Seminário dos Ratos

LIGIA

1. (UFPR ) Os ratos são nossos, as soluções têm que ser nossas. Por que botar todo mundo a par das nossas mazelas? Das nossas deficiências? Devíamos só mostrar o lado positivo não apenas da sociedade mas da nossa família. De nós mesmos acrescentou apontando para o pé em cima da almofada.

Considerando o trecho acima, extraído do conto Seminário dos ratos, e a leitura do livro homônimo, de Lygia Fagundes Telles, identifique a alternativa verdadeira.

a) Os contos de Seminário dos ratos, como toda a obra de Lygia Fagundes Telles, representam a tendência literária predominante no Brasil no período da ditadura militar, identificada como literatura-verdade, ou literatura-reportagem.

b) O trecho citado exemplifica o conservadorismo da visão de mundo de Lygia Fagundes Telles, também presente no conto Senhor diretor, em que uma professora denuncia a liberdade excessiva com que o cinema e a televisão passaram a representar a sexualidade.

c) O trecho citado deve ser interpretado de forma irônica, pois é um rato quem condena a transparência no trato dos problemas sociais e familiares, ou seja, o conto opera uma inversão total de valores.

d) Ao lado de Guimarães Rosa e de Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles é responsável pela continuidade de uma tradição literária marcada pelo engajamento dos escritores em projetos literários voltados à denúncia das mazelas e deficiências da sociedade brasileira.

e) O conto citado, bem como a narrativa A mão no ombro em que um homem sonha com sua própria morte , exemplifica uma característica recorrente em Seminário dos ratos: a presença de elementos insólitos nos enredos, às vezes aproximando-se da literatura fantástica.

2. (UFPR) Tendo em vista o livro “Seminário dos Ratos”, de Lygia Fagundes Telles, assinale a(s) afirmativa(s) correta(s).
(01) Trata-se de contos apresentados à maneira de fábulas, cada texto dedicado a um animal, como formigas, pombas, tigres e ratos, todos com características fantásticas.
(02) São contos autobiográficos, evidenciando-se os trabalhos da memória. Há indícios, nos diversos textos, de que a voz da autora ecoa por trás da voz da narradora.
(04) Traço que caracteriza os contos é o desencanto, a frustração das ilusões, seja para o indivíduo, seja para a coletividade.
(08) Vários contos são marcados por uma atmosfera de pesadelo, e neles não há a perspectiva do despertar libertador.
(16) Em alguns contos o ponto de vista é em primeira pessoa, de uma perspectiva feminina; mas há uns poucos em que a voz narradora é masculina, e há ainda outros em terceira pessoa.
(32) A temática da obra gira em torno das desilusões da vida, das misérias da condição humana, mas o amor é apontado como um resgate possível.
Soma ( )
RESPOSTA:04 + 08 + 16 = 28

3. (UFPR) Leia o fragmento a seguir, extraído do conto “A mão no ombro” (in: “Seminário dos ratos”, de Lygia Fagundes Telles):
“O homem estranhou aquele céu verde com a lua de cera coroada por um fino galho de árvore, as folhas se desenhando nas minúcias sobre o fundo opaco. Era uma lua ou um sol apagado? Difícil saber se estava anoitecendo ou se já era manhã no jardim que tinha a luminosidade fosca de uma antiga moeda de cobre. Estranhou o úmido perfume de ervas. E o silêncio cristalizado como num quadro, com um homem (ele próprio) fazendo parte do cenário. Foi andando pela alameda atapetada de folhas cor de brasa, mas não era outono.”
Assinale a alternativa correta.
a) Assim como em livros publicados nos anos 70 por Dalton Trevisan e Clarice Lispector, os elementos fantásticos dos contos de “Seminário dos ratos” são resultado de uma estratégia para driblar a vigilância da censura no período da ditadura militar.
b) A presença de um estranho jardim aproxima “A mão no ombro” do conto “Herbarium”, narrativa em que as plantas igualmente colaboram para a composição de um cenário denso, pouco objetivo.
c) A atmosfera de mistério relaciona-se com a psicologia da personagem que – assim como diversos protagonistas de “Seminário dos ratos” – é um ser humano isolado do convívio social.
d) A variedade de detalhes e nuanças do trecho apresentado resultam numa exatidão descritiva típica de uma descrição realista.
e) A dificuldade do personagem para identificar o astro luminoso – lua ou sol – justifica-se pelo predomínio dos cenários urbanos na ficção de Lygia Fagundes Telles.

4. (UFPR) Analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
a) Os focos narrativos de “Leão-de-chácara” representam uma visão de mundo distanciada do universo retratado: ambientes e pessoas marginalizados pela parcela mais rica da sociedade.
b) Em “Como e por que sou romancista”, descobrimos que a literatura, para José de Alencar, deve reproduzir fielmente sua visão de mundo, pois ela é, antes de tudo, um documento político.
c) “O pagador de promessas” – ao contrário de “O santo e a porca”, que apresenta uma compreensão política do mundo – faz uma opção pela religiosidade como condutora da moral social.
d) “Seminário dos ratos” apresenta uma multiplicidade de personagens e diferentes contextos sociais, mas há um fio condutor para o conjunto de contos: uma sensação de absurdo e de deslocamento característicos do nosso tempo.
e) “Em Terras do sem fim”, a violenta luta pela terra é um ingrediente em uma história em que a afetividade e a sensualidade definem o enredo.

5. (UFRS) Considere as afirmações abaixo.
I – Antonio Callado, autor de vários romances e peças de teatro, escreveu “Quarup”, narrativa que mergulha nas profundezas da realidade brasileira pós-64.
II – Dalton Trevisan é autor de contos que exploram, através de personagens comuns, situações extraordinárias vivenciadas em cidades gaúchas.
III – Lygia Fagundes Telles é autora de narrativas, entre as quais “As Meninas” e “Seminário dos Ratos”, que representam ficcionalmente a vivência urbana de personagens que se confrontam com o esvaziamento do sentido existencial.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

6. (CFET-PR) Assinale a única alternativa correta quanto ao conteúdo dos contos do livro “Seminário dos Ratos”.

a) Em “Seminário dos Ratos”, o Chefe das Relações Públicas marca um encontro secreto com o Secretário do Bem-Estar Público e Privado e tramam uma estratégia para provocar uma epidemia de ratos que assolará a região.

b) Em “A Consulta“, o médico que tratava dos loucos da clínica troca de lugar com um de seus pacientes, Maximiliano, permitindo que este o analise, revelando, apesar de louco, sua perspicácia e inteligência.

c) “Pomba enamorada ou Uma história de amor” trata do envolvimento de uma assistente de cabeleireira romântica com um homem que é o seu oposto. Ela o persegue com rezas, mandingas, simpatias, convites e cartas de amor, mas não há nada que o faça se interessar por ela.

d) Em “As Formigas”, durante o tempo em que as duas amigas levam para se formar em Medicina, as formigas vão juntando e colando os ossos abandonados de um anão até montar o esqueleto completo.

e) Em “Herbarium”, um médico, com uma doença contagiosa e perigosa, busca repouso na casa de sua tia, num sítio retirado, onde é bem recebido, mas mantido sob discreta vigilância e aura de mistério.

 

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