A poesia concreta de Augusto de Campos

Na obra do poeta, o diálogo entre as linguagens verbal e visual amplia o sentido dos signos e do fazer poético.

AUGUSTO

   A poesia concreta foi idealizada no Brasil pelos poetas Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari, com o propósito de ampliar a ideia do que é poesia ao potencializar e integrar os aspectos físicos ou concretos do som, da visualidade e do sentido das palavras.

   Os poemas concretos são experiências de “design de linguagem”, conforme definiu Pignatari. Neles, os poetas concretos eliminam a sintaxe da linguagem e organizam o sentido do poema pela disposição e relação das palavras entre si no espaço da página. Esses poemas não foram pensados para a página do livro, mas para o cartaz: são poemas-cartazes para serem lidos no espaço público.

   Essa poesia propôs ainda uma releitura da tradição poética brasileira e internacional, renovou os parâmetros técnicos dos estudos poéticos (com o auxílio dos estudos linguísticos e semióticos), recolocou em circulação poetas importantes que estavam esquecidos como Oswald de Andrade e Sousândrade e traduziu com grande qualidade (em vários casos, pela primeira vez) autores internacionais que passaram a enriquecer a reflexão cultural no Brasil.

   Também foram autores importantes do movimento os poetas Ronaldo Azeredo, José Lino Grünewald, Ferreira Gullar e Pedro Xisto. A produção da poesia concreta brasileira ganhou repercussão internacional e estabeleceu ligações e influência nas artes visuais, no design e na música – inclusive, na música popular brasileira, com um diálogo intenso com os criadores do Tropicalismo.

   As criações e as reflexões críticas promovidas pela poesia concreta, ainda hoje, aqui e no exterior, contribuem para novos desenvolvimentos da linguagem. Nas últimas décadas, temos visto um grande desenvolvimento da criação poética em novos suportes e formas de manifestação como o cartaz, o poema-objeto, a performance poética e o poema em animação gráfica digital sonorizada.

A poesia concreta buscou o desenvolvimento dos aspectos visuais do texto

poesia concreta

    Hoje com 85 anos, Augusto de Campos mostrou-se o poeta mais comprometido com as aspirações das propostas iniciais do movimento concreto, o que dificultou a recepção de sua poesia após o declínio deste em meados dos anos 60. Sua obra demorou a ser publicada comercialmente e recebeu crítica polêmica. Entretanto, esta situação começou a mudar nos últimos anos, principalmente após sua conquista, no ano passado, do Prêmio Ibero-americano de Poesia Pablo Neruda.

     Sua obra está reunida, sobretudo, nos livros Viva Vaia (1979), Despoesia (1994), Não (2003) e Outro (2015). Outros trabalhos importantes como Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975) não puderam ser integralmente incorporados aos livros por se tratarem de poemas-objeto, pouco adaptáveis ao formato impresso. Essa é uma característica marcante em sua obra: a constante pesquisa poética com diferentes suportes e técnicas, ultrapassando fronteiras e explorando novos territórios híbridos de linguagem.

   Nas últimas décadas, seus poemas têm surpreendido os leitores com os recursos das novas mídias: painéis eletrônicos, holografias, projeções em laser e animações digitais.

   Na recepção de sua obra, alguns críticos chamam a atenção para questões que são comuns a outros poetas praticantes da poesia experimental, tais como a crise da linguagem e a busca do diálogo entre diferentes códigos de linguagem (o verbal e o visual, por exemplo).

   Nos últimos anos, após o impacto da publicação dos seus livros mais recentes

Não e Outro, alguns críticos têm buscado distinguir questões próprias da poesia de Augusto: sua atenção aos valores contingentes da materialidade dos signos, a introdução da espacialidade e do movimento na linguagem, sua tendência para a montagem sintética, a tensão em sua obra entre os vetores da poética imanente e da poética da angústia e a relação entre linguagem e morte.

     Entretanto, a atuação contínua de Augusto por mais de seis décadas, laboriosa e inquieta, reagindo criativamente às transformações do contexto sociocultural e tecnológico, com os impasses e os conflitos que possa conter, afigura-se como um caleidoscópio de signos que apenas começamos a descobrir. Augusto de Campos é, hoje, um dos maiores poetas em atividade no mundo.

*Julio Mendonça é poeta, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC – São Paulo, especialista em Gestão Pública (UFABC) e coordenador do Centro de Referência Haroldo de Campos da Casa das Rosas – Carta Capital

 

 

 

Emprego dos numerais na redação

IMAGEM FACILETRANDO REDAÇÃO

      A redação dissertativa argumentativa pode ser enriquecida com dados estatísticos, índices percentuais e datas históricas. Por isso, você precisar saber a maneira correta de grafar os números em seu texto a fim de não comprometer a COMPETÊNCIA 1.

1.Na escrita, não se deve iniciar frases com algarismo, mas com o numeral escrito por extenso.

2 policiais salvaram a criança. ( errado)

Dois policiais salvaram a criança. ( correto)

2.A mesma regra deve ser aplicada aos numerais percentuais. No início de frase deve-se empregar sessenta por cento e não 60%.

3.Com referência ao primeiro dia do mês, prefere-se o numeral ordinal:

Hoje é primeiro de abril.

4.Em textos, os numerais devem ser escritos por extenso quando constituírem uma só palavra. Quando constituírem mais de uma palavra, devem ser grafados em algarismo.

Faz dez anos que ouço aquela atriz dizer que em 32 anos.

5.Com “cerca de” e “aproximadamente” deve-se utilizar números redondos – 300, 50- e jamais usar – cerca de 55 alunos compareceram à aula.

6.Não se usa o cardinal “um” antes de mil.

A passagem ficou em mil reais.

7.ao utilizar os numerais milhão e milhar, deve-se empregar o artigo masculino, a fim de adequá-lo ao gênero de ambos.

Os dois milhões serão pagos.

8.Ambos ( ambas) é chamado de numeral dual, porque se refere a dois seres.

Os Estados Unidos e a Inglaterra têm os mesmo interesses: ambos acham que é mais importante a guerra nas estrelas do que combater a miséria dos países pobres.

9.Se após o numeral ambos vier um substantivo, deve-se usar o artigo definido.

Ambas as alunas foram picadas pelas abelhas africanas.

10.Na escrita das horas, convencionou-se colocar o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto.

12h56min7s

11.Quando indicam ano, não se separa as centenas do ilhar nem por ponto nem por espaço.

1988             2015                       1836

 12.Quando se enumera leis, decretos, artigos, portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral ordinal até o nono e o cardinal a partir de dez:

Lei 7ª                    artigo 43

 13.Usa-se AO, A ou EM – com relação a datas.

Aos cinco dias de junho comemora-se o meio ambiente.

Em cinco de junho comemora-se o meio ambiente.

No dia cinco de junho comemora-se o meio ambiente.

 

Correlação entre os tempos verbais na redação

ENEM 2016

Quando se constrói uma determinada frase, os verbos que ela apresenta estabelecem entre si certas correlações, de tal forma que se ajustem, convenientemente, no que se refere às variadas possibilidades de uso dos tempos e modos verbais.

Observe, por exemplo, a frase:

Se elas voltassem, eu ficaria feliz.

O uso da forma voltassem, que é uma hipótese, uma condição, implica o emprego da forma ficaria, que, no contexto da frase, expressa uma possibilidade dependente da realização – ou não – do fato contido em voltassem.

A essa articulação temporal entre duas formas verbais dá-se o nome de CORRELAÇÃO VERBAL.

Veja como, na frase acima, a correlação não estaria adequada se, em lugar de ficaria, usássemos, por exemplo, ficarei.

Se elas voltassem, eu ficarei feliz.

Observe que a forma ficarei estabelece correlação com outra forma do verbo voltar.

Se elas voltarem, eu ficarei feliz.

Frase, gramaticalidade e inteligibilidade

IMAGEM FACILETRANDO REDAÇÃO

      Dentro da liberdade de combinações que é própria da fala ou discurso – liberdade que permite a cada qual expressar seu pensamento de maneira pessoal sem ter de repetir sempre, servilmente, frases já feitas, já estereotipadas há certos limites impostos pela gramática, limites que impedem a invenção de uma nova língua cada vez que se fala. Nossa liberdade de construir frases está, assim, condicionada à gramaticalidade, sobretudo, em gêneros textuais exigidos em vestibulares ou Enem. frases carentes de articulação sintática necessária, as palavras se atropelam, não fazem sentido -, e quando não há nenhum sentido possível, não há frase, mas apenas um ajuntamento de palavras, logo comprometendo as competências 1, 3 e 4. “Cada qual é livre para dizer o que quer, porém soba condição de ser compreendido por aquele a quem se dirija. A linguagem é Comunicação, e nada é comunicado se o discurso não é compreendido. Toda mensagem deve se inteligível”, diz Jean Cohen (Structure du langage poétique, p. 105-6 ).

   O seguinte agrupamento, por ser totalmente caótico, isto é, agramatical, é ininteligível:

  de maus tranquilos se nunca instintos os jovens sentem.

     Somente reagrupando segundo as normas gramaticas vigentes na língua, podem essas palavras tornar-se fala ou discurso, assumindo estão feição de frase:

Os jovens de maus instintos nunca se sentem tranquilos.

    Portanto, ausência de gramaticalidade ou muito gramaticalidade precária significam ausência de inteligibilidade.

    Cuide da estrutura frásica para ser compreendido em sua produção textual no Enem ou em vestibulares.

Garcia, Othon M. – Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar – 26 ed. – Rio de Janeiro

 

 

O amor está no ar

12

Em uma relação, há momentos de discussões por qualquer coisa;

Batalhas verbais que muitas vezes terminam com portas batendo e vozes alteradas,

ameaças – graças a Deus – nunca cumpridas.

E depois, apaixonadas, irremediáveis reconciliações…

Os  casais crescem juntos: podem intuir uma luz vermelha,

um sinal de alerta em uma conversa difícil;

e as palavras se tornam mais sábias e prudentes.

Mas, às vezes, que bom é franzir a cara,

dar as costas,

só para voltar e cair um nos braços do outro, jurando este amor incondicional, eterno…

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!!!!!!!!

 

Análise: A Rosa de Hiroshima

ROSA

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A antirrosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada

                                                                          (Vinícius de Moraes)

      Muito se tem acusado Vinícius de Moraes de ter mantido sua atividade, fundamentalmente, no plano do exibicionismo poético, mostrando-se capaz do soneto, das aproximações inesperadas, das rimas ou do ritmo surpreendente, entretanto distante de temas sociais.

É correto afirmar que parte disso ocorre, sobretudo, na primeira parte da obra, o que levou, inclusive, o poeta a afirmar que a partir da segunda nascia outro Vinícius. O poema A Rosa de Hiroshima é tipicamente social, escrito na proximidade temporal da primeira bomba atômica sobre o Japão, e ostenta uma clareza impressionante de julgamento: as crianças mudas, as meninas cegas, as mulheres cujos destinos foram para sempre alteradas, assim como o de todas as criaturas que ali se encontravam.

Observe:    […]

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

[…]

    Todas as vezes que ouvimos alguém declamar o poema, há uma confusão que se faz no trecho: “pensem nas mulheres rotas, alteradas”  -a vírgula deve ser considera assim;- como no poema original não existe virgulação entre partes da oração e sequer ponto final, imaginamos que o poeta quisesse dizer “mulheres cujas rotas tivessem sido alteradas pelos acontecimentos”, tiradas de seu cotidiano, fora do destino que tinham escolhido para elas próprias e para os seus. Caso contrário, poderíamos interpretar apenas que tais mulheres estavam rotas (= rasgadas) e alteradas (= fora de controle) pela situação criada pela boba atômica.

     É de grande significação, também, a imagem criada nos versos:

[…]

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

[…]

    A repetição “da rosa da rosa da rosa” confere um poder absoluto à rosa radioativa em si, como se ela pudesse ocasionar o aparecimento de outras rosas, marcas terríveis dos que nasceram marcados com as manchas violáceas do câncer ocasionado pela radiação (= rosa radioativa, hereditária, a verdadeira rosa de Hiroshima que dá o título ao poema).

    Observa-se, ainda, a presença da aliteração coma repetição do fonema /r/ no poema, como se fosse um grito de socorro nascido das profundezas dos seres que por

aquilo passaram ainda estivesse ali, ecoando ao longo da História, ao longo do que os “humanos” fizeram a outros humanos.

 

A Lista

INTERROGAÇÃO

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos …
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha…
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre…
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora…
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver …
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber …
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?

                                                                    ( OSWALDO MONTENEGRO)

                                   

Para você que teve um dia árduo

Todos têm um dia penoso.

PESONOSO

São dias que parecem nada dá certo, e você se sente um lixo,

lixo

não tem vontade de nada,

NADA

sente-se sozinho, desamparado no mundo

MUNDO

e, literalmente, sem rumo.

RUMO

São dias que você se sente diminuto, insignificante,

INSIGNIFICANTE

Os sonhos, ah! os seus sonhos parecem que são irrealizáveis.

IMPOSSIVEL

Recomeçar parece impossível.

FARDO

Em um dia como este você é compelido a achar que nada vale a pena, nem mesmo seus sonhos. E cabisbaixo segue adiante carregando o seu fardo.

ELEFANTE

Um conselho! Siga, mas carregue a esperança em seu coração, pois ao virar uma esquina você poderá se surpreender.

FLORES

E, eis que o sol voltará a aquecer o seu coração,

SOL

dissipando a tristeza, a solidão, a insignificância. Entretanto, não se esqueça de tirar desse dia uma lição: você não foi só tristeza, só pequenez, desânimo, mas foi, sobretudo,  forte, pois seguiu adiante e se permitiu ver um novo dia e voltar a sonhar. Lembre-se de que  nossa vida é nutrida pelo  SONHO.

Boa Sorte!!!

Zamira

 

Exercícios: Iracema

IRACEMA I

1.Por sua temática e sua linguagem, “Iracema”, de José de Alencar, pode ser inserida no quadro de obras representativas do Romantismo brasileiro. Explique por quê.
RESPOSTA: José de Alencar imprimiu à obra “Iracema” uma linguagem brasileira, misturando o português com o tupi-guarani.
É um romance baseado numa lenda do período de formação do Ceará, o nativo brasileiro – no caso, a índia – relaciona-se com o homem branco.
Iracema é também anagrama da palavra AMÉRICA. Daí a índia ser a personificação do Novo Mundo americano; Martim, o guerreiro branco, é a personificação do conquistador.

2.No excerto abaixo, o romance Iracema é aproximado da narrativa bíblica: Em Iracema, (…) a paisagem do Ceará fornece o cenário edênico para uma adaptação do mito da Gênese. Alencar aproveitou até o máximo as similaridades entre as tradições indígenas e a mitologia bíblica (…). Seu romance indianista (…) resumia a narrativa do casamento inter-racial, porém (…) dentro de um quadro estrutural pseudo-histórico mais sofisticado, derivado de todo um complexo de mitos bíblicos, desde a Queda Edênica ao nascimento de um novo redentor. (David Treece, Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indigenista e o Estado-Nação imperial. São Paulo: Nankin/Edusp, 2008: p. 226, 258-259.)

Partindo desse comentário, responda às questões:

  1. a) Que associação se pode estabelecer entre os protagonistas do romance e o mito da Queda com aconsequente expulsão do Paraíso?
  2. b) Qual personagem poderia ser associada ao “novo redentor”? Por quê?

Resolução: a) O mito da Queda, central na tradição judaico cristã, corresponde à narrativa segundo a qual Adão e Eva, habitantes do Éden (Paraíso), teriam comido o fruto proibido. Por causa dessa falta, teriam tido como castigo a expulsão da morada paradisíaca e o mergulho dos seus descendentes, o gênero humano, na dor e sofrimento (multiplicação da dor do parto, necessidade de “ganhar o pão com o suor do rosto”). Iracema aproveita vários elementos desse mito: o vinho da jurema assemelhasse ao fruto proibido; a perda da inocência de Adão e Eva equivale à união carnal entre Martim e Iracema; a descida que a protagonista faz do território tabajara para o pitiguara identifica-se com a perda do Paraíso. O caminho para baixo é percorrido após o sexto dia, que lembra o dia da criação do homem; a dor da heroína ao ver seus conterrâneos mortos em combate e, mais adiante, durante o seu parto, estabelece proximidade com os sofrimentos profetizados por Deus à espécie humana.

b) O “novo redentor” é Moacir, filho de Iracema com Martim. Assim como Cristo teria vindo ao mundo para redimir o gênero humano do pecado original, levando-o a uma nova condição, o jovem mestiço daria origem a um novo povo, o brasileiro, que, na visão de Alencar, ficaria no lugar do indígena.

3. (Fuvest-SP) Iracema faz parte da tríade indianista de José de Alencar, juntamente com outros dois romances:

  1. a) Quais?
  2. b) Cada um desses romances teria uma finalidade histórica. Qual teria sido a intenção do autor com Iracema?

RESOLUÇÃO

a) A tríade indianista de José de Alencar se completa com O guarani e Ubirajara.

b) A intenção de Alencar era romancear e tratar como lenda, ao modo indígena, a origem do Ceará.

4.(FUVEST/SP) “O Pajé falou grave e lento:

— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém o ofenderá; Araquém o protege”.José de Alencar, Iracema.

a) Tendo em vista, no contexto da obra, a lógica que rege o comportamento do Pajé, explique por que, para ele, “a virgem” (Iracema) deverá morrer e o “guerreiro branco” (Martim) deverá ser poupado, caso estes tenham mantido relações sexuais.

b) Considerando, no contexto da obra, a caracterização da personagem Martim, explique por que foi apenas quando estava sob o efeito do “vinho de Tupã” que ele manteve, pela primeira vez, relações sexuais com Iracema.

RESOLUÇÃO:

a) Porque Iracema guardava o segredo da jurema, bebida alucinógena utilizada nos rituais sagrados dos tabajaras. Para o pajé, a perda da virgindade deveria ser punida com a morte, pois Iracema “abandonou ao guerreiro a flor de seu corpo”. Já Martim não seria punido porque a hospitalidade dos tabajaras impede qualquer ofensa aos hóspedes.
b) Por sua forte moral cristã, Martim respeita as tradições cristãs e dos tabajaras, rejeitando todas as índias que lhe são oferecidas, como também Iracema. Ele só cederá ao sob efeito do “vinho de Tupã”.

4.(UNICAMP/SP-2007) O trecho abaixo foi extraído de Iracema. Ele reproduz a reação e as últimas palavras de Batuiretê antes de morrer:

“O velho soabriu as pesadas pálpebras, e passou do neto ao estrangeiro um olhar baço. Depois o peito arquejou e os lábios murmuraram:
— Tupã quis que estes olhos vissem antes de se apagarem, o gavião branco junto da narceja.
O abaeté derrubou a fronte aos peitos, e não falou mais, nem mais se moveu.”

José de Alencar, Iracema: lenda do Ceará.
a) Quem é Batuiretê?

b) Identifique os personagens a quem ele se dirige e indique os papéis que desempenham no romance.

c) Explique o sentido da metáfora empregada por Batuiretê em sua fala.
a) Batuiretê era o líder dos potiguaras (pitiguaras). Fora grande guerreiro, mas, nessa cena do romance, já se mostrava impossibilitado de continuar a guerrear, devido à idade avançada. Torna-se, entretanto, uma espécie de conselheiro, sábio ou, melhor, oráculo de guerra para os de sua tribo. Daí, o significado do outro nome tupicom que o personagem é denominado: Maranguab, que, nas palavras do neto Poti (nesse mesmo capítulo), significa “o grande sabedor da guerra”.
b) De acordo com o excerto, Batuiretê se dirige ao “neto” e ao “estrangeiro”, sendo o primeiro Poti e o segundo, Martim Soares Moreno. Poti é um dos valorosos guerreiros da tribo potiguara, aliada dos portugueses. Essa aliança aparece bem representada pela amizade que une Poti e Martim (guerreiro já no nome, derivado de Marte), por quem se apaixona a heroína da história, a virgem de Tupã, e cuja paixão será desencadeadora dos conflitos travados no romance entre potiguaras e tabajaras (povo a que pertence Iracema, como uma espécie de sacerdotisa da tribo).
c) A metáfora “gavião branco junto da narceja” é empregada de modo a profetizar a destruição dos índios que será promovida pelo estrangeiro, colonizador. Em nota ao romance, o próprio autor-narrador trata de esclarecer que o gavião se refere ao homem branco, Martim, e a narceja (espécie de ave típica do continente sul-americano), ao índio Poti. Por meio da relação predatória entre a ave de rapina e sua presa, a imagem metafórica busca simbolizar a dominação e posterior destruição da população indígena pelo colonizador.

5.(UFU-MG) Considere o trecho  a seguir:

O conhecimento da língua indígena é o melhor critério para a nacionalidade da literatura. Ele nos dá não só o verdadeiro estilo, como as imagens poéticas dos selvagens, os modos de seu pensamento, as tendências de seu espírito, e até as menores particularidades de sua vida. É nessa fonte que deve beber o poeta brasileiro (…) Este livro é pois um ensaio ou antes mostra. Verá realizadas nele minhas ideias a respeito da literatura nacional. ( José de Alencar, “ Carta ao Dr. Jaguaribe”, da primeira edição de Iracema)

Escolha a alternativa que não expressa a preocupação de Alencar.

a)”Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; (…)

b) O irmão de Iracema tem o ouvido sutil que pressente a boicininga entre os rumores da mata; e olhar do oitibó que vê melhor nas trevas.”

c) “Então o chefe pitiguara entoou o canto da more; e foi à cabana buscar o camucim que transbordava com as castanhas de caju”.

d) “ A ata é doce e saborosa; mas, quando a machucam, azeda. Tua esposa quer que seu amor encha teu coração das doçuras do mel”.

 6.No romance Iracema, de José de Alencar, podemos perceber que:

1.Ao contrário das personagens românticas, Iracema não é idealizada: é um retrato fiel de nossas índias do século XIX.

  1. Ao comparar Iracema com elementos da natureza, José de Alencar ironiza os modelos de beleza da época.
  2. O nacionalismo é um dos componentes mais importantes do Romantismo brasileiro, apresentado no livro.
  3. Inspirado em fatos reais e valendo-se de uma personagem ambígua, Alencar deu à sua obra uma função social e política.
  4. Muitos vocábulos do texto são originários do tupi-guarani, uma das línguas faladas pelos nossos povos indígenas.
  1. a) apenas 1, 2 e 3 estão corretas      d) apenas 3 e 5 estão corretas.
  2. b) apenas 2, 3 e 4 estão corretas.     e) apenas 1. 4 e 5 estão corretas.
  3. c) apenas 4 e 5 estão corretas

Texto para as questões 7 e 8.

“Logo após a vitória, o cristão tornara às praias do mar, onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. De novo sentiu em sua alma a sede do amor; e tremia de pensar que Iracema houvesse partido, deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade.

Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores, a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se; e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos.

Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão, e a alegria voltou a habitar em sua alma.

O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias, quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria.

O imbu, filho da serra, se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente, vinga, achando boa terra e fresca a sombra; talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mas basta um sopro do mar, para tudo murchar. As folhas lastram o chão; as flores, leva-as a brisa.

Como o imbu na várzea, era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo, mas agora longe de sua casa e de seus irmãos, sentia-se no ermo. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência, cheia de grandes desejos e nobres ambições.

Passava os já tão breves, agora longos sóis, na praia, ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte, buscava, mas embalde, descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.”

José de Alencar. Iracema. São Paulo: Scipione. 1994.

7. (UFBA-BA) A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar:

(01) O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local, seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita.

(02) Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam, respectivamente, como heróis ou como vilões.

(04) A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial.

(08) O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim, fato inteiramente alheio à sequência dos acontecimentos que constituem o enredo.

(16) A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita, sem qualquer consequência para o desenrolar da trama.

(32) A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta, onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance.

(64) A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica, para ambos, a firmeza de permanecer em terra estranha.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.       01+02+04 = 07.

8. (UFBA-BA) Com relação à linguagem, existe uma explicação adequada em:

(01) A expressão “sede do amor” difere de sede de amor, já que a primeira dá ideia de concretude, enquanto a segunda, de abstração do sentimento amoroso.

(02) A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete, respectivamente, à chegada do inverno e à volta do esposo, ambas com função revitalizadora.

(04) A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a consequência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco.

(08) A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo, evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea.

(16) O trecho “os já tão breves, agora longos sóis” contém ideias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão.

(32) O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.

(64) As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.     01+02+04+16= 23.

9.U.F. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema, de José de Alencar, podemos dizer que:

1.as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o

leitor as percebe com vivacidade, porque tudo é narrado de forma explícita.

2.em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará, a história de amor entre Iracema e

Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara.

3.Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele

representa o homem brasileiro, fruto do negro e do branco.

4.A linguagem do romance Iracema é altamente poética, embora o texto esteja em prosa.

Alencar consegue belos efeitos linguísticos ao abusar de imagens sobre imagens,

comparações sobre comparações.

Assinale:

a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas;

b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas;

c) se 2, 3 e 4 estiverem corretas;

d) se 1, 3 e 4 estiverem corretas.

10.U.F. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema, de José de Alencar, é incorreto afirmar que:

a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro;

b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras;

c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica;

d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local.

11.(UNIFEI) Os comentários abaixo referem-se à Iracema, exceto:

a) “A história de amor foi tragada pelo tempo (Tudo passa sobre a terra.), enquanto o discurso pede passagem para debater a questão da nacionalidade.” (Eliana Yunes)

b) Neste romance, Alencar tenta “reconstruir a vida e os costumes dos índios brasileiros, antes do contato com o colonizador branco.” (Ulisses Infante)

c) “Há de viver este livro, tem em si as forças que resistem ao tempo e dão plena fiança do futuro… Espera-se dele outros poemas em prosa. Poema lhe chamamos a este, sem curar de saber se é antes uma lenda, se um romance: o futuro chamar-lhe-á obra-prima.” (Machado de Assis)

d) “Um crítico já observou que Iracema é anagrama de América, isto é, Iracema tem exatamente as mesmas letras de América, só que em outra ordem. Assim, simbolicamente, a morte da índia, no final da estória, pode representar a aniquilação da cultura nativa pela invasora que conquista e domina a terra.” (Literatura Comentada, Editora Abril)

12. (Cefet-RJ )“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como o seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde

campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.”ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Scipione, 1994,. p. 10.

“Após a independência, século XIX, a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. (…) Havia a necessidade de autoafirmação da Pátria que se formava.’”NICOLA, José de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 125.

No texto de José de Alencar, temos uma das formas significativas do nacionalismo, sintetizado pelo:

a) realismo naturalista;                         d) sentimentalismo realista;

b) romantismo indianista;                 e) bucolismo neoclassicista;

c) nativismo modernista

13.(UNEMAT) Os trechos a seguir referem-se à obra Iracema, de José de Alencar.

I. “Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”.

II. “A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o mavioso nome de Iracema. Tudo passa sobre a terra”

Assinale a alternativa CORRETA.

a) A jandaia não mais chama por Iracema, porque ela já não existe, mas a lenda permanece.

b) O canto da jandaia é uma lenda europeia trazida para o Brasil no tempo do descobrimento.

c) A jandaia e o coqueiro são imagens que o colonizador trouxe para o Brasil, mas já passaram.

d) A jandaia do item I canta no coqueiro; e a do II, nos verdes mares.

e) O canto da jandaia traz lembranças para o colonizador.

14.(UNEMAT) Com relação à obra Iracema, de José de Alencar. Assinale a alternativa INCORRETA.

a) A personagem Martim aproxima-se dos princípios considerados corretos no modelo colonizado.

b) Iracema é valorizada e caracterizada com atributos físicos e psíquicos concebidos pela natureza selvagem.

c) A heroína é mistura da ideia de pureza e de sensualidade.

d) O sentido fabular estabelece contrastes entre a civilização e o novo mundo.

e) A índia, por ser recriação do nacional, apresenta traços da realidade vivida no século XVIII.

15.(UCS/RS) Leia a seguir o fragmento de Iracema, de José de Alencar:

“Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. […]

Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.” ALENCAR, José de. Iracema.

Em relação ao fragmento, é INCORRETO afirmar que

a) O narrador descreve Iracema e o guerreiro por um procedimento tipicamente romântico: a idealização.

b) O emprego de termos indígenas sugere a intenção de criar uma literatura nacional, uma vez que, originariamente, o Brasil foi habitado por índios.

c) O narrador empenha-se no uso de uma linguagem precisa e objetiva, carregada de termos indígenas

d) Se caracteriza pelo emprego abundante de adjetivos, típico do Romantismo.

e) Nele é representado o primeiro encontro entre duas raças: a do indígena, na figura de Iracema, e a do branco, na figura do guerreiro.

16.Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema, de José de Alencar

I.Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”, o autor já indica a combinação que

fará entre elementos históricos e fantasia.

II.O autor valeu-se de uma narrativa, mas não deixou de explorar sistematicamente

recursos típicos da linguagem poética.

III. Aqui, diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias, a personalidade, os

costumes, os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados.

Está correto somente o que se afirma em:

a) I.                   b) I e II.                c) II.                 d) II e III.                  e) III.

Texto para as questões 17 e 18

“Logo após a vitória, o cristão tornara às praias do mar, onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. De novo sentiu em sua alma a sede do amor; e tremia de pensar que Iracema houvesse partido, deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade.

Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores, a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se; e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão, e a alegria voltou a habitar em sua alma. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias, quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria.

O imbu, filho da serra, se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente, vinga, achando boa terra e fresca a sombra; talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mas basta um sopro do mar, para tudo murchar. As folhas lastram o chão; as flores, leva-as a brisa.

Como o imbu na várzea, era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo, mas agora longe de sua casa e de seus irmãos, sentia-se no ermo. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência, cheia de grandes desejos e nobres ambições.

Passava os já tão breves, agora longos sóis, na praia, ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte, buscava, mas embalde, descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.”ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Scipione. 1994. p. 56.

 17.UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar:

1.O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local, seguindo

uma tendência da época em que a obra foi escrita.

2.Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam, respectivamente, como heróis ou como vilões.

4.A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial.

8.O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro

entre Iracema e Martim, fato inteiramente alheio à sequência dos acontecimentos

que constituem o enredo.

16.A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita, sem qualquer consequência para o desenrolar da trama.

32.A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta, onde ocorre o desfecho

da história de amor de que trata o romance.

64.A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica, para

ambos, a firmeza de permanecer em terra estranha.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.     23

 18. UFBA Com relação à linguagem, existe uma explicação adequada em:

1.A expressão “sede do amor” difere de sede de amor, já que a primeira dá ideia de

concretude, enquanto a segunda, de abstração do sentimento amoroso.

2.A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete, respectivamente, à chegada

do inverno e à volta do esposo, ambas com função revitalizadora.

4.A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a

consequência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco.

8.A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo, evidencia a

fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea.

16.O trecho “os já tão breves, agora longos sóis” contém ideias antitéticas que estão

relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão.

32.O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.

64.As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.   05

 19.(UEL/PR) No romance Iracema, José de Alencar   

a) Desenvolve, na linha mesma do enredo, valores éticos e estéticos próprios da sociedade burguesa europeia.

b) Defende a superioridade da cultura indígena sobre a europeia, tal como o demonstra o desfecho desse romance idealizante.

c) Faz confluírem o plano lendário e o plano histórico, o primeiro representado por Martim, e o segundo, por Iracema.

d) Dispõe-se a desenvolver a história de uma virgem que, resistindo ao colonizador, representa o poder da natureza indomável.

e) Busca fundir num mesmo código as imagens de um lirismo romântico e alguns modos de nomeação e construção da língua tupi.

20.(PUC-RS)

Para responder à questão, ler o texto que segue.

Texto  – Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

Iracema saiu do banho; o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto do agreste.

A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.”

Para responder à questão, analisar as afirmativas que seguem, sobre o texto.

I.O trecho em questão pertence à antológica obra de José de Alencar, homônima da personagem.

II.A personagem é descrita fisicamente, assim como são referidos alguns de seus hábitos e a sua origem.

III. Iracema e os elementos da natureza brasileira aparecem em harmoniosa conjunção.

IV.A exaltação à imagem da mulher nativa brasileira constitui-se em importante característica romântica.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas

a) A I e a II, apenas.                            d) A I, a II, a III e a IV.

b) A I e a III, apenas.                          e) A II e a IV, apenas.

c) A III e a IV, apenas.

21.(UFRN) O trecho seguinte pertence ao romance Iracema (1865), de José de Alencar:

“Refresca o vento.
O rulo das vagas precipita. O barco salta sobre as ondas e desaparece no horizonte. Abre-se a imensidade dos mares; e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo.
Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; e para ti jaspeie a bonança mares de leite!”    ALENCAR, J.M. de. Iracema.
O barco mencionado no fragmento

a) Transporta o corpo de Iracema em ritual fúnebre indígena.b) Dirige-se, para novas conquistas de territórios, ao sul do país.

c) Conduz Moacir, o primeiro cearense ainda criança, para o exílio.

d) Parte da Europa, levando o colonizador português ao Ceará.

22.Leia as afirmações abaixo sobre os romances “O Guarani” e “lracema”, de José de Alencar.

I – Em “O Guarani”, tanto a casa de Mariz, representante dos valores lusitanos, quanto os Aimorés, que retratam o lado negativo da terra americana, são destruídos.

II – Em “Iracema”, a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim, o homem branco por quem se apaixonara.

III – Em “O Guarani” e “Iracema”, as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas, na certeza de que serão vingadas.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.           b) Apenas II.           c) Apenas I e II.              d) Apenas II e III.       e) I, II e III.

23.A respeito do romance “Iracema”, de José de Alencar, é correto afirmar que
a) Poti, irmão indígena de Martim, aceita ser batizado por lealdade ao irmão branco.
b) Moacir, nome do filho de Iracema e de Martim, significa, na língua indígena, “nascido da saudade”.
c) Iracema pertence à tribo dos pitiguaras, inimiga dos tabajaras, índios de quem Martim recebeu seus ensinamentos.
d) Iracema aceita ser batizada como prova de seu amor por Martim.
e) Iracema e Martim, juntos, criam seu filho Moacir nas terras onde hoje é o Ceará.

24.Considere os dois fragmentos extraídos de “IRACEMA”, de José de Alencar.
I. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca Alcione buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora. Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.
II. O cajueiro floresceu quatro vezes depois que Martim partiu das praias do Ceará, levando no frágil barco o filho e o cão fiel. A jandaia não quis deixar a terra onde repousava sua amiga e senhora. O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça?

Ambos apresentam índices do que poderia ter acontecido no enredo do romance, já que constituem o começo e o fim da narrativa de Alencar. Desse modo, é possível presumir que o enredo apresenta
a) o relacionamento amoroso de Iracema e Martim, a índia e o branco, de cuja união nasceu Moacir, e que alegoriza o processo de conquista e colonização do Brasil.
b) as guerras entre as tribos tabajara e pitiguara pela conquista e preservação do território brasileiro contra o invasor estrangeiro.
c) o rapto de Iracema pelo branco português Martim como forma de enfraquecer os adversários e levar a um pacto entre o branco colonizador e o selvagem dono da terra.
d) a vingança de Martim, desbaratando o povo de Iracema, por ter sido flechado pela índia dos lábios de mel em plena floresta e ter-se tornado prisioneiro de sua tribo.
e) a morte de Iracema, após o nascimento de Moacir, e seu sepultamento junto a uma carnaúba, na fronde da qual canta ainda a jandaia.

25.“Iracema” é um romance que integra, na classificação da obra de José de Alencar, a série indianista. É um poema em prosa, verdadeira obra-prima de nossa literatura. Indique nas alternativas a seguir a que contém enunciado que identifica a obra em questão.

a) “Ela embebeu os olhos nos olhos do seu amigo, e lânguida reclinou a loura fronte. (…) Fez-se no semblante da virgem um ninho de castos rubores e lânguidos sorrisos: os lábios abriram como as asas purpúreas de um beijo soltando o voo. A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia. E sumiu-se no horizonte.”

b) “Ajoelhou então o sertanejo à beira do canapé; tirando do peito uma cruz de prata, que trazia ao pescoço, presa a um relicário vermelho, deitou-a por fora do gibão de couro. Com as mãos postas e a fronte reclinada para fitar o símbolo da redenção, murmurou uma ave-maria, que ofereceu à Virgem Santíssima como ação de graças por ter permitido que ele chegasse a tempo de salvar a donzela.”

c) “Desde então os guerreiros pitiguaras que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, afastavam-se com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a jandaia. E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro, e os campos onde serpeja o rio.”

d) “Seriam cinco horas e meia, quando no azul diáfano do horizonte se desenhou iluminada pelo arrebol da tarde a torre da igreja do Espírito Santo, que servia de matriz à vila de Jaguarão. Receoso talvez de que o último raio do sol se apagasse, deixando-o ainda em caminho, o gaúcho afrouxou as rédeas ao Ruão, que lançou-se como uma flecha.”

e) “Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. (…). Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é; eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.”

26. (UEL) Examine as proposições a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
(A) A relevância da obra de José de Alencar no contexto romântico decorre, em grande parte, da idealização dos elementos considerados como genuinamente brasileiros, notadamente a natureza e o índio. Essa atitude impulsionou o nacionalismo nascente, por ser uma forma de reação política, social e literária contra Portugal.
(B) Ao lado de O guarani e Ubirajara, Iracema representa um mito de fundação do Brasil. Nessas obras, a descrição da natureza brasileira possui inúmeras funções, com destaque para a “cor local”, isto é, o elemento particular que o escritor imprimia à literatura, acreditando contribuir para a sua nacionalização.
(C) Embora tendo sido escrito no período romântico, Iracema apresenta traços da ficção naturalista tanto na criação das personagens quanto na tematização dos problemas do país.
(D) A leitura de Iracema revela a importância do índio na literatura romântica. Entretanto, sabe-se que a presença do índio não se restringiu a esse contexto literário, tendo desembocado inclusive no Modernismo, por intermédio de escritores como Mário de Andrade e Oswald de Andrade.
(E) O contraponto poético da prosa indianista de Alencar é constituído pela lírica de Gonçalves Dias. Indiscutivelmente, em “O canto do guerreiro” e em “O canto do piaga”, dentre outros poemas, o índio é apresentado de maneira idealizada, numa perpetuação da imagem heroica e sublime adequada aos ideais românticos.

27.(PUC-SP) A próxima questão refere-se ao texto abaixo.
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros; Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
Esse trecho é o início do romance Iracema, de José de Alencar. Dele, como um todo, é possível afirmar que:
(A) Iracema é uma lenda criada por Alencar para explicar poeticamente as origens das raças indígenas da América.
(B) as personagens Iracema, Martim e Moacir participam da luta fratricida entre os Tabajaras e os Pitiguaras.
(C) o romance, elaborado com recursos de linguagem figurada, é considerado o exemplar mais perfeito da prosa poética na ficção romântica brasileira.
(D) o nome da personagem-título é anagrama de América e essa relação caracteriza a obra como um romance histórico.
(E) a palavra Iracema é o resultado da aglutinação de duas outras da língua guarani e significa “lábios de fel”.

28.”Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.”
Nesse trecho de um famoso romance do século XIX, os termos “lá”, “aqui” e “virgem morena” referem-se, respectivamente,
a) a Portugal, ao Brasil e a Aurélia.                    d) ao Brasil, a Portugal e a Capitu.
b) a Portugal, ao Brasil e a Capitu.                     e) ao Brasil, a Portugal e a Iracema.
c) a Portugal, ao Brasil e a Iracema

29.”O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça?”
Eis aí uma reflexão sob a forma de pergunta que o autor, ……………., faz a si mesmo – com toda propriedade, e por motivos que podemos interpretar como pessoais -, ao finalizar o romance ……………….
Assinale a alternativa que completa os espaços.
a) José Lins do Rego – “Menino de Engenho”                  d) José de Alencar – “Iracema”
b) Graciliano Ramos – “São Bernardo”                              e) Aluísio Azevedo – “O Mulato”
c) Graciliano Ramos – “Vidas Secas”

30.Nesse romance, o autor atingiu três propósitos de seu projeto de ficcionista:
I. exaltar as virtudes do “homem natural”;
II. fundir fato histórico e lenda, numa mesma narrativa poética;
III. idealizar o amor que leva à renúncia, ao sacrifício e à morte.
O autor e o romance de que trata o fragmento anterior são
a) Visconde de Taunay e INOCÊNCIA.                                 d) Machado de Assis e HELENA.
b) José de Alencar e LUCÍOLA.                                                e) Machado de Assis e IAIÁ GARCIA.
c) José de Alencar e IRACEMA

31.Quando José de Alencar publicou IRACEMA, recebeu uma série de críticas de que se defende, notadamente, em posfácio à segunda edição.
Pinheiro Chagas foi um crítico romântico que atacou José de Alencar e os escritores brasileiros da época, como se lê no fragmento que se segue:
“o defeito que eu vejo em todos os livros brasileiros e contra o qual não cessarei de bradar intrepidamente é a falta de correção na linguagem portuguesa, ou antes a mania de tornar o brasileiro uma língua diferente do velho português por meio de neologismos arrojados e injustificáveis e de insubordinações gramaticais…”
(CHAGAS, Pinheiro. APUD “José de Alencar”. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964, v.III, p.1129.)
Assinale a opção que corresponde à posição de Pinheiro Chagas no fragmento anterior.
a) Desde a primeira ocupação que os povoadores do Brasil, e após eles seus descendentes, estão criando por todo este vasto império um vocabulário novo, à proporção das necessidades de sua vida americana, tão outra da vida europeia.
b) A língua portuguesa é original de Portugal. Por isso cabe aos gramáticos portugueses dizerem o que é certo ou errado em relação àquela língua: os brasileiros, assim como os outros povos colonizados, devem obedecer à orientação gramatical de Portugal.
c) Os operários da transformação de nossas línguas são esses representantes de tantas raças, desde a saxônia até a africana, que fazem neste solo exuberante amálgama do sangue, das tradições e das línguas.
d) Sempre direi que seria uma aberração de todas as leis morais que a pujante civilização brasileira, com todos os elementos de força e grandeza, não aperfeiçoasse o instrumento das ideias, a língua.
e) Não fazemos senão repetir que disse e provou um sábio filólogo, N. Webster: “Logo depois que duas raças de homens de estirpe comum separam-se e se colocam em regiões distantes, a linguagem de cada um começa a divergir por vários modos.”

32.Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado (…) Cedendo à meiga pressão, a virgem reclinou-se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz (…) A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol (…). Em torno carpe a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na folhagem; o mesmo silêncio anela de opresso. (…) A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.
Os fragmentos anteriores constroem-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracterizadoras do estilo poético de Alencar. Apresentam eles, dominantemente, as seguintes figuras:
a) comparações e antíteses.
b) antíteses e inversões.
c) pleonasmos e hipérboles.
d) metonímias e prosopopeias.
e) comparações e metáforas.

33.A respeito do romance “Iracema”, pode-se dizer que:

a) É classificado como um dos romances regionalistas do autor.
b) É lídimo representante do Arcadismo, ainda que regionalmente deslocado.
c) Sua personagem Iracema é abandonada pelo amado, que jamais retorna.
d) Não introduz o Romantismo no Brasil, mas é um de seus representantes de maior vulto.
e) Iracema falece depois de seu amado.


 

Drágeas de Saúde

SAÚDE

Obstáculos?

Trabalhe sempre.

Problemas?

Ação discreta.

Provocações?

Aceite-as.

Ofensas?

Perdoe.

Tribulações?

Paciência.

Mágoas?

Esqueça.

Discórdias?

Pacifique.

Males?

Persevere o bem.

Incompreensões?

Entendamos.

Fracasso?

Recomece.

Conflitos no lar?

Tolerância.

Solidão?

Ampare alguém.

Dificuldades?

Siga  adiante.

Maledicência?

Silêncio.

Perturbações?

Mais calma.

Cansaço?

Renove-se

Perigo iminente?

Oração.

Reclamações?

Servir mais.

Adversários?

Respeite-os

Tempestades na vida?

Confie em Deus.

                                                                                                     Francisco Cândido Xavier.