a sede; curvava o pescoço rapidamente, mas nem sempre apenas o bico atingia a água: muita vez, no furor da sede longamente guardada, toda a cabeça mergulhava no líquido, e ela a sacudia, assim molhada, no ar. Gotas inúmeras se espargiam nas mãos e no rosto do carroceiro agachado junto do poço. Aquela água era como uma bênção para ele. Como água benta, com que um Deus misericordioso e acessível aspergisse todas as dores animais. Bênção, água benta, ou coisa parecida: uma impressão de doloroso triunfo, de sofredora vitória sobre a desgraça inexplicável, injustificável, na carícia dos pingos de água, que não enxugava e lhe secavam lentamente na pele. Impressão, aliás, algo confusa, sem requintes psicológicos e sem literatura. Depois de satisfeita a sede, ele a colocava no pequeno cercado de tela separado do terreiro (as outras galinhas martirizavam muito a branquinha) que construíra especialmente para ela. De tardinha dava-lhe outra vez milho e água e deixava a pobre cega num poleiro solitário, dentro do cercado. Porque o bico e as unhas não mais catassem e ciscassem, puseram-se a crescer. A galinha ia adquirindo um aspecto irrisório de rapace, ironia do destino, o bico recurvo, as unhas aduncas. E tal crescimento já lhe atrapalhava os passos, lhe impedia de comer e beber. Ele notou essa miséria e, de vez em quando, com a tesoura, aparava o excesso de substância córnea no serzinho desgraçado e querido. Entretanto, a galinha já se sentia de novo quase feliz. Tinha delidas lembranças da claridade sumida. No terreiro plano ela podia ir e vir à vontade até topar a tela de arame, e abrigar-se do sol debaixo do seu poleiro solitário. Ainda tinha liberdade – o pouco de liberdade necessário à sua cegueira. E milho. Não compreendia nem procurava compreender aquilo. Tinham soprado a lâmpada e acabou-se. Quem tinha soprado não era da conta dela. Mas o que lhe doía fundamente era já não poder ver o galo de plumas bonitas. E não sentir mais o galo perturbá-la com o seu cócó-có malicioso. O ingrato. (João Alphonsus – Galinha Cega. Em MORICONI, Italo, Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. São Paulo: Objetiva, 2000.)

Compare o uso de toda nas frases adiante: …toda a cabeça mergulhava no líquido… e O instinto materno está presente em toda mulher. Existe diferença de sentido entre os dois usos dessa palavra? Explique.

RESPOSTA:

Sim. Na primeira frase, toda assume o significado de inteira; já na segunda, o de qualquer.

 7. (FUVEST) Na frase, “TODO homem é mortal, porém o homem TODO não é mortal”, o termo TODO é empregado com significados diferentes.

a) Indique o sentido presente em cada uma das expressões.

b) Justifique sua resposta.

RESPOSTA:

TODO homem é mortal porque os seres humanos, em sua totalidade, morrem. O homem TODO não é mortal porque o ser humano tem corpo e alma. O corpo morre, mas a alma não, então uma de suas partes permanece viva.

8. (PUC-MG) Encontramos pronome indefinido em:

a) “Muitas horas depois, ela ainda permanecia esperando o resultado.”
b) “Foram amargos aqueles minutos, desde que resolveu abandoná-las.”
c) “A nós, provavelmente, enganariam, pois nossa participação foi ativa.”
d) “Havia necessidade de que tais ideias ficassem sepultadas.”
e) “Sabíamos o que você deveria dizer-lhe ao chegar da festa.”

9. (UFMA) Identifique a oração em que a palavra “certo” é pronome indefinido:

a) Certo perdeste o juízo.
b) Certo rapaz te procurou.
c) Escolheste o rapaz certo.
d) Marque o conceito certo.
e) Não deixe o certo pelo errado.

10. (UEPG-PR) “Toda pessoa deve responder pelos compromissos assumidos.” A palavra destacada é:
a) pronome adjetivo indefinido
b) pronome substantivo indefinido
c) pronome adjetivo demonstrativo
d) pronome substantivo demonstrativo
e) nenhuma das alternativas é correta

11. (PUC-SP) Em “TODO sistema coordenado é………..”

“Mas o propósito de TODA teoria física é…….”

As palavras destacadas são…. e significam, respectivamente:

a) pronomes substantivos indefinidos qualquer e qualquer

b) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e inteiro

c) pronomes adjetivos demonstrativos inteiro e cada um

d) pronomes adjetivos indefinidos inteiro e qualquer

e) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e qualquer.

12. (UFC) No trecho: “Eu não creio, não posso mais acreditar na bondade ou na virtude de homem algum; todos são mais ou menos ruins, falsos, e indignos; há porém alguns que sem dúvida com o fim de ser mais nocivos aos outros, e para produzir maior dano, têm o merecimento de dizer a verdade nua e crua, (…)” (p.65):

I . algum e alguns são pronomes indefinidos.

II. alguns é sujeito do verbo haver.

III. algum equivale a nenhum.

Assinale a alternativa correta sobre as assertivas acima:

a) apenas I é verdadeira.

b) apenas II é verdadeira.

c) apenas I e II são verdadeiras.

d) apenas I e III são verdadeiras.

e) I, II e III são verdadeiras.

13. (PUC-MG) Encontramos pronome indefinido em:

a) “Muitas horas depois, ela ainda permanecia esperando o resultado.”

b) “Foram amargos aqueles minutos, desde que resolveu abandoná-las.”

c) “A nós, provavelmente, enganariam, pois nossa participação foi ativa.”

d) “Havia necessidade de que tais ideias ficassem sepultadas.”

e) “Sabíamos o que você deveria dizer-lhe ao chegar da festa.”

14. (UEPG-PR) Na oração: “Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos“, o termo destacado é sucessivamente:

a) adjetivo e pronome

b) pronome adjetivo e adjetivo

c) pronome substantivo e pronome adjetivo

d) pronome adjetivo e pronome indefinido

e) adjetivo anteposto e adjetivo posposto

15. (UFC) No trecho: “Eu não creio, não posso mais acreditar na bondade ou na virtude de homem algum; todos são mais ou menos ruins, falsos, e indignos; há porém ALGUNS que sem dúvida com o fim de ser mais nocivos aos outros, e para produzir maior dano, têm o merecimento de dizer a verdade nua e crua, (…)”:
I – ALGUM e ALGUNS são pronomes indefinidos.
II – ALGUNS é sujeito do verbo haver.
III – ALGUM equivale a nenhum.
Assinale a alternativa correta sobre as assertivas acima:
a) Apenas I é verdadeira.
b) Apenas II é verdadeira.
c) Apenas I e II são verdadeiras.
d) Apenas I e III são verdadeiras.
e) I, II e III são verdadeiras.

16. (UFAC) O PRIMO Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O próprio Bento não a deixava mentir, testemunha de sua aflição antes do casamento. Santina pediu perdão, ele respondeu que era tarde – noiva de grinalda sem ter direito. (Cemitério de elefantes. Apud CARNEIRO, Agostinho Dias)

Na frase “Isso pouco importa, eu já lhe falei bastantes vezes”, as palavras sublinhadas são, respectivamente:

a) advérbio de intensidade e pronome indefinido.

b) pronome indefinido e advérbio de intensidade.

c) pronome indefinido e pronome indefinido.

d) advérbio de intensidade e advérbio de intensidade.

e) advérbio de intensidade, ambas, mas a segunda está grafada erroneamente no plural.

TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 17 a 19.

O diário da Jade

      Hoje fui à Espanha conhecer a caverna de Altamira. Descobri que lá foi o primeiro lugar onde encontraram desenhos feitos em rochas por homens da Pré-História. As figuras são impressionantes e estão espalhadas por um imenso labirinto de galerias e passagens. Depois fiz uma pesquisa e descobri que esse tipo de desenho pré-histórico existe em muitos países, inclusive no Brasil. As pinturas mostram cenas de caçadas, de danças e imagens de animais como cavalos, bisões, cervos, leões, mamutes e touros, além de formas geométricas.

    Fiquei imaginando as pessoas fazendo aqueles desenhos… por que será que elas desenhavam nas paredes? Ninguém sabe ao certo. Muitas figuras estão em locais escondidos e os pesquisadores acreditam que as cavernas pintadas não serviam de casa, mas eram locais onde aconteciam rituais.          “Revista Recreio”, n. o 188.

17. O pronome em destaque classifica-se como indefinido em:

a) “Descobri que lá foi o primeiro lugar onde encontraram desenhos feitos em rochas […]”

b) “Depois fiz uma pesquisa e descobri que esse tipo de desenho pré-histórico […]”

c) “[…] por que será que elas desenhavam nas paredes?”

d) “Muitas figuras estão em locais escondidos e os pesquisadores acreditam […]”

18. No trecho “[…] em muitos países, inclusive no Brasil.”, o pronome indefinido desempenha função:

a) substantivo

b) adjetivo

c) advérbio

d) verbo

19. O termo sublinhado não funciona como pronome indefinido na oração:

a) Aprendi muito quando conheci a caverna de Altamira.

b) Há desenhos pré-históricos em vários países.

c) As pinturas nas cavernas mostram tantas cenas!

d) Muita gente fica encantada com os desenhos pré-históricos!

20. Assinale o item em que a classe da palavra destacada está correta.

a) Quem fala em flor não diz TUDO. – pronome indefinido;
b) Quem fala EM flor diz demais. – conjunção;
c) O poeta se torna MUDO. – substantivo;
d) Que mata MAIS do que faca. – pronome indefinido;
e) Mais QUE bala de fuzil – advérbio.

21. (CESGRANRIO) Em “TODOS tendemos A considerar…” e “…A quem quiser aprender.”  os termos em maiúsculo classificam-se, respectivamente, como:
a) pronome indefinido – preposição – pronome demonstrativo.
b) pronome indefinido – preposição – preposição.
c) pronome pessoal – preposição – pronome demonstrativo.
d) pronome demonstrativo – pronome pessoal – artigo definido.
e) pronome relativo – pronome pessoal – artigo definido.

22. (UFAL) “Não há nenhuma razão para que se diga ‘sale’ no lugar de liquidação”
A reformulação da frase acima em que se substituiu corretamente NENHUMA por outro pronome indefinido e o verbo HAVER por EXISTIR é:
a) Não existem quaisquer razões.
b) Não existe quaisquer razões.
c) Não existem qualquer razões.
d) Não existe quaisquer razão.
e) Não existem razões alguma.

Eu vejo uma gravura

Eu vejo uma gravura

Eu vejo uma gravura
grande e rosa.
No primeiro plano
uma casa.
À direita da casa
outra casa.
Lá no fundo da casa
outra casa.
Enfrente da casa uma vala:
onde escorre a lama douta casa.
E no chão
outra vala:
onde escorre o esgoto
doutra casa.

Esta casa que eu vejo
não se casa
com o que chamamos
uma casa
Pois as paredes são
Esburacadas
onde passam aranhas
e baratas

E os telhados são
folhas de zinco.
E podem cair
a qualquer vento
E matar uma mulher
que mora dentro.
E matar a criança
que está dentro
da mulher que mora
nessa casa.
Ou da mulher que mora
noutra casa.

É preciso pintar
outra gravura
com casas de argamassa
na paisagem.

Crianças cantando
a segurança
da vida construída
á sua imagem.  (Reynaldo Jardim)

23. (UFF) A repetição do pronome indefinido “outra”, no poema “Eu Vejo uma Gravura”, enfatiza a ideia de:
a) isolamento
b) conglomerado
c) repulsão
d) concórdia
e) ambiguidade

24. (UEL) Na frase “Perdoe alguma palavra mal dita”:
a) A ideia de incerteza vem expressa pelo pronome indefinido “alguma”.
b) A indicação de ordem é representada pela forma verbal no imperativo.
c) A rudeza do falante é expressa pela forma verbal imperativa.
d) A referência a um momento anterior da narrativa está representada pela expressão de tempo “mal”.
e) A palavra “mal” representa o precário nível de instrução do personagem.

Nélson Rodrigues

NELSON

Polêmico, obsceno e genial

    O maior nome do teatro nacional, Nélson Rodrigues entrou no GLOBO, pela primeira vez, em 1931, com os irmãos Mário Filho — que se tornou editor de Esportes do jornal — e Joffre Rodrigues. Saiu em 1945, mas voltou à redação em 1962, onde ficou até sua morte, em 21 de dezembro de 1980. Nessa segunda fase, ele escreveu colunas esportivas e crônicas de análise da sociedade — as célebres “Confissões de Nélson Rodrigues”.

     Nelas, mostrava sua desconfiança em relação à revolução dos costumes e da política no fim dos anos 60, e a símbolos dessas mudanças, como o feminismo e o catolicismo militante (ou “de esquerda), este nas figuras de um de seus mais famosos personagens, o “padre de passeata”, e do então arcebispo de Olinda e Recife, dom Hélder Câmara. Entre outras convicções, era um crítico mordaz, por exemplo, do biquíni, que para ele banalizava o nu.

    Nélson começou no jornalismo aos 13 anos, em 1925, por influência do pai. Sua primeira experiência foi em “A Manhã”, como repórter de polícia. Em seguida, veio para O GLOBO, saiu e foi para os Diários Associados, assinando com o pseudônimo Suzana Flag “Meu destino é pecar”, “Escravas do amor” e “Núpcias de fogo”. Teve ainda uma passagem pela “Última Hora”, inicialmente como Suzana Flag (“O homem proibido”) e, depois, com o seu nome real, escrevendo uma coluna diária, “A vida como ela é”.

    Na volta ao GLOBO, em 1962, passou a escrever sobre esporte e, em 1967, iniciou suas “Confissões”. Além de teatrólogo brilhante, Nélson era um apaixonado pelo futebol — por notória influência do irmão Mário Filho. Foi por sua orientação que ele trocou a reportagem policial pela seção de Esporte, onde escreveu as seções “À sombra das chuteiras imortais” e “Meu personagem da semana”. Nos seus textos, transbordava a paixão pelo Fluminense.

    “Durante vinte anos, fui o único autor obsceno do teatro nacional. Acharam que eu era um caso de polícia. O curioso é que sou de uma violência incrível quando escrevo, mas tenho muito do menino que fui”- Nélson Rodrigues

      Nas crônicas diárias, Nélson criou personagens célebres. De sua paixão pelo tricolor, por exemplo, nasceram o Sobrenatural de Almeida, responsável por todas as derrotas do seu time, e Gravatinha, que sempre dava uma ajuda nas vitórias. Outras criaturas saídas de sua imaginação ganharam notoriedade: a cabra vadia, a vaca premiada, a grã-fina de narinas de cadáver, a aluna de Psicologia da PUC, o citado padre de passeata, a freira de minissaia, o urubu de Allan Poe, o tubarão de piscina, o brasileiro sentado na sarjeta chorando lágrimas de esguicho, o milionário paulista, o Palhares (um canalha que não respeitava nem as cunhadas), o fantasma de 66 e muitos outros.

http://memoria.oglobo.globo.com

 

 

Pronome demonstrativo

PRONOME D

1.UNICAMP-SP) O Partido X dedica-se a essa atividade mais do que nunca. Ocorre que ainda está longe do desejado, seja por falta de vontade, de vocação ou de incapacidade do partido. Entre outras razões, é por esse motivo que o dólar sobe.

RODRIGUES, Fernando. Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 set. 2002. Parcialmente adaptado.

a) Na primeira oração ocorre uma palavra (um pronome) que permite concluir que o trecho acima não é o início do texto de Fernando Rodrigues. Qual é a palavra e por que sua ocorrência permite tal conclusão?

RESPOSTA:

A palavra é “essa”, pronome demonstrativo que indica que a atividade já terá sido mencionada no texto.

2.(UFSCar) (…) Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar – é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dor. E a vida do homem está presa encantoada – erra rumo, dá em aleijões como esses, dos meninos sem pernas e braços. (…) (Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas.)

Normalmente, na construção de um texto, é comum um pronome recuperar um elemento anterior, como em “Fome Zero, abrace essa causa!” No trecho de Guimarães Rosa, há uma situação oposta, em que o elemento recuperado aparece depois do pronome.

a) Identifique essa situação.

b) Construa uma outra frase que repita esse tipo de situação.

RESPOSTAS:

a)“dá em aleijões como esses, dos meninos sem pernas e braços”. Nessa frase, o pronome demonstrativo esses antecipa “dos meninos sem pernas e braços”.

b) A dúvida era esta: seria eu capaz de resolver todas as questões da prova?

3.(UNICAMP) O Partido X dedica-se a essa atividade mais do que nunca. Ocorre que ainda está longe do desejado, seja por falta de vontade, de vocação ou de incapacidade do partido. Entre outras razões, é por esse motivo que o dólar sobe. (Fernando Rodrigues, Folha de S. Paulo, 25/09/2002 – parcialmente adaptado) a) Na primeira oração ocorre uma palavra (um pronome) que permite concluir que o trecho acima não é o início do texto de Fernando Rodrigues.

a)Qual é a palavra e por que sua ocorrência permite tal conclusão?

b) O final da sequência “seja por falta de vontade, de vocação ou de incapacidade…” apresenta um problema de coerência, que pode ser eliminado de duas maneiras. Quais são essas duas maneiras?

c) Destaque uma passagem que indica que o texto é pessimista (ou crítico) em relação ao Partido.

RESPOSTAS:

a) ‘essa’ O pronome ‘essa’ é anafórico, ou seja, faz referência a um termo anterior.

b) 1. Seja por falta de vontade, de vocação ou de capacidade. 2. Seja por falta de vontade, de vocação ou por incapacidade. Obs: a incoerência se dá na passagem ‘falta … de incapacidade’

c) ‘está longe do desejado’

 4. (UFRJ) O pronome demonstrativo “essa” pode ter, dentre outras, as seguintes funções:
– indicar a localização no espaço em relação à segunda pessoa do discurso (perto da pessoa com quem se fala / a quem se escreve);
– lembrar ao ouvinte ou ao leitor algo já mencionado.
Após reler o início do poema de João Cabral, responda:
a) A qual dos empregos anteriormente descritos corresponde o uso do pronome demonstrativo no primeiro verso?
b) Justifique a resposta do item anterior e retire do poema o dado que a comprova.
RESPOSTAS:

a)Lembrar ao ouvinte ou leitor algo já mencionado.
b) O poema tem como título “Cartão de Natal”, que remete à ideia de nascimento de uma criança. O poema faz menção a isso.

 

Ceará tenta tirar de Pernambuco o título de “pai” do forró

Pernambuco e Ceará sempre dividiram o título de precursor do ritmo que ficou conhecido popularmente como forró. O pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, e o cearense de Iguatu, Humberto Teixeira, foram autores de músicas que descreviam tanto a seca e a fome da região quanto as belezas do sertão nordestino. O clássico “Asa branca”, de autoria dos dois, representa bem isso. Agora, músicos cearenses atribuem esse pioneirismo a outro artista.

O primeiro registro fonográfico de um forró teria sido feito por um violeiro. Em outubro de 1937, Xerêm gravou “Forró na roça”. Apesar de ser cearense, essa foi a única canção do estilo gravada pelo cantor. Xerêm partiu adolescente para Minas Gerais, formou dupla caipira e virou cantor de moda de viola.

O diretor do Memorial Luiz Gonzaga de Recife, Mauro Alencar, ouviu pela primeira vez a música “Forró na roça” a pedido da reportagem do iG. Para ele, a canção só tem “forró” no título. “Isso não é forró nem baião. É música mineira, lembra o calango, ritmo mineiro dos ‘bão’”, ironiza.

O estilo musical que se convencionou chamar forró sequer é considerado um gênero por muitos músicos. Segundo Mauro Alencar, a palavra seria uma corruptela de uma expressão lusitana: ‘forrobodó’, que quer dizer ‘baile popular’. O pesquisador explica que o ritmo a que atribuem o nome de forró é o baião, criado por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.   (Daniel Aderaldo, http://www.ig.com.br. Adaptado.)

5. (UFTM )  Com base no texto, responda:

a)O pronome isso, em – O clássico “Asa branca”, de autoria dos dois, representa bem isso. –, confere ambiguidade à frase no contexto do primeiro parágrafo. Em que consiste essa ambiguidade?

RESPOSTA:

O pronome demonstrativo “isso” pode remeter anaforicamente aos estados brasileiros, Pernambuco e Ceará, considerados pioneiros do forró, ou à música “Asa Branca” que descreve a realidade do sertão nordestino.

6. (UNICAMP) Em 7 de agosto de 2006, foi publicada, no jornal Correio Popular de Campinas, a seguinte carta: Li reportagem no jornal e me surpreendi, pois moro próximo ao local de infestação de carrapatos-estrela no Jardim Eulina, e sei que existem muitas capivaras, mesmo dentro da área militar. Surpreendi-me ainda ao saber que vão esperar o laudo daqui a 15 dias para saber por que ou do que as pessoas morreram. Gente, saúde pública é coisa séria! Não seria o caso de remanejar esses bichos imediatamente, como prevenção, uma vez que estão em zona urbana? (Carrapatos, M., M.).

a) Na carta acima, a que se refere a expressão “esses bichos”? Justifique.

b) A compreensão da carta pode ser dificultada porque há nela vários implícitos. Aponte duas passagens do texto em que isso ocorre e explique.

c) Que palavra da carta justifica a referência a “saúde pública”?

RESPOSTAS:

a) A expressão “esses bichos”, na carta, refere-se a “capivaras”.

b) Duas passagens do texto em que ocorrem implícitos podem ser: • “e sei que existem muitas capivaras, mesmo dentro da área militar”. O advérbio “mesmo”, nesse caso, estabelece o pressuposto de que, para o enunciador, não era esperada a presença de capivaras em área militar. Ele pressupõe também que os militares, conscientes de se tratar de animais potencialmente nocivos à saúde humana, tomariam medidas para afastar capivaras de sua vizinhança. • “uma vez que estão em zona urbana”. O verbo estar, nesse trecho, põe em evidência um estado transitório. Ao referir-se às capivaras, pressupõe o conhecimento, por parte do enunciador, de que tais animais não são comuns em áreas urbanas. Entre outros implícitos que poderiam ser explorados pelo candidato, destacam-se, por exemplo, os pressupostos instaurados pelo verbo surpreender: • o enunciador sabia da existência de capivaras no local, mas desconhecia a infestação de carrapatos em seu bairro; • causa espanto o prazo de 15 dias para a divulgação do laudo, já que esse prazo é conflitante com a sua expectativa.

c) “infestação”.

7. (FGV) A frase abaixo foi extraída de recente anúncio para a venda de um imóvel. Comente o uso que nela se faz do pronome demonstrativo isso.

 – Isso aqui é o Paraíso.

RESPOSTA:

O pronome isso refere-se ao imóvel anunciado no anúncio. Entretanto, deveria ter sido utilizado o pronome isto, visto que faz referência a algo mais próximo do emissor, e não do receptor.

8. (FAMECA) Temos todos duas vidas:

A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,

E que continuamos sonhando, adultos num substrato de névoa;

A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,

Que é a prática, a útil, Aquela em que acabam por nos meter num caixão.

Na outra não há caixões, nem mortes,

Há só ilustrações de infância:

Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;

Grandes pátinas de cores para recordar mais tarde.

Na outra somos nós, Na outra vivemos;

Nesta morremos, que é o que viver quer dizer; (Fernando Pessoa, Poesias de Álvaro de Campos)

O poeta fala em duas vidas, em seu poema.

a) Como aplica a elas o conceito de verdadeiro e falso?

b) Qual a referência do pronome aquela e dos pronomes outra e esta, na 2.ª estrofe?

RESPOSTAS:

a) Para o eu-lírico, a vida verdadeira é aquela que é sonhada, almejada. Já a vida falsa é aquela que vivemos, experimentamos, a que estamos sujeitos à morte.

b) “Aquela” e “esta” referem-se à vida falsa e o pronome “outra” refere-se à vida verdadeira.

9.(FGV) Leia o fragmento abaixo, do conto A cartomante de Machado de Assis. Depois, responda às perguntas. “Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua das Mangueiras na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da Guarda Velha, olhando de passagem para a casa da cartomante.”

Em “Esta desceu pela Rua das Mangueiras…”, explique por que, no texto, se usou o pronome esta e não o pronome ela.

RESPOSTA:

Para evitar possível ambiguidade, uma vez que o pronome ela poderia retomar também comprovinciana. O pronome esta, no entanto, refere-se obrigatoriamente ao termo mais próximo (Rita).

10.(UFRJ) CARTÃO DE NATAL

Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar caderno novo, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de voo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno sua atração núbil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas, e possa enfim o ferro comer a ferrugem, o sim comer o não. (MELO NETO, João Cabral de. MUSEU DE TUDO. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1975.)

O pronome demonstrativo “essa” pode ter, dentre outras, as seguintes funções: – indicar a localização no espaço em relação à segunda pessoa do discurso (perto da pessoa com quem se fala / a quem se escreve); – lembrar ao ouvinte ou ao leitor algo já mencionado. Após reler o início do poema de João Cabral, responda:

a) A qual dos empregos anteriormente descritos corresponde o uso do pronome demonstrativo no primeiro verso?

b) Justifique a resposta do item anterior e retire do poema o dado que a comprova.

RESPOSTA:

lembrar ao ouvinte ou ao leitor algo já mencionado. Cartão de Natal – a ideia é a de que o poeta se refere ao Menino Jesus.

 11. (UNIRIO) Assinale o item que completa convenientemente as lacunas do trecho: A maxila e os dentes denotavam a decrepitude do burrinho; _____ , porém, estavam mais gastos que _____ .

a)esses, aquela
b) estes, aquela
c) estes, esses
d) aqueles, esta
e) estes, esses

12. (Univ. Fed. Viçosa) Assinale o item em que há erro no emprego do pronome demonstrativo:
a)  Paulo, que é isso que você leva?
b) “Amai vossos irmãos”! são essas as verdadeiras palavras de amor.
c)  Trinta de dezembro de 1977! Foi significativo para mim esse dia.
d)  Pedro, esse livro que está com José é meu.
e)  Não estou de acordo com aquelas palavras que José pronunciou.

13. (FATEC) “Raimundo gastava duas horas em reter ‘aquilo’ que a outros levavam apenas trinta ou cinquenta minutos”.
Observe o trecho anterior transcrito e assinale a alternativa que apresenta um pronome com classificação e função sintática iguais às do pronome entre aspas.
a) “Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes.”
b) “Vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.”
c) “O mestre era mais severo com ele do que conosco.”
d) “Reunia a isso um grande medo ao pai.”
e) “Chamava-se Raimundo este pequeno.”

14. CESGRANRIO) Assinale a opção que completa as lacunas da seguinte frase: Ao comparar os diversos rios do mundo, defendia com azedume e paixão a proeminência ……………… sobre cada um …………….. .

a) desse, daquele

b) deste, desse

c) daquele, destes

d) deste, desses

e) deste, daqueles
15.(MACK)

I.Refiro-me àquilo e não a isto.

II. Sairemos bem cedo, para chegar à tempo de assistir a cerimônia.

III. Dirigiram-se à Sua Excelência e declararam que estão dispostos à cumprir o seu dever e a não permitir a violação da lei.

Quanto ao emprego da crase, assinale:

a) se todas as afirmações estão incorretas.

b) se todas estão corretas.

c) se apenas I está correta.

d) se apenas III está correta.

e) se apenas II está correta

16. (FAC. RUI BARBOSA) Assinale a alternativa em que ocorre combinação de uma preposição com um pronome demonstrativo:

a) Estou na mesma situação.

b) Neste momento, encerramos nossas transmissões.

c) Daqui não saio.

d) Ando só pela vida.

e) Acordei num lugar estranho

É mudo AQUELE a quem irmão chamamos,
E a mão que tantas vezes apertamos
Agora é fria já!
Não mais nos bancos esse rosto amigo
Hoje escondido no fatal jazigo
Conosco sorrirá!
17. (FUVEST) Nestes versos de Casimiro de Abreu, o pronome em destaque revela um emprego denotativo de
a) tempo presente e proximidade física.
b) tempo passado e proximidade física.
c) tempo futuro e afastamento físico.
d) tempo futuro e proximidade física.
e) tempo passado e afastamento físico.

18. O emprego dos pronomes ESTE e ESSE, no início do texto,
a) tem a finalidade de distinguir entre o que já se mencionou (mundo) e o que se vai mencionar (livro).
b) marca a oposição entre o concreto (mundo real) e o abstrato (mundo da ficção).
c) faz uma distinção decorrente da diferença entre a posição do narrador e a do leitor.
d) é consequência da oposição entre passado (livro) e presente (mundo).
e) é indiferente; assim como hoje, esses pronomes não têm valor distintivo.

19. (FGV ) Escolha a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir.

1. Nunca vi um acidente igual ________.

2. Sempre vou ________ loja para comprar roupas.

3. ________ hora, eu estava viajando para o Rio de Janeiro.

4. Na audiência, diga a verdade, mas limite-se _______ que lhe perguntarem.

5. Quero uma moto igual ________ que estava venda na exposição.

a) àquele, àquela, àquela, àquilo, à, 

b) aquele, aquela, aquela, aquilo, a,

c) àquele, aquela, àquela, àquilo, a,

d) aquele, àquela, aquela, àquilo, à,

e) aquele, àquela, àquela, aquilo, a,

20. (Cesgranrio)

REFLEXIVO

O que não escrevi, calou-me.

O que não fiz, partiu-me.

O que não senti, doeu-se.

O que não vivi, morreu-se.

O que adiei, adeus-se. (Affonso Romano de Sant’Anna)

Assinale a classificação gramatical correta para os vocábulos ‘O’ e ‘se’: “O que adiei, adeus-se”

a) artigo – pronome reflexivo.

b) pronome pessoal oblíquo – pronome apassivador.

c) pronome pessoal oblíquo – pronome reflexivo.

d) pronome demonstrativo – palavra de realce.

e) pronome demonstrativo – pronome apassivador.

21. (FMTM) Daqui em diante trataremos o nosso memorando pelo seu nome de batismo: não nos ocorre se já dissemos que ele tinha o nome do pai; mas se o não dissemos, fique agora dito. E para que se possa saber quando falamos do pai e quando do filho, daremos a este o nome de Leonardo, e acrescentaremos o apelido de Pataca, já muito vulgarizado nesse tempo, quando quisermos tratar daquele. Leonardo havia pois chegado à época em que os rapazes começam a notar que o seu coração palpita mais forte e mais apressado, em certas ocasiões, quando se encontra com certa pessoa, com quem, sem saber por que, se sonha umas poucas de noites seguidas, e cujo nome se acode continuamente a fazer cócegas nos lábios. Já dissemos que D. Maria tinha agora em casa sua sobrinha; o compadre, como a própria D. Maria lhe pedira, continuou a visitá-la, e nessas visitas passavam longo tempo em conversas particulares. Leonardo acompanhava sempre o seu padrinho e fazia diabruras pela casa enquanto estava em idade disso, e, depois que lhes perdeu o gosto, sentava-se em um canto e dormia de aborrecimento. Disso resultou que detestava profundamente as visitas e que só se sujeitava a elas obrigado pelo padrinho. Depois […] D. Maria chamou por sua sobrinha, e esta apareceu. Leonardo lançou-lhe os olhos, e a custo conteve o riso. Era a sobrinha de D. Maria já muito desenvolvida, porém que, tendo perdido as graças de menina, ainda não tinha adquirido a beleza de moça; era alta, magra, pálida: andava com o queixo enterrado no peito, trazia as pálpebras sempre baixas, e olhava a furto; tinha os braços finos e compridos; o cabelo, cortado, dava-lhe apenas até o pescoço, e como andava mal penteada e trazia a cabeça sempre baixa, uma grande porção lhe caía sobre a testa e olhos, como uma viseira. Durante alguns dias umas poucas de vezes Leonardo falou na sobrinha da D. Maria; e apenas o padrinho lhe anunciou que teriam de fazer a visita do costume, sem saber por que, pulou de contente, e, ao contrário dos outros dias, foi o primeiro a vestir-se e dar-se por pronto. (Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. Adaptado)

E para que se possa saber quando falamos do pai e quando do filho, daremos a este o nome de Leonardo, e acrescentaremos o apelido de Pataca, já muito vulgarizado nesse tempo, quando quisermos tratar daquele.

No trecho destacado, os pronomes este e daquele referem-se, respectivamente, a

a) pai e filho.

b) filho e pai.

c) filho e apelido.

d) pai e Pataca.

e) nome e apelido

22. (FUVEST) É mudo aquele a quem irmão chamamos,

E a mão que tantas vezes apertamos

Agora é fria já!

Não mais nos bancos esse rosto amigo

Hoje escondido no fatal jazigo

Conosco sorrirá!

Nestes versos de Casimiro de Abreu, o pronome sublinhado revela um emprego denotativo de:

a) tempo presente e proximidade física.

b) tempo passado e proximidade física.

c) tempo futuro e afastamento físico.

d) tempo futuro e proximidade física.

e) tempo passado e afastamento físico.

23. (FUVEST) O anúncio luminoso de um edifício em frente, acendendo e apagando, dava banhos intermitentes de sangue na pele de seu braço repousado, e de sua face. Ela estava sentada junto à janela e havia luar; e nos intervalos desse banho vermelho ela era toda pálida e suave. Na roda havia um homem muito inteligente que falava muito; havia seu marido, todo bovino; um pintor louro e nervoso; uma senhora recentemente desquitada, e eu. Para que recensear a roda que falava de política e de pintura? Ela não dava atenção a ninguém. Quieta, às vezes sorrindo quando alguém lhe dirigia a palavra, ela apenas mirava o próprio braço, atenta à mudança da cor. Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo. “Muito!”, disse quando alguém lhe perguntou se gostara de um certo quadro – e disse mais algumas palavras; mas mudou um pouco a posição do braço e continuou a se mirar, interessada em si mesma, com um ar sonhador. Rubem Braga,

“A mulher que ia navegar”. O termo sublinhado no trecho “Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo” refere-se, no texto,

a) ao sorriso que ela dava quando lhe dirigiam a palavra.

b) ao prazer silencioso e longo que ela fruía ao sorrir.

c) à percepção do efeito das luzes do anúncio em seu braço.

d) à falta de atenção aos que se encontravam ali reunidos.

e) à alegria da roda de amigos que falavam de política e de pintura.

24.(FVG ) Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake* sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. (Rubem Alves. A complicada arte de ver. Folha de S.Paulo, 26.10.2004) * William Blake (1757-1827) foi poeta romântico, pintor e gravador inglês. Autor dos livros de poemas Song of Innocence e Gates of Paradise.

A respeito do pronome disso, na primeira linha do segundo parágrafo, pode-se dizer que é um a) possessivo de segunda pessoa e se refere ao conteúdo do parágrafo anterior.

b) demonstrativo combinado com prefixo e se refere aos ipês floridos citados a seguir.

c) demonstrativo masculino de segunda pessoa e se refere ao poeta William Blake.

d) demonstrativo neutro que tem como referência a última frase do parágrafo anterior.

e) possessivo neutro e se refere a Moisés diante da sarça ardente.

25. (ITA) Ilusão Universitária

1 Houve um tempo em que, ao ser admitido numa faculdade de direito, um jovem via seu futuro praticamente assegurado, como advogado, juiz ou promotor público. A situação, como se sabe, é hoje bastante diversa. Mudaram a universidade, o mercado de trabalho e os estudantes, muitos dos quais inadvertidamente compram a ilusão de que o diploma é condição necessária e suficiente para o sucesso profissional.

 5 A proliferação dos cursos universitários nos anos 90 e 2000 é a um só tempo sintoma e causa dessas mudanças. Um mercado de trabalho cada vez mais exigente passou a cobrar maior titulação dos jovens profissionais. Com isso, aumentou a oferta de cursos e caiu a qualidade. O fenômeno da multiplicação das faculdades e do declínio da qualidade acadêmica foi especialmente intenso no campo do direito. Trata-se, afinal, de uma carreira de prestígio, cujo 10 ensino é barato. Não exige mais do que o professor, livros, uma lousa e o cilindro de giz. Existem hoje 762 cursos jurídicos no país. Em 1993, eles eram 183. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acaba de divulgar a lista das faculdades recomendadas. Das 215 avaliadas, apenas 60 (28%) receberam o “nihil obstat”. A Ordem levou em conta conceitos do provão e os resultados do seu próprio exame de credenciamento de bacharéis.

15 A verdade é que nenhum país do mundo é constituído apenas por advogados, médicos e engenheiros. Apenas uma elite chega a formar-se nesses cursos. No Brasil, contudo, criou-se a ilusão de que a faculdade abre todas as portas. Assim, alunos sem qualificação acadêmica para seguir essas carreiras pagam para obter diplomas que não lhes serão de grande valia. É mais sensato limitar os cursos e zelar por sua excelência, evitando paliativos como o exame da Ordem, 20 que é hoje absolutamente necessário para proteger o cidadão de advogados incompetentes – o que só confirma as graves deficiências do sistema educacional. (Folha de S. Paulo, 29/01/2004)

A universidade é só o começo

1 Na última década, a universidade viveu uma espécie de milagre da multiplicação dos diplomas. O número de graduados cresceu de 225 mil no final dos anos 80 para 325 mil no levantamento mais recente do Ministério da Educação em 2000. A entrada no mercado de trabalho desse contingente, porém, não vem sendo propriamente 5 triunfal como uma festa de formatura. Engenheiros e educadores, professores e administradores, escritores e sobretudo empresários têm sussurrado uma frase nos ouvidos dessas centenas de milhares de novos graduados: “O diploma está nu”. Passaporte tranquilo para o emprego na década de 80, o certificado superior vem sendo exigido com cada vez mais vistos.

10 Considerado um dos principais pensadores da educação no país, o economista Cláudio de Moura Castro sintetiza a relação atual do diploma com o mercado de trabalho em uma frase: “Ele é necessário, mas não suficiente”. O raciocínio é simples. Com o aumento do número de graduados no mercado, quem não tem um certificado já começa em desvantagem. Conselheiro-chefe de educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento durante 15 anos, ele compara o sem-diploma a alguém “em um mato sem cachorro no qual os outros usam armas automáticas e você um tacape”. Por outro lado, o economista-educador diz que ter um fuzil, seja lá qual for, não garante tanta vantagem assim nessa floresta. Para Robert Wong, o diagnóstico é semelhante. Só muda a metáfora. Principal executivo na América do Sul da Korn/Ferry International, maior empresa de recrutamento de altos executivos 20 do mundo, ele equipara a formação acadêmica com a potência do motor de um carro. Equilibrados demais acessórios, igualado o preço, o motor pode desempatar a escolha do consumidor. “Tudo sendo igual, a escolaridade faz a diferença.” Mas assim como Moura Castro, o head hunter defende a ideia de que um motor turbinado não abre automaticamente as portas do mercado. Wong conta que no mesmo dia da entrevista à

25 Folha [Jornal Folha de S. Paulo] trabalhava na seleção de um executivo para uma multinacional na qual um dos principais candidatos não tinha experiência acadêmica. “É um self-made man.” Brasileiro nascido na China, Wong observa que é em países como esses, chamados “em desenvolvimento”, que existem mais condições hoje para o sucesso de profissionais como esses, de perfil empreendedor. (…) (Cassiano Elek Machado. A universidade é só o começo. Folha de S. Paulo, 27/07/2002. Disponível na Internet: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse. Data de acesso: 24/08/2004)

Assinale a opção em que a expressão com o pronome demonstrativo exige que sejam consideradas informações anteriores e posteriores para ser interpretada.

a) esses cursos (Texto 1, linha 16).

b) essas carreiras (Texto 1, linha 17).

c) essas centenas de milhares de novos graduados (Texto 2, linha 6).

d) esse contingente (Texto 2, linha 4).

e) profissionais como esses (Texto 2, linha 28).

 26.(ITA) O emprego de “o mesmo”, comumente criticado por gramáticos, é usado, muitas vezes, para evitar repetição de palavras ou ambiguidade.

Aponte a opção em que o uso de “o mesmo” não assegura clareza na mensagem.

a) Esta agência possui cofre com fechadura eletrônica de retardo, não permitindo a abertura do mesmo fora dos horários programados. (Cartaz em uma agência dos Correios)

b) A reunião da Associação será na próxima semana. Peço a todos que confirmem a participação na mesma. (Mensagem, enviada por e-mail, para chamada dos associados para uma reunião)

c) Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo se encontra parado neste andar. (Lei 9.502)

d) Após o preenchimento do questionário para levantamento de necessidade de treinamento, solicito a devolução do mesmo a este Setor. (Ofício de uma instituição pública)

e) A grama é colhida, empilhada e carregada sem contato manual, portanto a manipulação fica restrita à descarga do caminhão manualmente ao lado do mesmo. (Folheto de instruções para plantio de grama na forma de tapete de grama)

27. (UECE) AOS RICOS, O PRIVILÉGIO Toda nação civilizada ergueu-se da barbárie, tornando-se antes uma sociedade hierarquizada. Pelas mais diversas razões, alguns indivíduos ascenderam sobre outros e passaram a usar seu poder para organizar o modo de vida dos demais. Os privilégios surgiram justamente dessa especialização social. As nações mais desenvolvidas criaram salvaguardas legais e redes de amparo social privadas e estatais para amenizar o choque entre as elites e a maioria da população. Entre elas, a mais sagrada é a igualdade dos cidadãos perante a lei. A forma como funcionam as prisões especiais, no Brasil, fere profundamente esse princípio. É bem verdade que todos os países civilizados possuem esse tipo de prisão; isso é bom e justo. Mas não é bom que seu ocupante lá esteja simplesmente porque tem curso superior. O pobre, no Brasil, não vai para a cadeia. Vai para o inferno. Por um simples roubo, conviverá de forma selvagem e promíscua com assassinos e estupradores, chefes de quadrilha, assaltantes. O país deveria ter cadeia limpa e segura para todos os que a justiça mandar prender. Resolvida essa primeira questão, vem a da prisão especial. A única hierarquia aceitável na separação dos presos é aquela ditada pela natureza do delito. Autores de pequenos furtos ou de crimes produzidos pela emoção, réus primários – esses não devem conviver no mesmo ambiente com quadrilheiros e homicidas profissionais. Rico e pobre devem ter direito a uma prisão diferente das que existem para ambos no Brasil atualmente. (Carta ao leitor. Veja: 17/1/2001. Adaptação)

O pronome demonstrativo esses (esses não devem conviver no mesmo ambiente com quadrilheiros e homicidas profissionais ) tem a função textual de

I.retomar, resumindo, os elementos da enumeração imediatamente anterior

II. enfatizar o sentido da enumeração, para reforçar a tese defendida a seguir

III. estabelecer uma relação de conclusão entre os elementos das duas enumerações da frase

É correto o que se afirma

a) apenas em I

b) apenas em II

c) em I e II

d) em II e III

28. (UNIFESP) Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso, encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse… Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, que acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia. Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter uma aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar… Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois não é o ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, na terra, no vento… Estrumes… O diabo na rua, no meio do redemunho… (Guimarães Rosa. Grande Sertão: Veredas.)

A expressão Este caso, em destaque no texto, refere-se

a) à existência do diabo.

b) ao redemunho, reduto do diabo.

c) à opinião do interlocutor.

d) à velhice do narrador.

e) ao estado preto do diabo.

Pronome de tratamento

TRATAMENTO I

1.(FGV) Nas frases abaixo, os termos destacados podem estar corretos ou incorretos. Se estiverem corretos, limite-se a copiá-los no espaço apropriado; se estiverem incorretos, reescreva-os na forma correta. Se V.Sa. comparecer a reunião, traga consigo vossa agenda. Se V.Sa comparecer _________ reunião, traga _________ agenda.

RESPOSTA:

á sua

2. (U-UBERLÂNDIA) Assinale o tratamento dado ao reitor de uma Universidade:

a) Vossa Senhoria

b) Vossa Magnificência

c) Vossa Santidade

d) Vossa Paternidade

e) Vossa Excelência

3. (UFRJ) Numa das frases, está usado indevidamente um pronome de tratamento. Assinale-a:

a) Os Reitores das Universidades recebem o título de Vossa Magnificência.

b) Sua Excelência, o Senhor Ministro, não compareceu à reunião.

c) Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração.

d) Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.

e)Procurei o chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir as minhas explicações.

4. (FMU) Suponha que você deseje dirigir-se a personalidades eminentes, cujos títulos são: papa, juiz, cardeal, reitor e coronel. Assinale a alternativa que contém a abreviatura certa da “expressão de tratamento” correspondente ao título enumerado:

a) Papa …………… V. Sa

d) Reitor …………… V. Maga

b) Juiz …………….. V. Ema

e) Coronel ………… V. A.

c) Cardeal ……….. V.M.

5. (TRT) Indique a opção incorreta:

a)Receba Vossa Excelência os cumprimentos de seus subordinados.

b)Sua Excelência, o Ministro da Justiça, chegou acompanhado de outras autoridades.

c)Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos subordinados.

d)Solicitamos a Sua Senhoria que encaminhasse suas sugestões por escrito.

 e)Concordamos com Vossa Excelência e com seus subordinados

6. (FCC) Os pronomes de tratamento estão empregados corretamente em:

a) Espera-se que, no Brasil, Sua Santidade, o Papa Francisco, seja recebido, com o devido respeito, pelos jovens.

b) O advogado assim se pronunciou perante o juiz: – Peço a Vossa Senhoria que ouça o depoimento desta nova testemunha.

c) Senhor Chefe do Departamento de Pessoal, dirijo-me a Vossa Excelência, para solicitar o abono de minhas faltas.

d) Vossa Majestade, a princesa da Inglaterra, foi homenageada por ocasião do seu aniversário.

e) Refiro-me ao Ilustríssimo Senhor, Cardeal de Brasília, ao enviar-lhe as notícias do Conclave.

7. (TRE-SP) Quando V. Senhoria ………. que ………. auxilie, bastar chamar-me pelo interfone que está sobre a ………. mesa.
a) desejardes – vos – vossa
b) desejar – o – vossa
c) desejardes – vos – sua
d) desejar – vos – vossa
e) desejar – o – sua

8.(ETF-SP) Estamos certos de que V. Exa. ………. merecedor da consideração que……… dispensam ………. funcionários.

a) é – lhe – vossos
b) é – lhe – seus
c) é – vos – vossos

d) sois – lhe – seus
e) sois – vos – vossos

9. (Enem Cancelado-2009) Vera, Sílvia e Emília saíram para passear pela chácara com Irene. – A senhora tem um jardim deslumbrante, dona Irene!— comenta Sílvia, maravilhada diante dos canteiros de rosas e hortênsias. – Para começar, deixe o “senhora” de lado e esqueça o “dona” também — diz Irene, sorrindo. — Já é um custo aguentar a Vera me chamando de “tia” o tempo todo. Meu nome é Irene. Todas sorriem. Irene prossegue: – Agradeço os elogios para o jardim, só que você vai ter de fazê-los para a Eulália, que é quem cuida das flores. Eu sou um fracasso na jardinagem. BAGNO, M. A língua de Eulália: Novela Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2003 (adaptado).

Na língua “portuguesa, a escolha por ‘Você” ou “senhor (a)” denota o grau de liberdade ou de respeito que deve haver entre os interlocutores. No diálogo apresentado acima, observa-se o emprego dessas formas. A personagem Sílvia emprega a forma “senhora” ao se referir à Irene. Na situação apresentada no texto, o emprego de “senhora” ao se referir à interlocutora ocorre porque Sílvia

a) pensa que Irene é a jardineira da casa.

b) acredita que Irene gosta de todos que a visitam.

c) observa que Irene e Eulália são pessoas que vivem em área rural.

d) deseja expressar por meio de sua fala o fato de sua família conhecer Irene.

e) considera que Irene é uma pessoa mais velha, com a qual não tem intimidade.

 

 

 

 

 

 

Pronome Relativo

PRONOME RELATIVO

1.(FUVEST-SP – 2º fase) “Não tenho dúvidas de que a reportagem esteja à procura da verdade, mas é preciso ressalvar de que a história não pode ser escrita com base exclusivamente em documentos de polícia política.” (O Estado de S. Paulo, 30/8/93.)

Das duas ocorrências de “de que”, no excerto acima, uma está correta e a outra não.

a) Justifique a correta.

b) Corrija a incorreta, dizendo por quê.

RESPOSTAS:

a) A palavra que é um pronome relativo quando retoma seu antecedente, projetando-o na oração seguinte; neste caso, equivale a o qual (e flexões). Será partícula expletiva (ou de realce) quando puder ser tirada da oração sem qualquer prejuízo ao sentido. Quando é partícula expletiva, a palavra que costuma aparecer na expressão é que.

b) A primeira ocorrência é a correta. Em “Não tenho dúvida de que e reportagem…”, o uso da preposição de diante da conjunção subordinativa integrante que é obrigatório, pois a aludida preposição é regida pelo substantivo dúvidas.

2. No último parágrafo, Machado escreveu:
“…começou a cantarolar à toa, inconscientemente, uma coisa nunca antes cantada nem sabida, na qual coisa um certo lá trazia…” Ao repetir a palavra coisa, após o pronome relativo, o narrador nos deu um saboroso exemplo de construção pleonástica. Releia o trecho mencionado e, a seguir:
a) Responda em que consiste o caráter pleonástico apontado.
b) Reescreva a mesma frase, eliminando o pleonasmo.
RESPOSTAS:

a)Machado usa o pleonasmo para deixar claro que o pronome relativo NA QUAL refere-se a COISA.
b) “… na qual um certo lá trazia …”

3. (U.F. ITAJUBA-MG) – Transforme os períodos simples em períodos compostos, usando pronomes relativos:

a) Minha janela dava para um canal, No canal oscilava um barco.

b) Para onde iam aquelas flores? O barco carregava as flores.

 RESPOSTAS:

a) Minha Janela dava para um canal, onde (= em que, no qual) oscilava um barco.

b) Para onde iam aquelas flores que (= as quais) o barco carregava?

4.Partindo-se do pressuposto de que o pronome relativo deve ser antecedido de preposição quando o verbo da 2ª oração a exige, analise o exemplo em evidência e em seguida responda ao que se pede:

O conselho é necessário. Preciso do conselho.
Unindo-as, obteríamos:

RESPOSTA:O conselho de que preciso é necessário.  

5. Com base no mesmo, una as orações a seguir utilizando-se dos pronomes relativos que, quem, o qual, a qual ou onde:

a – Moro em uma capital. A capital é linda.
b – Quero estudar neste colégio. Gosto muito deste colégio.
c – Frequentamos aquele cinema. Gostamos muito daquele cinema.
d – Assisti à peça teatral. A peça teatral é magnífica.
e – Bebi o café. Eu mesmo preparei o café.
a – A capital em que moro é linda.
b – Quero estudar neste colégio do qual gosto muito.
c – Frequentamos aquele cinema do qual gostamos muito.
d – A peça teatral a que assistimos é magnífica.
e – Bebi o café que eu mesmo preparei.

6. Eis a seguir alguns fragmentos de um poema com a autoria de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o atentamente, respondendo às perguntas que a ele se referem:

“O homem é o único animal que…
…que constrói casa, mas é o único animal que precisa de fechadura.
…que trai, polui e aterroriza, mas é o único que se  justifica depois.
… que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutricional”
(Poesia numa hora dessas? Porto Alegre: L&PM.p. 19)

De acordo com sua percepção, em cada verso há a presença do pronome relativo “que”.

a – Tendo em vista que o pronome relativo é o termo que substitui um outro antecedente, qual o termo a que ele se refere em todos os casos?
b – De acordo com sua função sintática, aponte-a.

RESPOSTAS:

a – ao substantivo animal.
b – Sujeito

7. Em um anúncio publicitário havia os seguintes dizeres:

O conforto que você deseja com a tranquilidade paradisíaca de Maceió.    

a – Analisando-o quanto à presença do pronome relativo “que”, a que antecedente ele se refere?

b – Indique a função sintática desempenhada pelo mesmo.

RESPOSTAS:

a – Ao substantivo conforto
b – Objeto direto

8. Dada a seguinte oração:

Aquela é a cidade de onde saímos há três anos.

a – O pronome “onde” se refere a um antecedente. Indique-o

b – Explique por que foi empregado o pronome onde precedido da preposição.

c – De acordo com a função sintática desempenhada pelo pronome, relate-a.

RESPOSTAS:

a – Ao substantivo cidade.

b – O verbo “sair” é transitivo indireto, exigindo portanto a mesma. 

c – Adjunto adverbial de lugar.

9. A palavra ”Que” é pronome relativo nas frases que seguem. Dê a sua função sintática:

 1) Esta é a casa em que nasci.

2) A informação de que mais gostei foi aquela:

 3) Há sempre solidão em torno dos que caem:

 4) Tudo o que vem do acaso carece de firmeza

 5) Ninguém pode ter tudo aquilo que deseja:

 6) Eu fui o que tu és, tu serás o que eu sou:

 7) “É teu amigo aquele que na ocasião do perigo te ajuda”

 8) A demora excita sempre os que amam:

 9) O conto a que fazes referências não é tão importante assim:

 10) Ela me fez uma pergunta a que- não poderia responder:

 11) O animal de que mais tenho medo é o urso:

 12) De que conversaremos hoje?

RESPOSTAS:

1. adjunto Adverbial de lugar

2. objeto. indireto

3. sujeito

4. sujeito

5. objeto. direto

6. predicativo/ predicativo

7. sujeito

8. sujeito

9. complemento nominal

10. objeto indireto

11. complemento nominal

12. adjunto  Adverbial de assunto 

10. (ITA ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto a seguir:

Há endereços na lnternet que trazem respostas às dúvidas sobre finanças pessoais e mostram as razões _______________ todos devem fazer um orçamento de seus gastos. O usuário _______________ interesse é investir no exterior, por exemplo, pode selecionar uma lista de fundos de investimento e obter dados como a moeda _______________ são calculados os ganhos e o país _______________ pertencem os fundos. O que ainda atrapalha os brasileiros é a lentidão _______________ os dados são transmitidos.

a) por que – cujo – com que – onde – na qual

b) pelas quais – cujo – em que – a que – com que

c) com que – em que o – na qual – a quem – em que

d) porque – por cujo – em que – ao qual – na qual

e) do porquê – para quem o – com que – a que – com que

11. (NCE) A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais. Em “Temos a ver com o político que morreu varado a tiros”, a palavra em destaque pertence à mesma classe gramatical que a sublinhada em:

a) “…à menina brasileira que furtou o pão.”

b) Anda que anda e não para.

c) A palavra queijo deve ser escrita com quê.

d) Quase que a menina caiu.

e) Que calor! Hoje está insuportável!

12. (FCC) Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a quem delas bebesse.

Pode-se substituir corretamente o segmento sublinhado, sem prejuízo para o sentido da frase acima, por:

a) onde suas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a quem lhes bebesse.

b) de cujas águas se garantiria pleno rejuvenescimento a quem nelas bebesse.

c) em que suas águas garantiriam pleno rejuvenescimento quem delas bebesse.

d) em cujas águas estaria a garantia de pleno rejuvenescimento para quem delas bebesse.

e) de cujas águas estaria a garantia de pleno rejuvenescimento para quem lhes bebesse.

13. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção:

a) O cargo ……. aspiro depende de concurso.

b) Eis a razão ……. não compareci.

c) Rui é o orador ……. mais admiro.

d) O jovem ……. te referiste foi reprovado.

e) Ali está o abrigo ……. necessitamos.

14. (FEC) Está em desacordo com as     normas da língua culta o emprego do pronome relativo na frase:

a) A Conferência Rio + 10 entre cujos participantes havia pessoas do mundo inteiro realizou‑se na África do Sul.

b) A proposta brasileira cujo conteúdo era de interesse de todas as nações não conseguiu aprovação.

c) A carta de intenções de cujo conteúdo os países depositavam confiança foi uma decepção.

d) O discurso em que o presidente anunciou a proposta brasileira foi bastante aplaudido.

e) Tomaso de Lampedusa a respeito de quem foi feita a referência deixou uma obra de mérito.

15. (FEC) O item em que o pronome que tem seu antecedente erradamente indicado é:

a) “Construiu as cidades cheias de gente e de muros que as separam…” = pessoas;

b) “Como um olhar novo que questiona todas as relações…” = olhar;

c) “…confronto com a realidade naquilo que nos parece mais brutal…” = aquilo;

d) “…a solidariedade interrompe o ciclo que a produz…” = ciclo;

e) “…por sorte ou virtude de um povo que ainda é capaz…” = povo.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS.

16. (UNITAU )    “Vivemos numa época de tamanha insegurança externa e interna, e de tamanha carência de objetivos firmes, que a simples confissão de nossas convicções pode ser importante, mesmo que essas convicções, como todo julgamento de valor, não possam ser provadas por deduções lógicas.

            Surge imediatamente a pergunta: podemos considerar a busca da verdade – ou, para dizer mais modestamente, nossos esforços para compreender o universo cognoscível através do pensamento lógico construtivo – como um objeto autônomo de nosso trabalho? Ou nossa busca da verdade deve ser subordinada a algum outro objetivo, de caráter prático, por exemplo? Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas. A decisão, contudo, terá considerável influência sobre nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine numa convicção profunda e inabalável Permitam-me fazer uma confissão: para mim, o esforço no sentido de obter maior percepção e compreensão é um dos objetivos independentes sem os quais nenhum ser pensante é capaz de adotar uma atitude consciente e positiva ante a vida.

            Na própria essência de nosso esforço para compreender o fato de, por um lado, tentar englobar a grande e complexa variedade das experiências humanas, e de, por outro lado, procurar a simplicidade e a economia nas hipóteses básicas. A crença de que esses dois objetivos podem existir paralelamente é, devido ao estágio primitivo de nosso conhecimento científico, uma questão de fé. Sem essa fé eu não poderia ter uma convicção firme e inabalável acerca do valor independente do conhecimento.

            Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho científico tem influência sobre toda sua personalidade. Além do conhecimento proveniente da experiência acumulada, e além das regras do pensamento lógico, não existe, em princípio, nenhuma autoridade cujas confissões e declarações possam ser consideradas “Verdade ” pelo cientista. Isso leva a uma situação paradoxal: uma pessoa que devota todo seu esforço a objetivos materiais se tornará, do ponto de vista social, alguém extremamente individualista, que, a princípio, só tem fé em seu próprio julgamento, e em nada mais. É possível afirmar que o individualismo intelectual e a sede de conhecimento científico apareceram simultaneamente na história e permaneceram inseparáveis desde então. “(Einstein, in: “O Pensamento Vivo de Einstein”, Martin Claret Editores)

Na frase “… nenhuma autoridade ‘cujas’ confissões…”, a palavra, entre aspas, no plano morfológico, sintático e semântico é:

a) pronome indefinido, complemento nominal, deles.

b) pronome relativo, adjunto adnominal, deles.

c) pronome relativo, complemento nominal, delas.

d) pronome indefinido, adjunto adnominal, delas.

e) pronome relativo, complemento

17. (UF-UBERLÂNDIA) Assinale o período em que foi empregado o pronome relativo inadequado:

a) O livro a que eu me refiro é Tarde da Noite.

b) Ele é uma pessoa de cuja honestidade ninguém duvida.

c) O livro em cujos dados nos apoiamos é este.

d) A pessoa perante a qual comparecemos foi muito agradável.

e) O moço de cujo lhe falei ontem é este.

18. (UFU ) Preencha, com pronomes relativos, as lacunas das orações abaixo

I – “Fisionomia melancólica, fitou o cadáver. Sapatos lustrosos, ________ brilhava a luz das velas, calça de vinco perfeito, paletó negro assentado, as mãos devotas cruzadas no peito.” (J. Amado)

II – “Cabo Martim, ________ em matéria de educação só perdia para o próprio Quincas, retirou da cabeça o surrado chapéu, cumprimentou os presentes.” (J. Amado)

III – “Não gostava dessas magricelas, _________ cintura a gente nem podia apertar.” (J. Amado)

IV – “Curió, ________ infância em parte decorrera num asilo de menores dirigido por padres, buscava na embotada memória uma oração completa.” (J. Amado)

Assinale, a seguir, a alternativa correta.

a) Todas as lacunas podem ser preenchidas com o pronome relativo CUJO (A).

b) III e IV podem ser preenchidas com o pronome relativo CUJO (A).

c) Todas as lacunas podem ser preenchidas com o pronome relativo QUE.

d) I e II podem ser preenchidas com o pronome relativo ONDE.

e) II e III podem ser preenchidas com o pronome relativo QUE.

19. (UFPR ) Considerando os provérbios a seguir, assinale a(s) alternativa(s) em que os termos destacados são pronomes relativos, ou seja, que retomam um termo antecedente.

(01) É de pequenino QUE se torce o pepino.

(02) A vingança é um prato QUE se serve frio.

(04) Mais vale um pássaro na mão do QUE dois voando.

(08) Isso é do tempo em QUE se amarrava cachorro com linguiça.

(16) Ele(a) não é flor QUE se cheire.

RESPOSTA: F V F V V    

 20. (CESESP-PE) “… trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do casebre”. Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme a norma culta?

a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa.

b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida.

c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava.

d) Eis o poeta cujo valor exaltamos.

e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.

 21. (PUCSP ) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente, as lacunas:

A aurora é o terceiro tom ………. fala o poeta.

A aurora é o terceiro tom ………. se refere o poeta.

A aurora é o terceiro tom ………. propõe o poeta.

A aurora é o terceiro tom ………. faz menção o poeta.

a) de que, a que, a que, que.

b) que, a que, que, a que.

c) de que, a que, que, a que.

d) a que, a que, que, que.

e) de que, que, de que, a que.

 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(UFF ) 1          Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. De um lado, o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala, o homem miscigenado, potente e tendendo a ser feliz. De outro, o Macunaíma, herói sem nenhuma definição, ou sem nenhum caráter – como queria o próprio Mário de Andrade.

2          Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Retomando a imagem literária, citemos a Capitu menina – e teremos como sempre a intervenção soberana de Machado de Assis.

3          Um rapaz da plateia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa – outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal, mas o homem é causa e efeito do verbo. Por isso mesmo, o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala, o opositor de uma e de outra, criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar.

4          É também macunaímico, pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. Ou seja, um herói – ou heroína – sem nenhum caráter.

5          Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto, teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. A imagem geométrica pode ser forçada, mas foi a que me veio na hora – e acho que fui entendido.    CONY, Carlos Heitor. “Folha Ilustrada”,

“É um refugo consciente da casa-grande e da senzala, o opositor de uma e de outra, criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social DO QUAL se afastou e CONTRA O QUAL procura lutar”. (par.3)

22. A variação no emprego da preposição com o pronome O QUAL, no fragmento acima, deve-se a um fato linguístico de:

a) aspecto verbal

b) sintaxe de regência

c) flexão nominal

d) sintaxe de concordância

e) flexão verbal

23. (FUVEST) Destaque a frase em que o pronome relativo está empregado corretamente:

a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.

b) Feliz o pai cujos filhos são ajuizados.

c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.

d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro.

e) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.

24. (CESCEM) Sendo o carnaval uma das festas ….. mais gosto, achei preferível ir ao baile ….. viajar para a praia.

a) que – à

b) que – do que

c) das quais – que

d) de que – a

e) de que – do que

25. (FATEC ) Observe as frases a seguir:

I – Quando dois amigos do mesmo sexo são inseparáveis, logo vem a insinuação __________ “algo poderia estar rolando”.

II – O jeitinho brasileiro, a malandragem, a certeza __________ Deus nasceu neste país estão muito bem registrados em um gênero teatral: o teatro de revista.

III – No dia tinha pressentimento ___________ ia vencer a corrida, nunca imaginava que poderia sofrer um acidente desse tipo.

IV – O Senador lembra-se de Fontoura pedir-lhe __________ devolvesse à embaixada seu passaporte.

As lacunas devem ser preenchidas por:

a) I. que; II. de que; III. que; IV. para que.

b) I. de que; II. que; III. de que; IV. que.

c) I. de que; II. de que; III. de que; IV. que.

d) I. que; II. que; III. de que; IV. que.

e) I. de que; II. de que; III. de que; IV. para que.

26. (SANTA CASA) São excelentes técnicos, ……. colaboração não podemos prescindir.

a) cuja

b) de cuja

c) que a

d) de que a

e) dos quais a

27.(FGV) Escolha a alternativa que preencha corretamente as lacunas das frases a seguir.

Por acaso, não é este o livro ______ o professor se refere?

As Olimpíadas ______ abertura assistimos foram as de Tóquio.

Herdei de meus pais os princípios morais ______ tanto luto.

É bom que você conheça antes as pessoas ______ vai trabalhar.

A prefeita construirá uma estrada do centro ao morro ______ será construída a igreja.

Ainda não foi localizada a arca ______ os piratas guardavam seus tesouros.

a) de que, cuja, para que, com os quais, sobre que, em que.

b) que, de cuja, com que, para quem, no qual, que.

c) em que, cuja, de que, para os quais, onde, na qual.

d) a que, a cuja, em que, com que, que, em que.

e) a que, a cuja, por que, com quem, sobre o qual, onde.

28. (Cesgranrio) Indique a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das frases a seguir, de acordo com a norma culta.

I – É uma situação________nunca nos esqueceremos.

II – A situação______chegamos é ímpar.

III – A reportagem,________teor discordei, foi censurada.

IV – É uma revelação______os fatos merecem uma análise detalhada.

V – É uma situação_____se deve evitar.

a) que / em que / de cujos / cujos / que

b) da qual / a que / cujo / que / por que

c) de que / a que / cujo / cujos / que

d) da qual / em que / cujo /cujos / a que

e) de que / a que / de cujo /em que / que

29. (UM-SP)

I – Certifiquei-o ………… que uma pessoa muito querida aniversaria neste mês;

II – Lembre-se ………… que, baseada em caprichos, não obterá bons resultados;

III – Cientificaram-lhe ………… que aquela imagem refletia a alvura de seu mundo interno.

De acordo com a regência verbal, a preposição de cabe:

a) nos períodos I e II

b) apenas no período II

c) nos períodos I e III

d) em nenhum dos três períodos

e) nos três períodos

30. (FEI) Assinalar a alternativa que completa corretamente as lacunas das seguintes frases:

I. As flores______aroma tanto gosto, são efêmeras.

II. Este foi o motivo_____não lhe telefonei antes.

III. A pesquisa_____me refiro foi desenvolvida na Itália.

IV. São precários os meios_____dispomos.

V. Este é um fato_____não deve haver dúvidas.

a) de que; sobre o qual; por que; a que; de cujo

b) a que; de que; sobre o qual; de cujo; por que

c) por que; de cujo; de que; sobre o qual; a que

d) de cujo; por que; a que; de que; sobre o qual

e) de que; a que; de cujo; sobre o qual; por que

30. (PUCPR ) Observe as frases incompletas:

Os elementos _____ se dispõe não permitem tirar grandes conclusões.

Com certeza existem pessoas _____ poucas vezes nos lembramos.

Há provocações _____ não é possível resistir.

Essa foi uma das perguntas _____ não consegui responder.

Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços, completando as frases.

a) a que, que, a que, a que

b) de que, de quem, a que, a que

c) de que, das quais, que, de que

d) a que, de que, das quais, que

e) com que, que, que, a qual

31. (TRE-MG) A preposição nos parênteses não preenche corretamente a lacuna do período em:

a) O perigo ………. o qual informaram a mulher era conhecido de quase todos. (sobre)

b) A menina ………. que ele deparou trouxe-lhe muita esperança. (com)

c) O triste acontecimento ………. que lembramos esclareceu a verdade. (de)

d) O jovem ………. que chamamos de imprudente saiu às pressas. (a)

e) A verdade ……… que ansiávamos surgiria a qualquer momento. (por

32. (FGV ) Assinale a alternativa em que HÁ ERRO de regência verbal.

a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota.

b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.

c) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.

d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.

e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.

33. (UNIFIC) Os encargos ……. nos obrigaram são aqueles ……. o diretor se referia.

a) de que – que

b) a cujos – cujos

c) por que – que

d) cujos – cujo

e) a que – a que

34. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ……. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ……. coração bate de noite, no silêncio.

A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:

a) as quais / de cujo

b) a que / no qual

c) de que / o qual

d) às quais / cujo

e) que / em cujo

35.(CESGRANRIO) Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição entre parênteses:

a) uma companheira desta, ….. cuja figura os mais velhos se comoviam. (com)

b) uma companheira desta, ….. cuja figura já nos referimos anteriormente. (a)

c) uma companheira desta, ….. cuja figura havia um ar de grande dama decadente. (em)

d) uma companheira desta, ….. cuja figura andara todo o regimento apaixonado. (por)

e) uma companheira desta, ….. cuja figura as crianças se assustavam. (de)

36. (PUC) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo:

Veja bem estes olhos ……. se tem ouvido falar.

Veja bem estes olhos ……. se dedicaram muitos versos.

Veja bem estes olhos ……. brilho fala o poeta.

Veja bem estes olhos ……. se extraem confissões e promessas.

a) de que – a que – sobre o qual – dos quais

b) que – que – sobre o qual – que

c) sobre os quais – que – de que – de onde

d) dos quais – aos quais – sobre cujo – dos quais

e) em quais – aos quais – a cujo – que

37. (PUCC) Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada: O projeto, ………… realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação ………. fosse capaz.

a) do qual a, que

b) cuja a, da qual

c) de cuja, de que

d) que sua, de cuja

e) cuja, a qual

37. (UFF) Assinale a frase que apresenta um erro de regência verbal:

a) Este autor tem ideias com que todos nós simpatizamos.

b) Eis a ordem de que nos insurgimos.

c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava.

d) Qual o cargo a que aspiras?

e) Há fatos que nunca esquecemos.

38. (CARLOS CHAGAS-BA) O projeto ………… estão dando andamento é incompatível ………… tradições da firma.

a) de que, com as

b) a que, com as

c) que, as

d) à que, às

e) que, com as

39. (UF-PR) Preencha convenientemente as lacunas das frases seguintes, indicando o conjunto obtido:

A planta ………… frutos são venenosos foi derrubada.

O estado ………… capital nasci é este.

O escritor ………… obra falei morreu ontem.

Este é o livro ……….. páginas sempre me referi.

Este é o homem ………… causa lutei.

a) em cuja, cuja, de cuja, a cuja, por cuja

b) cujos, em cuja, de cuja, cujas, cuja

c) cujos, em cuja, de cuja, a cujas, por cuja

d) cujos, cujas, cuja, a cujas, por cuja

e) cuja, em cuja, cuja, cujas, cuja

40. (FUVEST)

I – A arma ………… se feriu desapareceu.

II – Estas são as pessoas ………… que lhe falei.

III- Aqui está a foto ………… que me referi.

IV – Encontrei um amigo de infância ………… nome não me lembrava.

V- Passei por uma fazenda ………… se criavam búfalos.

a) que, de que, à que, cujo, que

b) com que, que, a que, cujo qual, onde

c) com que, das quais, a que, de cujo, onde

d) com a qual, de que, que, do qual, onde

e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja

41. (TRE-MT) A lacuna da frase “A situação ……. aspiro começou a se delinear” é preenchida, de acordo com a norma culta, por:

a) onde

b) cujo

c) a que

d) que

e) a qual

42. (CESGRANRIO) A linguagem especial, …………….. emprego se opõe o uso da comunidade, constitui um meio …………….. os indivíduos de determinado grupo dispõem para satisfazer o desejo de autoafirmação.

a) a cujo, de que

b) do qual, ao qual

c) cujo, que

d) o qual, a que

e) de cujo, do qual

43. (BANESPA) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do período ao lado: “Não nos interessa ………. eles vêm, ………. moram, nem ………. pretendem ir.”

a) donde – onde – aonde

b) aonde – onde – aonde

c) donde – aonde – aonde

d) de onde – aonde – onde

e) donde – aonde – onde

44. (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo ….. alude o autor se faz presente ainda hoje nos países ….. terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se corretamente as lacunas da sentença acima com:

a) a qual / cujas

b) a que / em cujas

c) à qual / em cuja as

d) o qual / por cujas

e) ao qual / cuja as

45. (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: “O controle biológico de pragas, ………… o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso ………… os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo.”

a) do qual, com que

b) de que, que

c) que, o qual

d) ao qual, cujos

e) a que, de que

46. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que o verbo exige a mesma preposição que referir-se em “… a boneca de pano a que me referi”:

a) O homem ………. quem conversei há pouco.

b) O livro ………. que lhe falei há pouco.

c) A criança ………. quem aludi há pouco.

d) O tema ………. que escrevi há pouco.

e) A fazenda ………. que estive há pouco.

47. (TRE-RO)

I – Pé-de-Meia é cabo eleitoral ……. mostra serviço;

II – O homem ……. te referiste é alistador de gente.

III – Eis os documentos ……. necessitamos para o registro do candidato. A opção que completa corretamente as frases é:

a) que / o qual / os quais

b) que / o qual / de que

c) que / a que / de que

d) a que / a que / que

e) cujo / a que / que

48. (UFPEL-RS) A frase que não apresenta problema(s) de regência, levando-se em consideração a língua escrita, é:

a) Preferiu sair antes do que ficar até o fim da peça.

b) O cargo a que todos visavam já foi preenchido.

c) Lembrou de que precisava voltar ao trabalho.

d) As informações que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso.

e) Não tenho dúvidas que ele chegará breve.

49. (BANESPA) Assinale a alternativa em que o pronome relativo está empregado corretamente:

a) Aqui está o dinheiro de que te prometera.

b) Preciso de um livro, sem o cujo não poderei fazer a prova.

c) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.

d) Voltou à terra em que nasceu.

e) Aquele é o homem que me referi.

50. (GAMA FILHO) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas da frase: “As mulheres, ………. olhos as lágrimas caíam, assistiram a uma cena ………. não gostavam.”

a) cujos – que

b) em cujos – que

c) de cujos – de que

d) cujos – de que

e) de cujos – que

51. (CARLOS CHAGAS) O funcionário …… ele se referiu é pessoa …… se pode confiar.

a) que – da qual

b) a que – que

c) a quem – em que

d) do qual – que

e) o qual – em que

52. (AFTN) Assinale a única frase cuja lacuna não deve ser preenchida por um pronome relativo preposicionado:

a) O relator da emenda constitucional apresentou proposições ….. todos simpatizavam.

b) Recordaram com carinho a ponte ….. trocaram o primeiro beijo.

c) Fui ver hoje o filme ….. mais gosto.

d) Guimarães Rosa é o escritor brasileiro ….. mais gosto.

e) Esta é a região ……… fronteira agrícola deve ser aplicada.

53. (FATEC) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases abaixo:

Não foi essa a pessoa ………… aludi.

Há certos acontecimentos ………… nunca nos esquecemos.

Itaipu foi uma das obras ………… construção mais se comprometeu o orçamento nacional.

A conclusão ………… chegou não tem o menor fundamento.

O conferencista, ………… conhecimentos desconfiávamos, foi infeliz em suas colocações.

a) à qual de que em cuja a que de cujos

b) à que que cuja à que em cujos

c) a qual dos quais com cuja a qual dos quais

d) a quem que em cuja à qual em cujos

e) a que de que cuja à que de cujos

54. (TRE-SP) O auxiliar judiciário, ………. méritos não se discutem, merece confiança.

a) de cujos

b) em cujos

c) cujos

d) cujos os

e) por cujos

55. (UEL ) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Nosso amigo pleiteia um dos melhores cargos …… se tem em mira na cidade.

a) a que

b) que

c) de que

d) no qual

e) do qual

56. (TRE-MT)

I – O livro ………………… me refiro não está traduzido.

II – Os candidatos …………… cartões foram extraviados, poderão fazer a  prova.

Os termos que completam, respectivamente, as lacunas das frases acima são:

a) que – cujos os

b) ao qual – dos quais

c) onde – cujos

d) a que – cujos

e) que – dos quais

57. (UEL ) Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Eis o professor ….. méritos os alunos prestam homenagem.

a) cujos os

b) em cujos

c) cujos

d) de cujos

e) a cujos

58 . (Mackenzie ) Aponte a alternativa que supõe o emprego correto do pronome relativo nestes períodos:

I – O desafio_____me refiro é tão ambicioso quanto os objetivos_____você visa.

II – As promessas_____ela duvidava não eram piores do que os sonhos_____ela sempre se lembrava.

III-Já foi terminada a casa______ficaremos alojados, é o lugar_____iremos no começo das férias.

IV – O desagradável incidente_____você aludiu hoje, à tarde, revela-nos segredos_____nunca tivemos acesso.

V – Os alunos_____notas estão aqui devem pedir perdão à professora_____desobedeceram.

a) I- a que, a que, II- que, que, III- onde, aonde, IV- de que, que, V- dos quais, a quem.

b) I- que, que, II- que, a que, III- aonde, onde, IV- que, de que, V- cujas, que.

c) I- a que, a que, II- de que, de que, III- onde, aonde, IV – a que, a que, V- cujas, a quem.

d) I- que, que, II- de que, que, III- aonde, aonde, IV- a que, aos quais, V- dos quais, que.

e) I- de que, que, II- que, com que, III- aonde, onde, IV- que, a que, V- cujas, a quem.

59. (UEPG-PR) Assinale a alternativa em que a palavra onde funciona como pronome relativo:

a) Não sei onde eles estão.

b) “Onde estás que não respondes?”

c) A instituição onde estudo é a UEPG.

d) Ele me deixou onde está a catedral.

e) Pergunto onde ele conheceu esta teoria.

60. Leia o texto a seguir e preencha os parênteses com V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma sobre ele.

Asclepíades ainda achou muito que contar sobre a enfermidade; no seu excessivo interesse traía-se a satisfação de um quase triunfo, e toda a sua atenção estava posta na filha, CUJOS sentimentos procurava surpreender, através de seu semblante inexpressivo, de seu olhar parado e vago, das palavras triviais QUE soltava sem UMA REFERÊNCIA DIRETA AO BACHAREL. Como aquela criaturinha QUE lhe nascera nos braços, QUE lhe crescera no colo, DIA A DIA, sempre SUBMISSA À SUA VONTADE, sempre solícita em OBEDECER-LHE, pudera tornar-se assim IMPENETRÁVEL à sua perspicácia de pai, assim ABROQUELADA e autônoma em SUA vida afetiva, velada por uma discrição calma mas obstinada, inatingível, REFRATÁRIA À AÇÃO da sua autoridade!.
(SALES, Antônio. Aves de Arribação. Fortaleza: Edições UFC, 2006, 137. )
( ) O pronome relativo CUJOS estabelece relação de posse entre o termo antecedente [filha] e o subsequente [sentimentos].
( ) O pronome relativo que  exerce função sintática de objeto direto do verbo soltar em que soltava.
( ) A substituição de bacharel por Alípio em UMA REFERÊNCIA AO BACHAREL  gramaticalmente faculta a anteposição do artigo definido masculino.
( ) Atuam como adjuntos adnominais: LHE, em lhe nascera   e LHE em lhe crescera.
( ) Em linguagem culta formal, recomenda-se empregar obedece-lo ao invés de OBEDECER-LHE, sendo esta última considerada um arcaísmo.
( ) A expressão DIA A DIA  equivale semanticamente à composta dia-a-dia; o uso do hífen é uma questão estilística.
( ) O uso do acento grave em SUBMISSA À SUA VONTADE  é obrigatório, pois submissa exige complemento nominal introduzido por preposição.
( ) O uso do acento grave em REFRATÁRIA À AÇÃO  manter-se-ia mesmo que a expressão fosse empregada no plural: REFRATÁRIAS ÀS AÇÕES.
( ) Tanto em IMPENETRÁVEL  quanto em ABROQUELADA  há correspondência biunívoca letra – fonema.
( ) Remetem a um mesmo referente textual sua em SUA perspicácia e SUA em sua vida afetiva .
RESPOSTA: (V) – (V) – (V)- (V) – (F) – (F) – (F) – (V) – (F) – (F).

61. O item 2 deve ligar as orações do item 1, empregando corretamente um pronome relativo. Assinale a alternativa em que isso ‘não’ ocorre:
a) 1 – O caminho era longo. O atalho do caminho era perigoso.
2 – O caminho, cujo atalho era perigoso, era longo.
b) 1 – O caminho era longo. O atalho do caminho era perigoso.
2 – Longo era o caminho cujo atalho era perigoso.
c) 1 – São pessoas necessárias, com o auxílio delas sobreviverei.
2 – São pessoas necessárias, cujo auxílio sobreviverei.

d) 1 – Era honorável figura, o presidente. De suas mãos recebi o prêmio.
2- O presidente, de cujas mãos recebi o prêmio, era honorável figura.
e) 1 – A árvore era antiga, pelos galhos dela passavam fios telefônicos.
2 – A árvore, por cujos galhos fios telefônicos passavam, era antiga.

 

 

 

 

 

Guia dos lugares que inspiraram a escritora, por uma clariciana de carteirinha

clara

Ela nasceu na Ucrânia, ganhou da infância no Recife um sutil, delicioso sotaque nordestino, morou 16 anos fora do Brasil, vasculhou o Rio em inúmeros endereços, estudou na Tijuca, em Botafogo e em Copacabana, protegia na Praia Vermelha sua silhueta esplêndida dos olhares cobiçosos, trabalhou na Praça Mauá, foi chique no Catete, buscou inspiração no Jardim Botânico, adotou o Leme como seu ninho afetivo e faleceu num hospital público da Lagoa.

Clarice Lispector viveu em plenitude, de 1935, quando chegou ao Rio, com 15 anos e pouco, até 1977, a fase esfuziante daquela que se tinha, com certa justiça, por Cidade Maravilhosa; e achou nela o fermento criativo para uma escrita que, no entanto, recusava a mera ilustração decorativa para exprimir sua dramaticidade alegórica.

De sua janela madrugadora de onde descortinava a Praia do Leme e os morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira, ela impregnou de paisagem, de colorido, de calor e de maresia sua crônica jornalística, e também sua ficção.

O Rio de Clarice, de Teresa Montero, editado este semestre, apresenta-se como “um passeio afetivo pela cidade”, e foi aí, ao pé da letra, que o livro começou a se materializar. Apresentada a Clarice aos 15 anos, quando a professora de português fez chegar às suas mãos Os Laços de Família, Teresa Montero passou a encontrar nela a seiva capaz de alimentar sua própria paixão pelo Rio.

Doutora em Letras pela PUC, há 28 anos segue os passos literários de Clarice e aos poucos decidiu focar na geografia afetiva da escritora, em visitas guiadas por sete do que ela chama de “caminhos claricianos”.

Que convergem, afinal, para o bairro do Leme, de onde ela descortina o mundo, o seu mundo, às vezes tão estilhaçado. No Edifício Macedo (Rua Gustavo Macedo, 88, apartamento 701), Clarice, desquitada de Maury, viveu com os filhos Pedro e Paulo, ah, e com Ulisses, um silencioso vira-lata negro, de 1965 até a morte. Ulisses continua ao seu lado, em fidelidade imóvel, na escultura em bronze numa mureta do Caminho dos Pescadores, no Leme.

A sedutora paisagem do Rio fazia contraponto, para Clarice, às suas angústias interiores. Descobriu, na juventude, a Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo. E mais tarde, dentro daquela Mata Atlântica original, o Açude da Solidão, antiga represa sujeita à poluição, transforma-se em lago, com uma ilhota no centro, pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A Feira de São Cristóvão a reconciliava com o Nordeste, tendo emprestado seu cenário para A Hora da Estrela, o último romance de Clarice. No Cosme Velho com tantas reminiscências de Machado de Assis, ela visitava aos domingos o amigo Augusto Rodrigues, cuja casa-ateliê trazia o número 1 daquele paraíso arquitetônico de velho Rio que é o Largo do Boticário. Ao Jardim Botânico, Clarice ia em busca da “vastidão que parecia acalmá-la” (do autobiográfico conto Amor, em Laços de Família, de 1960).

Nada mais repousante, porém, do que mergulhar, com a cumplicidade da escuridão, nos dramas alheios, de preferência os fictícios. A Clarice adulta ia quatro vezes por semana ao cinema. Frequentou o mitológico Paissandu e encantava-se com os nomes das casas: Cine Império, Rex, Capitólio, Paris Palace, Roxy, Caruso (o seu preferido, em Copacabana).

O Edifício Santa Alice (Rua Marquês de Abrantes, 189) é um daqueles prédios clássicos do bairro do Flamengo. Abrigou, no apartamento 1.204, o casal Clarice e Maury Gurgel Valente, quando ele, diplomata de carreira, foi removido de seu posto em Berna, na Suíça, em junho de 1949.

Ficariam por lá pouco mais de um ano. Em setembro de 1950, Maury foi destacado para uma missão extraordinária em Torquay, Inglaterra, sede da conferência sobre comércio internacional. O apartamento no Flamengo não perdeu em densidade literária. Quem teria ido morar lá foi o escritor e cronista Paulo Mendes Campos.

Antes disso, Clarice percorrera a trajetória urbana que era o sonho da classe média carioca. Quando o pai viúvo, com duas filhas, chegou ao Rio, em 1935, ele se instalou numa pequena vila arborizada na Tijuca (Rua Lúcio de Mendonça, 36 B, casa 3). Aos sobressaltos da adolescência veio juntar-se, em agosto de 1940.

Começa sua romaria involuntária em direção à Zona Sul. Primeiro pouso: o Catete (Rua Silveira Martins, 76). Ganha da irmã mais velha, Tania, e do cunhado o quarto dos fundos da casa 11 da Vila Saavedra, de requinte déco, hoje tombada pelo Patrimônio.

Em ambiente recluso, Clarice poderia desenvolver o talento que já aflorara. Ali reside até 1943, quando se casa com seu colega de faculdade (de Direito) e futuro diplomata Maury Gurgel Valente. A vida de globe-trotter esperava pelo casal. Um ano depois, Clarice estaria em Nápoles, em meio aos escombros de uma guerra ainda em curso.

No exterior, ela se ressentia da falta de praia e do sol, mas também do encontro banal, distraído, com o cotidiano de sua cidade amada: a padaria, a banca de jornal, os parques e as praças que alimentaram sua arte.

Separada de Maury Gurgel Valente em 1959, pôde voltar em definitivo para o Rio e pelos 18 anos seguintes dedicar-se ao difícil ofício de ser ela mesma, até que um câncer galopante a matou, em 1977, às vésperas de completar 57 anos.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/cultura