REDAÇÃO NOTA 1000 PRESSUPÕE:

 

red

 linguagem clara objetiva;

 não filosofar;

 logo na frase-núcleo de seu parágrafo introdutório demonstre que entendeu a proposta temática;

 lembre-se de que cada parágrafo deve ter uma frase-núcleo e não se esqueça de que ela governa o seu parágrafo;

 não sai do plano temático com divagações;

 mantenha seus parágrafos simétricos;

 seja bastante atento à estética textual, tanto a intrínseca quanto à extrínseca;

 não copie nada dos textos motivadores, lembre-se de que eles servem para suscitar lembranças do que você já leu acerca do tema e direcioná-lo no plano temático;

 elabore um texto simples, coerente, sem rasuras e erros, principalmente os crassos, pois assim você respeitar a velocidade que exigida do avaliador para corrigir o seu texto;

 seja criativo – senso comum é o modo de pensar da maioria das pessoas;

 ter em mente que além dos aspectos relacionados ao conteúdo, ou seja, à ideia propriamente dita, os argumentos firmados por meio de todo o texto devem ser coerentes e consistentes;

 letra legível, claro, é imperativo;

 detalhe sua proposta de intervenção, permita a seu corretor a possibilidade de exequibilidade;

 considerar os direitos humanos como: cidadania, diversidade cultural, demonstrar sentimento de solidariedade e respeitar o direito à liberdade;

 conheça, de modo exímio, as 5 competências;

 conheça o 5º artigo da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 que começa assim “ 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”

 EQUACIONANDO:

REDAÇÃO NOTA 1000 = 5 C C C C C

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Retrato

 

 

cecília

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
– Em que espelho ficou perdida 
a minha face?

                          Cecília Meireles

EU ETIQUETA

 

 

   etiqueta (1)                        

                 Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome 
Que não é meu de batismo ou de cartório 
Um nome… estranho. 
Meu blusão traz lembrete de bebida 
Que jamais pus na boca, nessa vida, 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
Que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produtos 
Que nunca experimentei 
Mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
De alguma coisa não provada 
Por este provador de longa idade. 
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, 
Minha gravata e cinto e escova e pente, 
Meu copo, minha xícara, 
Minha toalha de banho e sabonete, 
Meu isso, meu aquilo. 
Desde a cabeça ao bico dos sapatos, 
São mensagens, 
Letras falantes, 
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências. 
Costume, hábito, premência, 
Indispensabilidade, 
E fazem de mim homem-anúncio itinerante, 
Escravo da matéria anunciada. 
Estou, estou na moda. 
É duro andar na moda, ainda que a moda 
Seja negar minha identidade, 
Trocá-la por mil, açambarcando 
Todas as marcas registradas, 
Todos os logotipos do mercado. 
Com que inocência demito-me de ser 
Eu que antes era e me sabia 
Tão diverso de outros, tão mim mesmo, 
Ser pensante sentinte e solitário 
Com outros seres diversos e conscientes 
De sua humana, invencível condição. 
Agora sou anúncio 
Ora vulgar ora bizarro. 
Em língua nacional ou em qualquer língua 
(Qualquer principalmente.) 
E nisto me comparo, tiro glória 
De minha anulação. 
Não sou – vê lá – anúncio contratado. 
Eu é que mimosamente pago 
Para anunciar, para vender 
Em bares festas praias pérgulas piscinas, 
E bem à vista exibo esta etiqueta 
Global no corpo que desiste 
De ser veste e sandália de uma essência 
Tão viva, independente, 
Que moda ou suborno algum a compromete. 
Onde terei jogado fora 
Meu gosto e capacidade de escolher, 
Minhas idiossincrasias tão pessoais, 
Tão minhas que no rosto se espelhavam 
E cada gesto, cada olhar 
Cada vinco da roupa 
Sou gravado de forma universal, 
Saio da estamparia, não de casa, 
Da vitrine me tiram, recolocam, 
Objeto pulsante mas objeto 
Que se oferece como signo dos outros 
Objetos estáticos, tarifados. 
Por me ostentar assim, tão orgulhoso 
De ser não eu, mas artigo industrial, 
Peço que meu nome retifiquem. 
Já não me convém o título de homem. 
Meu nome novo é Coisa. 
Eu sou a Coisa, coisamente.

 

Hífen

hífen

Contrariando a ordem lógica.

  1. Letras iguais, são separadas por hífen(-).

anti-inflamatório

auto-organização

arqui-inimigo

micro-ondas

micro-ônibus

micro-organismo

contra-ataque

contra-argumento

super-rápido

super-reacionário

super-romântico

tele-educação

 2.Letras diferentes, deve-se juntá-las

Autoaprendizagem

autoestima

autoescola

autoafirmação

autoajuda

audiovisual

antiaéreo

antidepressivo

coautor

coabitar

coerdeiro

infraestrutura

proativo

semianalfabeto

socioeconômico

afrodescendente

microestrutura

 Indeciso – não sabe qual caminho seguir, por isso é solitário.

O “H” não tem personalidade. Separa (-).

anti-herói

anti-hemorrágico

anti-higiênico

mal-humorado

pré-história

sobre-humano

super-homem

pseudo-história

arqui-hipérbole

 Egocêntricos, por isso não basta 1, mas 2.

O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são dobrados. Mas não se juntam com consoantes.

Antirreligioso                                                            antissemita

contrarrazões                                                             ultrassonografia

contrarregra                                                                extrassolar

ultrarromântico                                                           ultrassensível

contrarreforma                                                            ultrassecreto

antirracista                                                                  autossugestão

INVICTUS

 

pessoa

INVICTUS

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

                                                                                             (William Ernest Henley)

O HOMEM E A MULHER

 

homem e mulher

O HOMEM E A MULHER

                                      ( Victor Hugo)

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

Curiosidade: Augusto dos Anjos

AUGUSTO DOS ANJOS

CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE AUGUSTO DOS ANJOS.

CONCEPÇÕES DO AUTOR SOBRE:

AMOR

 O amor da humanidade é uma mentira.
 É. E é por isso que na minha lira 
 De amores fúteis poucas vezes falo. 
 O amor! Quando virei por fim a amá-lo?

 CRENÇA E ESPERANÇA

A Esperança não murcha, ela não cansa, 
Também como ela não sucumbe a Crença, 
Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 
Voltam sonhos nas asas da Esperança. 

 

DESTINO

Ave perdida para sempre – crença
Perdida – segue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
Gêmea da Mágoa e núncia da Descrença!

 

DOR

És suprema! Os meus átomos se ufanam 
De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro 
Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro 
De que as próprias desgraças se engalanam!

 

 SOBRE ELE

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

 PROSTITUIÇÃO

Prostituição ou outro qualquer nome,

Por tua causa, embora o homem te aceite,

É que as mulheres ruins ficam sem leite

E os meninos sem pai morrem de fome!

 

 SOCIEDADE

Acostuma-te à lama que te espera

O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

FUNÇÕES DE LINGUAGEM

red

FUNÇÕES DE LINGUAGEM

1.FUNÇÃO REFERENCIAL

A linguagem tem função referencial quando o objetivo do emissor é traduzir a realidade e informar. Nos textos essencialmente informativos – científicos, técnicos e jornalísticos – há predominância dessa função.

Ex.; Os problemas ambientais de âmbito nacional (no território brasileiro), relacionados à degradação da diversidade biológica ocorrem desde a época da colonização, estendendo-se aos subsequentes ciclos econômicos (pau-brasil, cana, café, ouro).

2.FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA

A linguagem tem função emotiva quando o emissor quer expressas suas emoções, seu estado de espírito. Nessa caso, o texto é escrito em 1ª pessoa e muitas vezes conta a com a presença de exclamação, reticências e interjeições.

Ex.;                   De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento. (Vinícius de Morais)

3. FUNÇÃO CONATIVA OU APELATIVA

A linguagem apresenta função conativa quando a intenção do emissor é convencer o receptor a ter determinado comportamento. Os anúncios comerciais e a publicidade em geral fazem uso da linguagem conativa ou apelativa, que tem como uma das características  p emprego de verbo no imperativo.

conativa

4. FUNÇÃO FÁTICA

A linguagem tem função fática quando o objetivo do emissor é apenas estabelecer. Manter ou prolongar o contato com o receptor. As expressões usadas nos cumprimentos(Bom dia! Oi!), ao telefone (PRONTO!, Alô!) e em outras situações em que se testa o canal de comunicação ( Está me ouvindo?, Atenção!) são ,arcas desse tipo de função.

 

Ex.;fática

5. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA

A linguagem tem  função metalinguística quando o uso do código tem por objetivo explicar o próprio código.

Ex.; Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.                Fernando Pessoa.

 

6. FUNÇÃO POÉTICA

A linguagem tem função poética quando dá ênfase à elaboração da mensagem. o emissor constrói seu texto de maneira especial, realizando um cuidadoso trabalho de seleção e combinação de palavras. A função poética é muito comum nos poemas, mas ocorre na prosa e em anúncios publicitários.

Ex.; Verbo Ser

Carlos Drummond de Andrade

Que vai ser quando crescer?

Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer. (  Português – Marina Ferreira )

 

EXERCÍCIO ENEM

A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações.

DUARTE, M.O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

 

(ENEM 2010) Predomina no texto a função da linguagem:

a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.

b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.

c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.

d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.

e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

OUVIR ESTRELAS

 

ESTRLAS

OUVIR ESTRELAS

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

                                        (Poesias, Via-Láctea, 1888.)

DESEJO

desejo

DESEJOS

Desejo a vocês…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

         Carlos Drummond de Andrade