De olho no ENEM 2015 – Alemanha está comemorando 70 anos de libertação da tirania nazista

GUERRA

Sua libertação se deu no dia 8 de maio de 1945, a comemoração não se restringe apenas à Alemanha, mas toda a Europa. Carlos Drummond de Andrade com o seu senso de humanidade, esperança e justiça, que lhe era peculiar, previu esse feito como atesta a última estrofe da ” Carta a Stalingrado”:

“As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo do Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, 
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.”

DRUMMMMM

CARTA A STALINGRADO

Stalingrado

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas 
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora, 
e o hálito selvagem da liberdade 
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem, 
enquanto outros, vingadores, se elevam.

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída, 
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, 
na tua fria vontade de resistir.

Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida. 

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!
As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio.
Débeis em face do teu pavoroso poder, 
mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não profanados,
as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta, 
aprendem contigo o gesto de fogo.
Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças!
Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!
De umas apenas resta a escada cheia de corpos; 
de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem trabalho nas fábricas, 
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros de parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado!

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos,
apalpo as formas desmanteladas de teu corpo,
caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e relógios partidos,
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado, senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate, 
contra o céu, a água, o metal, a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura combate, 
e vence.

As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo do Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, 
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.

Do livro Rosa do Povo (1945). In Carlos Drummond de Andrade. Poesia e Prosa. Rio de janeiro, Editora Nova Aguilar, 1983

Centenário de Grande Otelo

GRANDE OTELO

          Sebastião Bernardes de Souza Prata nascido em Uberlândia MG em 18 de outubro de 1915 e faleceu em 26 de novembro de 1993 em Paris.

          Foi ator, escritor, compositor brasileiro, cantor e comediante. Tem notável  participação em diversos filmes brasileiros de sucesso, destacando-se as comédias de 1940 e 1950. É importante  ressaltar sua participação no filme “Macunaíma – o herói  sem nenhum caráter”.

O mar não está pra peixe
A barra pesou pra valer
O jeitinho brasileiro acabou
Não adianta mais
O pobre dar topada
Correr pra frente
Não adianta nada
Eu vou ver se me mando
”        

(Do Poema “Estou correndo atrás”)  Grande Otelo

 

Mais do que perdida
Na encruzilhada da vida
É pessoa desistida
Que não encontra querida
Nas coisas, das coisas
Não vê mais encanto
Também não vê desencanto
Olha, toma o meu lenço
Levanta a cabeça enxuga teu pranto.
” 

(Do Poema “Dorme agora”) Grande Otelo

 “A letra deste fado
É feita com ternura
É uma letra que fala
De uma linda criatura
Saiu do coração
A letra deste fado
Pra que ninguém saiba
Não vou dizer seu nome
”         

   (Do Poema “Fado”)
Grande Otelo

 

DE OLHO NO ENEM

lupa

MEC aumenta a nota mínima no Enem para ingresso no ProUni

Brasil Post

Publicado: 05/01/2015 10:15 BRST Atualizado: 05/01/2015 10:18 BRST

Portaria normativa publicada nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial da União alterou a nota mínima a ser alcançada por alunos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para aqueles que almejem ingressar em universidades particulares por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Agora, está vedada a inscrição de estudantes com nota inferior a 450 pontos (antes, a nota de corte era de 400) – candidatos que zerarem a redação do exame também serão excluídos.

As mudanças para participação no programa, que é dirigido a estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede particular na condição de bolsistas integrais, seguem alterações divulgadas na semana passada para o Fies, destinado ao financiamento da graduação superior, também estabelecendo nota mínima de 450 pontos e obrigatoriedade de não zerar a redação no Enem.

Os candidatos, pelas novas regras, também não poderão mais receber o benefício simultâneo do financiamento com recursos do Fies e de bolsa do Prouni. A exceção vale para bolsa parcial, mas apenas quando ambos os benefícios se destinarem ao mesmo curso e na mesma instituição de educação superior

O ProUni, criado pelo governo federal em 2004, concede bolsas integrais e parciais para cursos de graduação em instituições de ensino superior privadas, além de bolsas para cursos sequenciais de formação específica. As inscrições referentes ao primeiro semestre de 2015, ocorrem do dia 26 de janeiro até as 23h59 do dia 29. O resultado da primeira chamada sai no dia 2 de fevereiro ao passo que o da segunda chamada será divulgado no dia 19 de fevereiro.

Sisu

Também foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (5) a data de abertura das inscrições para a primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu): será entre os dias 19 e 22 de janeiro e deverão ser feitas exclusivamente pelo site.

O Sisu seleciona alunos para vagas em instituições públicas de ensino superior a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar desta edição, o candidato tem de ter feito a edição 2014 do exame e não ter zerado na redação. O estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga.

O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

DE OLHO NO ENEM 2014 – CIÊNCIA SEM FRONTERAS

lupa

    Lançado pela presidente Dilma Rousseff em meados de 2011 e com os primeiros beneficiados anunciados em dezembro do mesmo ano, o Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) – que tem por objetivo conceder 101 mil bolsas de estudo para levar alunos brasileiros de graduação e pós-graduação nas áreas de engenharia e ciências exatas a estudar no exterior – foi, em geral, bem recebido pela comunidade acadêmica.

    O Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa que tem como objetivo promover o intercâmbio entre o Brasil e outros países para internacionalizar a ciência e a tecnologia. O programa já concedeu 83,2 mil bolsas de estudo e, portanto, muitos jovens estudantes sonham em concorrer aos auxílios. O que nem todos sabem é que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é extremamente importante por ser um dos critérios de avaliação dos candidatos. Para concorrer a qualquer um dos editais, é necessário apresentar uma nota igual ou maior do que 600 pontos no exame.

ciencia

DE OLHO NO ENEM – OS CENTENÁRIOS DE 2014

lupa

AUGUSTO

Em 2014 é celebrado o centenário de morte de um dos principais autores da literatura brasileira. Augusto dos Anjos além de poeta era também professor.

DIÓGENES

Amargosa7 de maio de 1914

Diógenes Rebouças foi, indiscutivelmente, o mais renomado e influente arquiteto baiano entre o final dos anos 1940 e o início dos anos 1960. Professor, artista e grande pensador, teve papel fundamental na construção da paisagem de Salvador.

ARACY

A chegada de 2014 abre – em tese – as comemorações do centenário de nascimento de Araci Teles de Almeida (19 de agosto de 1914 – 20 de junho de 1988) , memorável cantora carioca popularizada nos anos 1930 e 1940 com o nome artístico de Aracy de Almeida. 

CHARLIN CHAPLIN

Em 1914, Charles Chaplin dava início à sua carreira como diretor de filmes mudos – dentre eles, o curta “The property man”.

DORIVAL

O cantor e compositor de samba e bossa nova, mais conhecido pela música “O que é que a baiana tem” completaria 100 anos em 2014. Além de uma carreira brilhante na música, deixou como herdeiros de seu legado cantores como  Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Lupicínio Rodrigues (16/09/1914 – 27/08/1974)

Lupicínio nasceu em Porto Alegre – RS. Compôs sua primeira música em 1928, aos 14 anos: a marcha “Carnaval”, que não chegou a ser gravada.

SELEÇÃO

Considerada uma das principais seleções de futebol de todo o mundo comemora seu centenário em pleno ano de Copa do Mundo.

GUERRA

Há 100 anos, a Europa foi abalada pela Primeira Guerra Mundial, a qual históricos consideram como catástrofe originaria do século XX.

CENTENÁRIOS EM 2014

GRAVURA 4

centenários – 2014

1.O cantor e compositor de samba e bossa nova, Dorival Caymmi completaria 100 anos em 2014.

2.Em 2014, é celebrado o centenário de morte de um dos principais autores da literatura brasileira – Augusto dos Anjos.

3. Em 1914, Charles Chaplin dava início à sua carreira como diretor de filmes mudos.

4. 100 ANOS – PRIMEIRA GURRA MUNDIAL

Eram 3h30 de 26 de agosto de 1914, em Rozelieures, na região de Lorena, fronteira com a Alemanha, quando Joseph Caillat, soldado do 54.º batalhão de artilharia do exército da França, escreveu: “Nós marchamos para a frente, os alemães recuaram. Atravessamos o terreno em que combatemos ontem, crivado de obuses, um triste cenário a observar. Há mortos a cada passo e mal podemos passar por eles sem passar sobre eles, alguns deitados, outros de joelhos, outros sentados e outros que estavam comendo. Os feridos são muitos e, quando vemos que estão quase mortos, nós acabamos o sofrimento a tiros de revólveres”.