PORTUGUÊS DESCOMPLICADO I

não erre

ERRADO – Embora eu seje pobre e esteje com fome, não robo.

CERTO – Embora eu seja pobre e esteja com fome, não roubo.

Não existe em língua portuguesa  as formas seje, esteje ,robo

ERRADO – Sobrou muitos ingressos do jogo.

CERTO –  Sobraram muitos ingressos do jogo.

Sobrar deve concordar com muitos ingressos do jogo (sujeito)

ERRADO – O espetáculo agradou os jovens.

CERTO – O espetáculo agradou aos jovens

O espetáculo não agrada o público, porque agradar significa neste contexto mimar, acariciar.

Agradar a significa satisfazer.

ERRADO – Você torce para o Flamengo?

CERTO – Você torce pelo Flamengo?

Pode-se torcer pelo, porque quem torce, torce por e não para

ERRADO – Quando se deu o seu desquite com Vicente?

CERTO – Quando se deu o seu desquite de Vicente?

A palavra desquite pede a preposição de.

 ERRADO – Antigamente se ensinava fazer a prova dos nove.

CERTO –  Antigamente se ensinava fazer a prova dos noves.

O nome dos números, geralmente, variam.

ERRADO – Li a reportagem no Globo.

CERTO –   Li a reportagem em o  Globo.

Não se combina preposição com artigo quando se refere a nome de jornal.

ERRADO – A Olimpíada será no Brasil.

CERTO –   As Olimpíadas serão no Brasil.

Os jogos olímpicos modernos desde 1896 se chamam Olimpíadas.

ERRADO – Comprei um televisor a cores.

CERTO –  Comprei um televisor em cores.

ERRADO – Todo o brasileiro gosta de futebol.

CERTO –  Todo  brasileiro gosta de futebol.

Existe diferença entre todo o (= inteiro) e apenas todo (= qualquer)

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CENTENÁRIOS EM 2014

GRAVURA 4

centenários – 2014

1.O cantor e compositor de samba e bossa nova, Dorival Caymmi completaria 100 anos em 2014.

2.Em 2014, é celebrado o centenário de morte de um dos principais autores da literatura brasileira – Augusto dos Anjos.

3. Em 1914, Charles Chaplin dava início à sua carreira como diretor de filmes mudos.

4. 100 ANOS – PRIMEIRA GURRA MUNDIAL

Eram 3h30 de 26 de agosto de 1914, em Rozelieures, na região de Lorena, fronteira com a Alemanha, quando Joseph Caillat, soldado do 54.º batalhão de artilharia do exército da França, escreveu: “Nós marchamos para a frente, os alemães recuaram. Atravessamos o terreno em que combatemos ontem, crivado de obuses, um triste cenário a observar. Há mortos a cada passo e mal podemos passar por eles sem passar sobre eles, alguns deitados, outros de joelhos, outros sentados e outros que estavam comendo. Os feridos são muitos e, quando vemos que estão quase mortos, nós acabamos o sofrimento a tiros de revólveres”.

AMBGUIDADE

AMBÍGUA

 SINTAXE

1. CONSIDERE A FRASE:

O professor conversou com o aluno nervoso.

 Explique por que ela é ambígua.

R. Porque nervoso pode ser uma característica do aluno ou do professor.

2. Reescreva a frase de tal maneira que a ambiguidade seja desfeita.

R. O professor conversou, nervoso, com o aluno.

3.Explique por que a oração abaixo é ambígua.

“A matança dos madrigais escandalizou a população”.

R. Matança dos madrigais pode significar que os madrigais mataram alguém ou que os madrigais foram mortos.. ( dos madrigais pode ser complemento nominal ou adjunto adnominal.)

4.Leia atentamente as frases abaixo.

  • O tribunal julgava louco o rapaz.
  • O tribunal julgava o rapaz louco.

  Elas podem ter sentidos diferentes e também iguais. Explique essa afirmação.

  1. A frase A tem apenas uma leitura: O tribunal considerava/achava que o rapaz era louco. Em b, julgava pode ser entendido de duas maneiras: o tribunal considera/achava que o rapaz era louco (como em a) ou o tribunal realizava /executava o julgamento de um rapaz louco.

6.Leia com atenção: O barco voltou ao cais vazio.

O posicionamento inadequado do termo vazio prova na frase uma ambiguidade.

  • Explique qual é essa ambiguidade.

R. O barco poderia estar vazio ou o cais poderia estar vazio.

Alterando a colocação do termo vazio, reescreva a frase duas vezes, de tal forma que fiquem claros os dois sentidos possíveis.

R. O barco voltou vazio ao cais.

O barco voltou ao vazio cais.

6.O período abaixo, como está estruturado, é ambíguo, isto é, tem dois sentidos.

Como eu fiz o trabalho, ele também fez.

  • Explique os dois sentidos possíveis.

R. Ele fez o trabalho como (do mesmo jeito) que eu fiz.

Por causa de eu ter feito o trabalho, ele também fez.

 Reescreva-o de tal maneira que a ambiguidade seja desfeita.

R. Ele fez o trabalho, como eu fiz. (só comparação)

Ele fez o trabalho, porque eu fiz. (só causa)

 7.Leia atentamente o seguinte período.

Eu vi um elefante andando na rua.

Note que o uso inadequado da oração reduzida torna-o ambíguo. Faça o seguinte:

  • Explique a ambiguidade contida no período.

R. Pode-se entender que

  1. Eu estava andando na rua e vi um elefante.
  2. Eu vi um elefante que estava andando na rua.

Reescreva-o de tal maneira que a ambiguidade seja desfeita.

R. Quando eu andava (ou estava andando) na rua, vi um elefante.

Vi um elefante que estava andando na rua.

 INTERPRETANDO OS PERÍODOS

 II.PONTUAÇÃO

 1.Explique a diferença de sentido entre as duas frases abaixo.:

  • Mário, o ladrão de cavalos sumiu da cidade.
  • Mário, o ladrão de cavalos, sumiu da cidade.

 1.Em a, O falante se dirige a Mário, informando-lhe que o ladrão de cavalos sumiu. (vocativo)

Em b, O falante diz que Mário é ladrão e que sumiu. (Mário é o sujeito)

2.Explique a diferença de sentido entre as duas frases abaixo:

  • O tribunal condenou; eu não absolvo.
  • O tribunal condenou; eu não, absolvo.

 3.Em a, o falante reafirmou a condenação.

Em b, o falante não condena, e sim absolve, porque em b ocorre a elipse do verbo condenar.

4.Leia atentamente a seguinte frase.

“O rapaz revoltado começou a agredir o advogado”

Se, usando duas vírgulas, separarmos o termo revoltado, a frase continuará tendo o mesmo sentido? Explique.

R. Não. Da forma como a frase está, entende-se que o rapaz sempre (o tempo todo) está revoltado. Podo as duas vírgulas, revoltado passa a ser uma característica casual do rapaz, indicando que, naquele momento, ele estava revoltado.

 5.Considere a seguinte frase:

“ A velhinha caminhava pela praça.”

  • Reescreva a frase, acrescentando no final a palavra silenciosa, de tal forma que essa seja uma característica da praça.

A velhinha caminhava pela praça silenciosa.

Reescreva a frase, acrescentando no final a palavra silenciosa, de tal forma que essa seja uma característica da velhinha.

A velhinha caminhava pela praça, silenciosa.

6.Explique a diferença de sentido entre as duas frases:

  • Ele foi criticado, quando lutava pelos amigos.
  • Ele foi criticado, quando lutava, pelos amigos.

    Em a, ele foi criticado por alguém no momento em que lutava em favor dos amigos. Em b, os amigos é que o criticaram.

6.“ O pullman devora a estrada, solitária em horas tão noturnas.”

Haveria alguma diferença se a vírgula fosse transferida para depois da palavra solitária?Explique.

 R.  Sim. Da maneira como está escrita a frase, entende-se que o carro (pulman) percorre uma estrada que fica solitária (sem movimento) durante a noite. Se a vírgula for deslocada para depois de solitária, o sentido passa a ser o carro percorre à noite uma estrada que é solitária.

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA E ARGUMENTATIVA

red

DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA E ARGUMENTATIVA

     EXPOSITIVA: Disserta-se de maneira expositiva ou argumentativa. Um texto é expositivo quando aborda uma verdade inquestionável, dá a conhecer uma informação ou explica pedagogicamente um assunto, sem apresentar discussão.

 Equilíbrio ecológico

A vida em nosso planeta, é o próprio planeta, só são possíveis porque tudo se relaciona e interage, como num sistema integrado. A menor alteração num elemento deste sistema tem reflexos em todos os outros, afetando a estabilidade e o equilíbrio que permitem a sua continuidade.

Assim as fumaças, os gases , as poeiras, lançados às toneladas na atmosfera, deterioram o ar que respiramos, modificam o clima, afetam a saúde do homem, dos animais e do planeta. Os rejeitos lançados nos rios matam os peixes, liquidam a flora aquática, envenenam as águas de que tanto precisamos.

A exploração indiscriminada e selvagem das riquezas do subsolo terá, inevitavelmente, conseqüências danosas, se não de imediato, por certo em longo prazo, prejudicando as gerações futuras.

Não é possível impor um “basta” ao progresso e ao desenvolvimento. O homem já incorporou ao seu dia-a-dia todas as conquistas feitas e não seria capaz de renunciar a elas, mesmo sabendo do sacrifício que isso lhe pode custar.

Por isso é preciso lutar pela melhoria da qualidade de vida, pela proteção do meio ambiente, pelo equilíbrio ecológico, pela preservação da natureza.

ARGUMENTATIVA: Já o texto argumentativo sustenta-se com exemplo elucidativos, interpretação analítica, evidência e juízos, sempre com visão crítica.

Assim, enquanto a dissertação expositiva apresenta um assunto, a argumentativa o discute.

A máquina respeitando a vida

       Que o progresso é bom, ninguém pode duvidar, muito menos pode alguém se opor a ele, no entanto cada nova conquista do progresso corresponde sempre uma considerável carga de inconvenientes imprevistos e indesejados.

É o que vem acontecendo desde os primórdios da indústria, alavanca e símbolo do progresso e do desenvolvimento. Foi assim quando, na Inglaterra, surgiram as primeiras fábricas de tecidos, substituindo os teares domésticos. O objetivo desejado era obter uma produção maior de tecidos, de qualidade mais uniforme. Em paralelo a isso, porém, verificou-se uma verdadeira avalanche de acidentes, vitimando milhares de pessoas que tiveram mãos e dedos mutilados pelas máquinas implacáveis.

Não se concebe, porém, que a inventividade dos responsáveis pela criação das máquinas, equipamentos e processos produtivos, que tornam mais fácil e confortável o viver de cada um não seja ainda capaz de criar também os meios necessários para tornar realidade o que o homem sonha. O que está falando é respeito à vida, á a visão do outro e de seus direitos.

à custa de muita criatividade e vultosos investimentos, as maquias deveriam ser domadas, neutralizadas com dispositivos de proteção, enquanto o homem fosse sendo treinado para conviver com elas, sem se expor a maiores riscos.

Portanto, é necessário e urgente que se compatibilize o progresso com a vida, com a saúde, com o bem estar do homem sobre a terra.(Jornal Opinião)

DISSERTAÇÃO

red

TEXTO DISSERTATIVO

O texto dissertativo é aquele que expressa uma tese ( que se quer provar),um  ponto de vista sobre determinado assunto, apoiado em dados, fatos, argumentos.

DEFINIÇÕES E OBJETIVOS

        Dissertar é expor ideias a respeito de um determinado assunto. É discutir essas ideias, analisá-las e apresentar provas que justifiquem e convençam o leitor da validade do ponto de vista de quem as defende. Dissertar é, pois, analisar de maneira crítica situações diversas, questionando a realidade e nosso posicionamento diante dela.

SÃO OBJETIVOS DA DISSERTAÇÃO:

1.Convencer alguém de um determinado ponto de vista é praticamente inquestionável.

2. Dar ou explicar qualquer assunto com intenção informativa ou pedagógica.

 3.Discutir o assunto, conferindo-lhe tom polêmico de debate, levando o leitor a tomar posição perante o problema.

CONTEÚDO

       O conteúdo constitui o encadeamento de ideias, formando a tessitura redacional informativa, questionadora, analítica, interpretativa ou opinativa.

Para se redigir um texto dissertativo, são indispensáveis:

  • Criticidade: exame e discussão crítica do assunto, por meio de argumentos convincentes, gerados pelo acervo de conhecimentos pessoais. É um processo de análise e síntese.
  • Clareza das ideias: vocabulário preciso e coerente às ideias expostas. O aprimoramento da linguagem e a diversidade vocabular são fundamentais para adequar pensamento e palavras.
  • Unidade: o texto deve desenvolver-se em torno de um assunto. As ideias que lhe são pertinentes devem suceder-se em ordem sequente e lógica, completando e enriquecendo a ideia-núcleo expressa na tese. Não deve haver redundância nem pormenores desnecessários.
  • Coerência: deve haver associação e correlação das ideias na construção dos períodos e na passagem de um parágrafo a outro. Os elementos de ligação são indispensáveis para entrosar orações, períodos e parágrafos.

    Observe como o texto abaixo apresenta estrutura dissertativa bem definida. A tese é uma citação, os argumentos são alicerçados através de exemplos e evidências e a conclusão retoma com concisão e objetividade o assunto do texto: o fanatismo. Atente também para o conteúdo crítico, a clareza de ideias, a unidade e a coerência que a dissertação apresenta.

 O FANATISMO DE CADA UM

       “A fonte de declínio, a principal explicação dos sofrimentos de um  povo reside em seu desprezo pelas estruturas da fé. A juventude foi corrompida pela música, pelo fato de andar com roupas sumárias, pelos jogos de xadrez e gamão, pelo fato de ir ao cinema e de se vestir airosamente.”

[ Parágrafo introdutório construído com uma citação a ser discutida na argumentação]

        É curioso notar como os moralistas – de todos os credos, tempos e latitudes – têm sempre um discurso semelhante. Este acima não é de um ministro da justiça brasileira, ou bispo censor, ou de senhoras chocadas com o realismo das novelas televisivas: é de Khomeini, em l980.

[Evidência: observação crítica que explica a citação introdutória e confirma uma evidência.]

(…) A história religiosa e política mostra que, em todos os tempos, o fanatismo é a arma principal daqueles que acreditam que a sua é a única visão válida da vida e que todas as outras visões devem ser destruídas.

A perseguição aos cristãos (Roma), a Inquisição (Europa Medieval), o massacre dos judeus (nazismo, século XX) e o confinamento dos intelectuais (stalinismo, século XX) são apenas alguns pouquíssimos exemplos de intolerância. Basta lembrar que houve um longo tempo em que os católicos promoviam chacinas e perseguições contra todos os infiéis, enquanto os islamitas se especializavam em queimar bibliotecas em nome de Deus. ( “ Se todos esses livros falam de coisas com que concordo, são inúteis; se falam de coisas de que discordo, precisam ser destruídos”, disse um desses líderes fanáticos).

[Exemplificação: fundamentação histórica, apresentando exemplos de intolerância ideológica.]

       (…) Todos podemos olhar para nós mesmos e procurar o que existe de Khomeini no nosso interior. Basta olhar para o espelho e procurar conhecer a intolerância diária – religiosa, política, profissional, esportiva, sexual. Curiosamente, talvez se descubra um grande número de  fanáticos: basta que alguém arranhe a sua crenças.”

[ Conclusão: perspectiva sobre o assunto (o reconhecimento de nossos fanatismos)]     (Marco Antônio de Carvalho)

Cruz e Sousa

IMAGEM - CURIOSIDADE 

 

cruz e sousa

Com a antonomásia de Dante Negro ou Cisne Negro, e as publicações das obras “Missal e Broqueis” introduziu a estética simbolista no Brasil.

Com o intento de combater a escravidão e o preconceito racial, trabalhou no jornal  Tribuna Popular em l881.

 Em 2007, seus restos mortais foram trasladado para Santa Catarina  – Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.

Cruz e Sousa foi chamado pelo crítico Tristão de Ataíde de poeta solar, por causa da predominância do branco e de claridades em seus poemas. Usando e abusando de substantivos e adjetivos que denotam a presença quase constante do branco em todos os seus matizes.

 

 

CURIOSIDADES SOBRE VINÍCIUS DE MORAES

 

 

 

 

 

IMAGEM - CURIOSIDADE

 

VINÍCIUS DE M.

 

  • Marcus Vinicius de Moraes Foi batizado aos sete anos em uma cerimônia maçônica
  • Música mais famosa é, sem dúvida, Garota de Ipanema, composta em parceria com Tom Jobim.
  • Casou-se nove vezes ao longo da vida.
  • Existem mais de 170 versões de Garota de Ipanema.

 

FRASES CÉLEBRES

“Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas. (Vinícius de Moraes)” 

 

“O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado.”     VINICIUS DE MORAES

AUTORES MAIS COBRADOS NO ENEM

OBRA DE DRUMMOND É A MAIS COBRADA NA HISTÓRIA DO ENEM

Prosa e poesia do autor caíram em 16 questões em 15 anos de exame.
Estilo literário pode inspirar candidatos na hora da redação, diz especialista.

Paulo GuilhermeDo G1, em São Paulo

O escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade é o autor em língua portuguesa que mais “caiu” no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nestes 15 anos de existência da prova do Ministério da Educação.

Levantamento feito pelo G1 com base em todas as provas do Enem aplicadas pelo MEC, desde 1998, mostra que a prosa e a poesia de Drummond serviram de base para 16 questões, a maioria na prova de linguagens e códigos, que engloba perguntas de literatura e compreensão de texto. O autor teve sua obra citada em questões de oito das 15 provas já realizadas (em 2010 foram feitas duas provas do Enem). Em algumas edições, foram mais de uma pergunta envolvendo Drummond.

Veja os autores de língua portuguesa que mais caíram em provas do Enem
16 vezes Carlos Drummond de Andrade
6 vezes Manuel Bandeira
5 vezes Ferreira Gullar
Machado de Assis
4 vezes João Cabral de Melo Neto
Mario de Andrade
Oswald de Andrade
Vinicius de Moraes
3 vezes Álvares de Azevedo
Luis FernandoVeríssimo
Rubem Braga

DICAS PARA UM BOM TEXTO

 

 

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ASPECTO VISUAL.

Qualidade da letra, margem, espaços entre as palavras, legibilidade, limpeza, pontuação, facilidade de leitura, parágrafos (espaços), períodos (se não deixou períodos longos).

AMBIGUIDADE OU ANFIBOLOGIA.

Evite frases ambíguas (confusas) ou de duplo sentido. Ocorrem em consequência da má pontuação ou da má colocação das palavras.

A ambiguidade deve ser evitada com a utilização de termos que expressem clara e objetivamente o que se pretende mostrar.

EX:  João ficou com Mariana em sua casa.

ALITERAÇÃO.

É a repetição de fonemas-consoantes, que resulta num resultado sonoro específico.

EX:  “ Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando…” Guimarães Rosa.

ASSÍNDETO.

É a ausência de conjunções coordenativas no período composto.

EX:  “ Soltei a pena, Moisés dobrou o jornal, Pimentel roeu a unha.” Graciliano Ramos

 BOM SENSO.

Evite construções complexas. Leia o texto várias vezes para ter certeza de que ficou claro e preciso.

CACOFONIA OU CACÓFATO.

É o encontro de sílabas que formam palavras de sentido ridículo ou obsceno, com a produção de som desagradável.

EX:  “ O caso, tal como o concebo aqui, inclui os erros ocasionais de jogadores que não costumam errar.” ( Folha de S. Paulo)

CHAVÕES, CLICHÊS, FRASES FEITAS, JARGÕES, LUGARES COMUNS, MODISMOS.

Evite-os, pois empobrecem o texto e demonstram a ausência de originalidade, falta de imaginação e de bom gosto.

EX:  A inflação galopante, rigoroso inquérito, vitória esmagadora, caixinha de surpresas, nos píncaros da glória, encerrar com chave de ouro, nos primórdios da humanidade, não é fácil falar a respeito de… Bem, eu acho que… , a esperança é a última que morre. …um dos problemas mais discutidos da atualidade.

Escreva com toda a simplicidade e clareza, sem embolar o assunto. Ser claro é ser coerente, conciso, não se contradizer.

São inimigos da clareza: a desobediência às normas da língua, os períodos longos e o vocabulário difícil, rebuscado ou impreciso.

O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que se quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da escrita. Lembre-se de que está dando uma opinião, desenvolvendo ideias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.

CONCISÃO.

Elimine palavras ou expressões desnecessárias.

Escreva com clareza e, na medida do possível, diga muito com poucas palavras.

Concisão, clareza, coesão e elegância: palavras-chaves que definem um bom texto.

CORREÇÃO GRAMATICAL.

A linguagem utilizada na redação precisa estar de acordo com a norma culta, ou seja, deve obedecer aos princípios estabelecidos pela gramática.

Tenha o máximo de cuidado para que sua redação não apresente, principalmente, nenhum erro de ortografia, acentuação, pontuação e concordância, seja ela verbal ou nominal.

Conhecer as normas que regem o uso da língua é fundamental para a produção de um texto correto. Em caso de dúvidas na redação, consulte sempre um bom livro de gramática.

ECO

É a repetição desnecessária de palavras terminadas pelo mesmo som, provocando rimas desagradáveis, com um ritmo batido e monótono.

EX:  Vicente sente que somente o aluno repetente mente alegremente.

É a omissão de um termo previsível, subentendido, que deixa de ser expresso por ser óbvio, mas também confere elegância à frase.

EX:  “ Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (Machado de Assis)

EMOÇÃO OU LINGUAGEM EMOCIONAL.

Não analise os temas propostos movido por emoções exageradas. Mantenha-se imparcial em quaisquer circunstâncias.

Não transforme seu texto em desabafo nem em panfleto, com linguagem apaixonada. A emoção deve ficar no rascunho, enquanto que no texto definitivo você deve chamar a razão para auxiliá-lo.

Quando nos exaltamos a respeito de determinado assunto ou sobre a pessoa de quem estamos falando, infringimos a boa norma da escrita padrão, por fazermos uso de juízos de valor sobre os fatos. A objetividade é imprescindível, a fim de que o texto se mantenha imparcial e claro.

ÊNFASE.

Chame a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à ideia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.

ERUDIÇÃO. PEDANTISMO.

É escrever usando palavras difíceis e desconhecidas, para tentar impressionar os outros. Não seja pretensioso nem erudito.

Lembre-se de que escrever bem é redigir com simplicidade, clareza, concisão, correção e elegância.

ESPAÇOS ENTRE PALAVRAS.

Use espaços normais entre as palavras, devendo estas ficar nem muito distanciadas nem muito próximas umas das outras.

ESTÉTICA.

Capriche na parte estética de sua redação, ou seja, faça letras bonitas e bem legíveis, margens regulares, espaço uniforme no início do parágrafo, tudo isso sem qualquer tipo de rasura.

Significa falta de clareza, em razão de frases excessivamente longas (prolixas) ou exageradamente curtas (lacônicas), linguagem rebuscada, má pontuação ou pontuação defeituosa, impropriedade dos termos.

ÓBVIO.

Pleonasmo vicioso. É aquilo que “tá na cara”! Evite escrever, EX:  O homem é um ser que viveTodo homem é mortal.

Não faça “carnaval” na redação. Para levar a escrita a sério e responsavelmente, coloque pingo (e não bolinha) sobre o “i” e o “j” minúsculos.

Não escreva a palavra “judia” nem outros termos que tenham conotação preconceituosa.

PROVÉRBIO OU DITO POPULAR.

Não utilize provérbios, ditos populares, frases feitas, pois eles empobrecem a redação. Faz parecer que seu autor não tem criatividade ao lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente.

QUEÍSMO.

É o uso excessivo do “que”, cuja consequência é produzir períodos longos. Evite-o.

Não afirme o que não pode provar.

Evite análises radicais e posições extremistas, injustas e levianas. Nada como um texto equilibrado. Posicione-se, mas sem exagero.

EX:  Todos os deputados são corruptos.

RETICÊNCIAS.

Nas dissertações objetivas, evite as reticências. A clareza na exposição é preferível a esperar que o leitor adivinhe o que você quis dizer.

As reticências marcam uma interrupção da sequência lógica do enunciado, com a consequente suspensão da melodia. É utilizada para permitir que o leitor complemente o pensamento suspenso.

EX: Eu não vou dizer mais nada. Você já deve ter percebido que…

Faça o til e o cedilha com nitidez, e não simples rabiscos ou traços confusos e inexpressivos.

Ocorre quando há desvios de sintaxe quanto à concordância, regência ou colocação pronominal.

EX: “Não espere-me, porque eu não irei.”

“Assisti o filme que você recomendou.

Fazem dois meses que ele não aparece.

 NEOLOGISMO

Consiste na criação desnecessária de palavras novas. Evite.

EX: “Era um homem, extremamente, vaidoso, um verdadeiro metrossexual.”

Cuidado com “superlativos criativos” do tipo “mesmamente”, “apenasmente” etc.

U, V.

Faça-os com clareza e nitidez porque, caso contrário, o U ficará parecendo o V.

Quem lê adquire desenvoltura para criar seu próprio texto.

A leitura completa o homem, enriquece-o; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão.

Quando lemos, nosso cérebro forma uma imagem de cada palavra. É dessa maneira que sabemos como os vocábulos são escritos.

LER é ampliar horizontes; armazenar informações; compreender o mundo; comunicar-se melhor; desenvolver-se; escrever com desenvoltura; relacionar-se melhor com todas as pessoas.

Leia muito, tudo o que encontrar pela frente, inclusive revistas informativas e técnicas (VejaIsto ÉCarta CapitalSuperinteressante), jornais (Folha de São PauloO GloboO Estado de São PauloJornal do Brasil) e, principalmente, boas obras literárias, como romances, dentro de seu nível de estudo e de sua faixa etária. O ato de escrever está muito ligado ao ato de ler.

UM BRADO DE ALERTA: “A leitura traz ao homem plenitude, o discurso segurança e a escrita exatidão.”

                                                                                            Francis Bacon